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Archive for March, 2007

Ontem eu perdi o Faustão

Domingão de Sol, Praça Roosevelt cheia: é a final do Festival de Cenas Cômicas do Espaço Parlapatões.
58 trabalhos inscritos, 27 grupos se apresentaram na semana anterior e 10 foram ontem para a final. Grande organização dos Parlapatões, lotaram a sala, deixaram gente pra fora, como tinha de ser mesmo. E como é bom ver gente pra fora. Justifica toda a grana do fomento que a prefeitura disponibilizou pros Parlapatões.
Ter altos e baixos (alguns altos bem altos e alguns baixos bem baixos) é característica de festivais. Os Paralapatões foram politicamente corretos: colocaram votação popular e votação do júri.
Obviamente o público escolheu melhor do que o júri, mas não se pode dizer que o júri mandou mal.
Os grupos que ganharam por escolha do público e escolha do júri mereceram premiações, definitivamente. Merecem também uma sala e um espetáculo completo para mostrarem seus trabalhos.
Particularmente, eu colocaria, na votação dos jurados, o primeiro em segundo e o segundo em primeiro, mas aí vai da minha birra com júris. No final ficou assim:

Escolha dos jurados:
1º lugar: Pelo Cano - Jogando no Quintal
2º lugar: As Gêmeas - Cia. Dasduas
3º lugar: É Nóis na Xita! - Na Makaca

Escolha popular:
As Gêmeas - Cia. Dasduas

Também mereciam menção pela qualidade os donos dos seguintes trabalhos:

A Ovelha de Lã Dourada - A Santa Palavra
Traição de Cristo - Olaria Grandes Bosta

Pena não termos tantos festivais como esse aqui em São Paulo. Quisera todos os grupos com incentivo conseguissem fazer os seus. Melhor ainda se todos vendessem cerveja antes, durante e depois dos espetáculos, como foi ontem. Fica aqui um parabéns especial pela temperatura da cerveja e a qualidade da cachaça servida no Espaço Parlapatões. O público agradece.

Brilha, brilha, estrelinha

Segundo o blog do Sérgio Salvia Coelho, a Folha de S. Paulo finalmente decidiu acabar com as estrelas que dava em seu Guia para as peças. Não sei se isso é bom ou ruim. Teoricamente seria bom, pois nem todos os espetáculos possuiam cotação (na verdade a maioria não tinha), e acabava induzindo a uma comparação equivocada de espetáculos. Agora só falta eles aprenderem a colocar sinopses baseadas nos espetáculos, e não nos releases que eles recebem…

Mas para o deleite de quem gosta de cotações, nós da Bacante ainda temos essa prática e não vamos abolir tão cedo. A diferença é que para haver justiça, não distribuimos estrelas: avaliamos os espetáculos de zero a cinco “quaisquer coisas”, sem nenhuma escala confiável.

Just for fun.

Cacilda, passou perto!

Não bastasse a prévia existência da Revista Merda, que era nosso primeiro nome, ao escolher a nova alcunha da nossa revista, depois de muita discussão, estávamos em dúvida entre dois nomes:

Bacante e Cacilda

Curiosamente a url www.cacilda.com.br remetia à folha online, o que nos fez pender pro nome Bacante (lógico que a questão de ser parecido com nome de casa de Swing tb contou bastante).

À 0h de hoje, entrou no ar o blog de teatro da Lenise Pinheiro e do Nelson de Sá. Nome: Cacilda.

Realmente era pra gente concorrer com as casas de bacanal.

Toda sorte pra Lenise e pro Nelson. Quanto mais espaços de discussão de teatro, melhor.