Anticlássico, peça escrita, dirigida e protagonizada por Alessandra Colasanti, teve sua temporada prorrogada até o dia 22 de outubro no espaço Rogério Cardoso da casa de cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro.
Em sua primeira temporada, iniciada em setembro de 2007, criticaram a peça, aqui mesmo na Bacante, Fabrício Muriana e João Cícero. Agora, exatamente um ano depois a contar da data da estréia do espetáculo, você acompanha a entrevista concedida por Alessandra Colasanti a Francine Jallageas
Francine Jallageas – Como surgiu a necessidade de criar Anticlássico, o texto e a encenação?
Alessandra Colasanti – Em termos práticos Anticlássico nasceu de um convite. A dramaturga Daniela Pereira de Carvalho me convidou para participar de uma mostra de textos curtos que integraria a programação do festival Contemporâneo Oi Futuro em dezembro de 2006. Foram convidados cinco jovens dramaturgos para escrever cinco peças curtas de vinte minutos, essa mostra tinha um tema que visava dar unidade ao seu conteúdo, e o tema proposto de forma bastante livre foi “clássico”. Assim nasceu o primeiro esboço de Anticlássico que frutificou no desejo de elaboração e aprofundamento do trabalho. Em termos conceituais, Anticlássico conjuga experiências e inquietações, que inclusive já estavam presentes num trabalho anterior chamado Banal, um texto sobre violência urbana, que montei como processo no Riocenacontemporanea 2006. Embora o mote da peça fosse a questão da violência, o que sobressaia era um certo discurso blasé-intelectual-delirante que permeava todo o texto. Ali eu entendi que aquela era a minha fala, o meu discurso como autora.
Gostaria que você falasse quais foram as principais dificuldades ou embates que você encontrou no processo de escrita e no processo de encenação, e quais foram as principais alegrias. Gostaria que você falasse um pouco de como lidou com essas situações antagônicas que costumam permear processos criativos.
A maior dificuldade no meu caso é também a fonte de maior alegria e impulso, ou seja, paradoxal como bem cabe à Bailarina. O fato de ser um trabalho autoral onde acumulo as funções de autora, diretora, atriz, figurinista, vídeomaker e produtora é certamente muito estimulante e também fonte de embates, inseguranças e crises. Em termos criativos é maravilhoso. A Bailarina de Vermelho, só se tornou vermelha porque eu fui comprar o material para a execução do figurino e encontrei uma malha e uma meia arrastão vermelhas lindíssimas, até então ela ia usar preto, talvez rosinha. Então a conceituação se estabelece simultaneamente a partir de diferentes suportes, surge de diferentes estímulos, e ter a liberdade de articular signos de procedências tão variadas pra produzir um discurso final é realmente regozijante. Essa é a parte alegre, jubilosa. A dura é a de sempre, é duvidar das próprias idéias, é se assumir nesse papel de tantos papéis… Entre todas as funções a mais difícil de conciliar certamente é a de produtora, “perde-se” muito tempo com e-mails, contatos, articulações, estratégias, pedidos de apoio, e no processo tudo passa a ter o mesmo tamanho, pedir uma pauta, decorar o texto, dar uma entrevista, ensaiar ou conseguir um apoio de biscoitos, dá um certo desespero, mas no fundo a produção também faz parte dos meios criativos, então é tudo a mesma coisa, no final das contas essa amálgama é que dá força ao trabalho, acho eu. No mínimo eu tenho absoluta intimidade com tudo que está ao meu lado em cena, e isso certamente se converge em uma sensação, ainda que transitória, de propriedade, uma espécie de idílio de adequação, ou seja, um idílio delirante.
Escrita e encenação ocorreram concomitantemente, você realizou uma após a outra ou ainda, você alternou de forma caótica estas duas criações?
Escrita e encenação ocorrem concomitantemente até certo ponto. É difícil separar e também depende. Tem texto que vem sem cena, tem cena que vem sem texto, e tem coisas que se avultam de mãos dadas. Não sei dizer, mas acho que primeiro veio o texto, e alguns conceitos básicos, e depois eu tentei preencher aquilo, em geral com procedimentos díspares, ou seja, não reafirmando o texto, são discursos aparentemente paralelos, não reiterativos, que resultam numa outra coisa que é a cena. O que vem junto com o texto certamente é a embocadura da atriz. Eu escrevo já falando, já sabendo o registro da interpretação, isso é bem gostoso, mas não livre de dúvidas, enfim, não tem sopa no mel, nem mel na sopa, todo o processo é de dor e (algum) êxtase, e isso nunca termina.
Quanto tempo durou o processo de construção do texto e da construção cênica?
Anticlássico, depois de sua primeira experiência, apresentado como um texto curto em dezembro de 2006 no festival Contemporâneo Oi Futuro, foi sendo desenvolvido de forma gradual, mediado por experiências práticas, ou seja, por apresentações do material que vinha sendo desenvolvido. Até a estréia oficial do projeto, que se deu no dia 7 de setembro de 2007 no Espaço SESC em Copacabana no Rio de Janeiro, foram escritas diferentes versões do texto de acordo com os resultados obtidos em apresentações experimentais. Esse contexto demonstra o caráter experimental do trabalho, no sentido de uma mediação prática permanentemente presente da experiência como contraponto à escrita e reflexões geradas em gabinete. Comecei a juntar textos em julho de 2006, as experiências anteriores ao SESC não tinham nenhum aporte financeiro, o que, bem ou mal, determina muita coisa, o apoio do SESC foi fundamental para executar e consolidar idéias e intuições, mas nunca de maneira definitiva, sou livre pra mexer na peça a hora que quiser, não mexo muito, mas mexo, em Brasília a peça terminava com uma festa de aniversário, com a platéia cantando “Parabéns pra você” para a Bailarina, com direito a bolo, velas pirotécnicas, balões e serpentinas, só fiz isso lá (por enquanto).
Como é que se dá a auto-direção?
Dirigir estando em cena é bem desconcertante. Eu estava lendo meu diário de trabalho estes dias e lá eu narrava exatamente essa dificuldade. Teve um dia que ensaiamos (eu e o João Velho, o Hamlet) numa sala espelhada e eu escrevi “hoje eu vi o espetáculo”, porque até então eu só via dentro da minha cabeça, na imaginação, e direção pra mim é olho, então dirigir com um olho imaginário pode ser bastante desconfortável. Depois que eu “vi”, tive a certeza que era aquele caminho mesmo, “ver” me ajudou a “ver” o que eu “via”, mas se eu não tivesse “visto” talvez eu não “visse”, entende? Daquele dia em diante eu passei a gravar os ensaios. Ou seja, é um processo meio louco, mas é o único que eu conheço.
Gostaria que você falasse um pouco sobre o seguinte aspecto:Em Anticlássico, por meio do texto ou por meio da encenação, o que vemos são traços que constituem os clichês de discursos distintos, como o discurso acadêmico (formato de conferência e múltiplas citações de autores e livros), o discurso Kitch (presente sobretudo no cenário), o discurso amoroso (contracenações com João Velho), o discurso midiático ou televisivo (a Bailarina faz uma espécie de narração jornalística apoiada sobre imagens projetadas, ou, a Bailarina fala de si e de sua vida amorosa-profissional como num talk-show).
A Bailarina não cessa de cambiar, torna-se corpo para a proliferação de inúmeras vozes e nem uma delas se sustenta, ou, antes, todas elas duvidam de estar realmente ali, como ela diz ao iniciar a peça.
Você tem toda razão, a Bailarina de Vermelho não tem tempo, nem espaço, nem discurso fixo, mas essa alternância incessante diz respeito a uma única linguagem, que é a linguagem do nosso tempo. Vejo a Bailarina como um coringa no mundo, ela pode estar em qualquer lugar fazendo qualquer coisa com qualquer pessoa, mas isso só faz sentido, só se justifica pelo contexto que a gerou, eu acho que ela é a materialização do espírito do nosso tempo, fragmentado, não linear, deslizante, irônico, melífluo, vertiginoso em sua pluralidade e instabilidade. Ela pode ser a convergência de milhares de coisas. Hoje isso fica mais claro pra mim, sobretudo a partir do desdobramento do trabalho em diversas mídias como performance, vídeos, blog, fotografia, intervenções, e outras tantas que estão por vir, que abriram um leque infindável de ações, mas no início o meu objetivo era pensar o cânone contemporâneo (pressuposto que em si já é uma provocação) a partir da oposição: clássico x contemporâneo. Fazer rir, e talvez pensar, a partir de uma espécie de jogo de contrastes: o punk e a bailarina, racionalismo e erotismo, a cultura milenar européia e o tropicalismo “terceiromundista” brasileiro, alta cultura e cultura de massa, o sério e o satírico, o pop e o sofisticado, moderno e pós-moderno, nessa fricção nasceram tantas vozes, eu acho.
A Bailarina de Vermelho não pretende explicar, não pretende solucionar, nem ensinar nada. Como os heróis das narrativas clássicas A Bailarina de Vermelho empreende uma busca, é uma arqueóloga do contemporâneo, uma caçadora de paradoxos perdidos, a detetive do dilema, ela elabora a questão contemporânea através da linguagem e da metáfora. Como diz Derrida, que é citado na peça, “A linguagem se cria e cria mundos”. A Bailarina se apropria de todos os mundos, de todas as referências, se apropria da História, do pensamento e das artes, para, através da linguagem criar um mundo só seu, que paradoxalmente (ou não) diz respeito a todos nós. Não à toa ela abre a peça lendo Dom Quixote.

A Bailarina de Vermelho posa no MAM do Rio de Janeiro. Foto de Sergio Caddah.
Você trabalha com o excesso de referências literárias, teóricas, filosóficas, musicais, cinematográficas, performáticas, entretanto, não faz mais do que citá-las de forma enciclopédica e esvaziada. Este, aliás, torna-se o principal recurso pelo qual texto e encenação produzem o que você chama no espetáculo ou no material de divulgação de “crise dos valores” ou “enigma vazio”. Entretanto, quais fontes e referências você, efetivamente, reconhece como presentes no seu processo de escrita, encenação e atuação de Anticlássico?
Hoje virou moda dizer que vivemos numa época vazia onde concepções políticas, crenças, idéias, sensibilidades, formas de existência e visões do mundo que antes pareciam dar sentido às coisas perderam o valor. O discurso da perda dos valores é corrente nos mais variados níveis sócio-culturais, e mais do que isso, é hoje um discurso banalizado. Uma idéia compartilhada por todos, mas de difícil apreensão. Depois da dissolução do sujeito, da morte da arte, da morte da história, da morte de Deus, enterrado o século XX, resta ao homem contemporâneo o sentimento comum de desajuste. Acho que Anticlássico e a Bailarina de Vermelho transitam nesse cenário contraditório de derrisão e pluralidade, investigando-o, e questionando-o através de metáforas e sátiras. Afinal, o que é arte contemporânea? O que é pensamento contemporâneo? O que é a contemporaneidade? Termos desgastados e de entendimento obscuro. Aparentemente herméticos ou distantes, mas de fato nosso “solo silencioso”, como diria Foucault, onde germinam nosso tempo, geração e linguagem.
Sobre as referências, fiquei pensando sobre “citá-las de forma enciclopédica e esvaziada.”, será que é isso? Talvez elas estejam esvaziadas de si, de seu teor original. As referências estão ali a serviço do conceito do trabalho e foram reelaboradas enquanto instrumento de linguagem. Acho que o que acontece é uma apropriação de conteúdos, nesse translado esses conteúdos são estilhaçados, e então reelaborados como metáfora, são, portanto, preenchidos por isso, cheios disso, e como você colocou, convergem para a metáfora principal do trabalho, o enigma vazio. Pra mim ‘enigma vazio’ é a banalização do paradoxo contemporâneo, é a metáfora do esgotamento, esvaziamento e impossibilidade de sentidos permanentes… Não sei, continuo pensando…
Gosto de misturar referências populares, com referências sofisticadas da arte e do pensamento do nosso tempo. Gosto dessa invasão entre gêneros e conceitos, dessa promiscuidade. Sou influenciada por tudo que vejo e que me afeta, e dentro disso algumas áreas de interesse se estabelecem naturalmente. Eu estou me graduando em Teoria do Teatro pela UNIRIO, e Anticlássico reflete certamente a minha fascinação diante da linguagem acadêmica, e os universos que ela é capaz de gerar, a retórica é capaz de construir, desconstruir, destruir e reconstruir mundos, isso é ao mesmo tempo deslumbrante e perturbador. Esse trabalho diz respeito certamente à minha experiência dentro da universidade e à minha paixão pelo humor.

Excesso de referências, plágio e apropriação. Anticlássico promove uma discussão sobre o discurso pós-moderno.
Você estreou Anticlássico há um ano. Houve mudanças significativas de lá pra cá? Quais? Não me refiro apenas ao espetáculo, as mudanças podem ser observadas em detalhes técnicos, ou em seus próprios pensamentos em relação ao espetáculo…
A estrutura se mantém a mesma, mas as coisas sempre mudam, não poderia ser diferente, a Bailarina lançou sua candidatura à prefeitura da terceira margem do Rio, e isso entrou na peça, quando as eleições passarem sairá certamente. A peça está viva, está inserida no mundo, natural que ela se transforme, é um organismo vivo, tudo que está vivo reage, mas a base se mantém, sinto diferença muitas vezes no registro da atuação, isso é difícil de manter, e depende de cada platéia, de cada teatro, do meu estado de espírito, do que eu almocei… Já passamos por diferentes teatros, cada espaço demanda uma produção, a luz muda, o tapete muda, objetos se quebram, se perdem… Aconteceu uma coisa curiosa, apresentamos o espetáculo no 15º Porto Alegre em Cena, pelo fato de estarmos na mesma ocasião em cartaz no Rio, e por questões de produção o cenário não pode ser transportado na íntegra, a solução foi produzir uma cópia do cenário. A equipe de Porto Alegre através de fotos, e de um esforço louvável, produziu um cenário similar ao nosso, levamos alguns pequenos objetos de cena, e o resto foi desencavado lá, e ficou lindo, tapete persa, cadeira vermelha, piano de brinquedo, teclado, um globo de espelhos gigante, tudo de lá, ou seja, uma réplica do cenário. Essa experiência se alinha ao conceito e ao discurso da peça, não existe verdade. Meu olhar sobre o trabalho, é atualizado diariamente, muda porque eu mudo, porque o mundo muda, porque o trabalho muda aos olhos do mundo. Acho que o desdobramento do trabalho em diferentes suportes é resultado desse ‘se deixar levar’. Quando o trabalho começou era apenas mais um trabalho (para não usar a palavra projeto), um trabalho glorificante entre outros trabalhos glorificantes. Hoje é o centro da minha vida.
Desde a estréia você tem produzido uma série de outros desdobramentos utilizando outras linguagens que não as teatrais (performance, web-site, vídeo, lambe-lambe, panfletagem, e objetos tais como as camisetas com a estampa da Bailarina de Vermelho). Você compreende tais práticas como, a um só tempo, de comercialização e exposição do seu espetáculo, e de apelo crítico, irônico ou de afirmação de algumas das práticas sociais de comercialização e exposição de bens simbólicos ou demais bens ou são apenas desdobramentos e produtos ficcionais derivados do espetáculo?
A partir de um determinado momento o que em geral ocorre com as peças é a manutenção do trabalho conquistado através de reestréias, novas temporadas, viagens, participação em festivais, etc. Anticlássico vem seguindo esse percurso, mas, além disso, houve um inesperado desdobramento do trabalho que foi o descolamento da personagem em relação ao fundo que a gerou. Assim, como a Bailarina, uma personagem de Dégas um dia pulou para fora da tela, a Bailarina personagem do espetáculo Anticlássico, um dia pulou para fora da moldura do espetáculo, e hoje está de fato solta no mundo rodopiando livremente e promovendo essa invasão-interseção entre realidade e ficção, essas são fronteiras que não existem para ela. Essa autonomia da personagem e, portanto, do trabalho é muito estimulante.
No blog, a Bailarina registra seus pensamentos e andanças pelo mundo é um desdobramento do que acontece no espetáculo, mas em outra mídia, o que implica em diferentes procedimentos e resultados. Essas andanças, por sua efemeridade, só têm permanência se registradas, por isso fotografo e gravo todas essas ações. As fotos estão disponíveis no flickr. Para elaborar e veicular as imagens criei um canal de tv independente o Bailarina Tvshow, disponível no you tube. Ainda na rede temos perfil do orkut e twitter da Bailarina. Através do orkut a Bailarina conversa e conquista amigos, pra mim não é apenas um meio de divulgação, é uma manifestação da linguagem da personagem de acordo com o meio. Fora isso a mídia da internet serve de suporte para as performances, fizemos um happening na praia, onde foi lançada a candidatura da personagem à prefeitura da 3ª margem do Rio (17/08/2008), o happening contou com a participação de 20 artistas cariocas, camisetas de campanha, santinhos, discurso na sacada do posto 9 e cruzada ideológica entre o Posto 9 e Posto 8 (Casa de Cultura Laura Alvim). Além dessa, performances como a do 19º Festival de Curtas de São Paulo, como a participação no Ato Político em frente ao DOI-CODI (atual delegacia paraíso em SP) pela abertura dos arquivos da ditadura militar, como a do Riocenacontaemporânea em 2007, como a da Bailarina de Amarelo, e a Bailarina de Vermelho no carnaval de rua do Rio de Janeiro estão todas disponíveis na net. A próxima intervenção será na Bienal do Vazio em São Paulo, será a vez e a hora da Bailarina de Branco, vestida a caráter para a bienal do nada.
Acho que é tudo isso ao mesmo tempo: comercialização/exposição do espetáculo, apelo crítico, irônico, afirmação de algumas práticas de comercialização e exposição de bens simbólicos que, por sua vez, geram desdobramentos e produtos ficcionais derivados do espetáculo.
Como é que tem sido sua relação com a recepção do público e com a recepção da crítica especializada? Em que medida ambas interferem no trabalho?
As críticas têm sido muito gratificantes. Acho que toda crítica altera o olhar sobre o trabalho, mesmo positiva. É interessante e desconcertante ver o seu trabalho através do olhar do outro, seja a crítica, seja o público, ou a imprensa. Pra mim é enriquecedor. O Roberto Athayde escreveu uma crítica maravilhosa, porque quis, porque deu vontade nele, ainda durante o processo, quando apresentei no Salão Carioca de Humor, aquilo me ajudou muito, me fez ver coisas que eu não via, é uma crítica inteligente, que não se dobra ao trabalho, por mais elogiosa que seja, tem o universo do Roberto projetado ali, isso é que é ver através do olhar do outro. Em 2007 você, Francine, escreveu uma “resenha epistolar” no seu blog que também teve esse efeito, super lírica, com imagens que você viu ali, que você produziu, e você me fez ver essas coisas que eu nunca veria, porque não são minhas, são suas, esse alargamento, esse espelhamento é mágico, fascinante e acredito que em determinadas circunstâncias possa ser aterrador. O parecer da platéia é automático, quente ou frio, você sente na hora, venha falar com você depois da peça ou não. Esse diálogo interfere no trabalho na medida em que me toca, o que me toca, toca o meu trabalho, tudo é possível. Se na primeira apresentação em 2006 a recepção tivesse sido diferente, quem sabe, talvez Anticlássico não tivesse seguido adiante, e eu não estaria aqui ampliando meu olhar a partir das suas colocações.



daddah seria genial, mas o nome do fotógrafo é sergio caddah
: D
agora virou, vou usar!
amo a fracine
vcs já viram as ilustrações translumbrantes dela?
seja blefe, seja show!
Eu perguntei se era assim mesmo, tudo junto, e a Francine disse “é esse povo pós-moderno”.
Anyway, alterado.
Abraço
bom material!!!
))
bjs e boa luz sempre…
do caddah, porém daddah lí ou aqui.
hehehehe…
Ainda não assistí o espetáculo, mas eu me identifico – e muito, com as idéias da Alessandra. Tenho um trabalho solo um work in process de Dias Felizes de Sam Beckett que estou apresentando desde o ano passado em espaços alternativos. Acabei de apresentar no MOLA 2008 no Circo Voador, e o que foi falado discutido aqui
foi um grande incentivo para continuar o meu trabalho.
Eu q tive a oportunidade brilhante de ver essa estrela de vermelho, posso falar q o texto é maravilhoso… a atriz mais ainda o cenário, e todo o restante, as cores e o brilho de tudo em minha memória eternamente de vermelho, saudadades de vocês…
abraços