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Archive for June, 2007

Os programas mais feios da cena paulistana - Primeira Rodada

Pessoal, demorou mas chegou: é hora de elegermos os programas teatrais mais feios da cena teatral paulistana no sensacional Concurso dos Programas Teatrais mais feios da cena teatral paulistana!

Vamos lá, deixe seu comentário dizendo qual o programa que mais agride sua visão que nós computaremos seu voto. E se você é como nós e tem mania de guardar programas de peças, dê uma olhadinha porque temos certeza de que você encontrará belezuras de grande valia para esse sensacional concurso!

Tabagista


Uma amiga que trabalha no Cultura Artística me confidenciou há pouco que Paulo Autran perguntou, pálido, enquanto sofria o que até agora estão chamando “suspeita de infarto“:

“Será que dá pra fumar na ambulância?”

Esse merece mais 84 anos e outras noventa peças.

Piores Programas

Estamos devendo a primeira rodada do concurso dos Piores Programas. Ia entrar no ar hoje, mas devido à Semana Iconoclasta, postaremos as belezuras só na semana que vem.

E essa senana no blog, nada de figurinhas…

A festa do Clap Clap

Hoje fui assistir ao musical MY Fair Lady (opinião na terça-feira, aqui na Bacante).

Não tem como não ver produções ultracomerciais sem observar o público que as assiste. Desta vez não vou falar sobre o champanhe e tampouco sobre as roupas de festa, como falei em alguns outros textos. No Alfa não é diferente dos outros teatrões, mas o que mais me chamou a atenção foi a obsessão das pessoas em aplaudir em cena aberta (ou fechada mesmo).

Terceiro sinal (que no Alfa não é sonoro, é luminoso), a orquestra toca o Overture com a cortina de veludo azul (adornada com bolotas douradas e franja) fechada. Ao final, com a abertura da cortina revelando o elenco, meia dúzia de alegres espectadores logo se empolgaram e começaram a aplaudir, possivelmente movidos pela emoção que o som da orquestra ao vivo induz indicando o início do espetáculo.

Neste caso, a platéia não aderiu aos aplausos, a curiosidade em ver cada um dos figurinos, personagens e coreografias era maior. Mas ao término de cada número musical, os aplausos eram longos e eufóricos, vindo de todos os lados do imenso teatro (até mesmo para os números musicais menores, de transição). Ao final do mais brega dos números (não tem como fazer musical sem fugir do brega, esse é um elemento importante de se relevar na hora de assistir a um), o senhor sentado atrás de mim começa a berrar “Bravo! Bravo!”.

Então a compulsão vai aumentando, aumentando, aumentando. Em um momento, Higgins dá o braço a Eliza convidando-a a sair (transição para outra cena, sem nada de especial). Os aplausos brotaram de algum ponto da platéia e se alastraram por todo o teatro. Com o passar do tempo a coisa piora, beirando a patologia: cada frase engraçada (ou nem tanto) que algum personagem pronuncia é motivo para grandes salvas de incontrolável histeria em forma de palmas.

Curioso. Passível de estudo psiquiátrico, sociológico ou antropológico.

Certas coisas me dão medo

COÇANDO O SACCRO
UMA COMMÉDIA RENITENTE DE CARÁTER DÚBBIO
COM BEN AFLECCK, JAVÉ-DEUS, CHARLES DARWIN, BETO JAMAICA E GRANDE ELENCO

A Olaria Grandes Bosta faz, no dia 15/06 do presente ano, sua estréia no Espaço Parlapatões com a peça Coçando o Saccro. Através da desconstrução de ícones sacramentados pela religião, história, filosofia ou ciência, a peça aborda temas muitas vezes delicados sem delicadeza alguma. Com piadas de gosto duvidoso e timing de comédia repreensível, o grupo tenta perpassar diversas estéticas humorísticas de forma precária e mal articulada, nutrindo a estética da decadência em seu discurso cênico e narrativo.

Mas isso, obviamente, são apenas especulações. Ninguem ainda assistiu à peça, portanto essas palavras são vazias e carecem de correspondência factual. Assim, Coçando o Saccro permanece como mistério imanente, a ser revelado apenas sua estréia quando em.

Pode ser que sejam apenas um bando de bundões.
Salut.


Eu, como Regina Duarte, tenho medo. Mas vou.

Caro Fabrício, boa tarde…

No mês de Agosto, teremos a semana de prevenção de Acidente do Trabalho em nossa empresa. Gostaria de saber se vocês possuem contato de grupos de teatro que apresentassem temas relacionados à saúde de trabalhadores e meio ambiente.

Soube que o grupo Cia. Patrulha Canguru apresenta a temática sobre a relação das pessoas com o lixo. Existe um contato comercial?

Favor entrar em contato
Marcos

Caro Marcos

Estamos muito interessados na cobertura da semana de prevenção de Acidente do Trabalho da sua empresa.
Se vocês tiverem algum release de tão importante evento, por favor enviem. Precisamos conscientizar nossos leitores corporativos deste tema quase esquecido, que é a segurança. Seguem abaixo alguns contatos de grupos que certamente poderiam fazer montagens relacionadas à saúde dos trabalhadores e o meio ambiente.

Os Satyros - Tel: 3258-6345. Pede pra falar com a Dea. Ela tem textos ótimos com esse tema.
Teatro Oficina - Tel: 3106-2818. Peça para falar com o Zé Celso.
E.A.D. - Tel: 3091-4388. Fala com o Antônio Araújo.

Primeiro da Série "Assessores Anônimos"

Desde quando colocamos a Bacante no ar, reparamos que a quantidade de assessores anônimos que mandam divulgação pra gente vem crescendo exponencialmente. Eles já devem ter grupos ligados a igrejas e comunidades, assim como os alcoólatras anônimos, os narcóticos anônimos e os blogueiros de teatro anônimos.
Sempre começa assim: “CONVITE”. Dá medo.
Dessa vez foi a Arteplural. O anônimo é o Fred.
Ele divulga o espetáculo Seis da Tarde, da Cia Auto Retrato.
Taí o serviço:

Seis da Tarde
Quando: Reestréia em 2 de junho, às 21h30. Sábados às 21h30 e domingos às 20h30. Até 8 de julho.
Onde: Teatro Fábrica São Paulo. Rua da Consolação 1623. Fone: (11) 3255-5922
Quanto: R$ 20,00
Recomendação: Maiores de 12 anos.
Duração: 70 minutos.

Amores Dissecados


O pessoal do Teatro Insano, parte da famosa “Gente que linkou a gente”, estréia nesse final de semana no Satyros 2.
A peça deles é essa do flyer aí de cima. Só por encararem processo colaborativo dentro de um tema tão amplo, já dá vontade de assistir a montagem.
O que mais me intriga nessa divulgação é a nota no rodapé.
Ela coloca umas gotas de álcool a mais na fogueira da tão difamada meia entrada.
Eu acho que o Teatro Insano está corretíssimo em dar descontos pra promover a peça. Mas dá pra se refletir um pouco mais sobre o tema. Como diziam no Telecurso 2000: “Vamos pensar um pouco…”.
Logo mais, vamos dar voz à campanha da Rede Globo de Televisão, um grupo que preza pelo incentivo à pluralidade teatral, contra a meia entrada.

Semana

Um Casal de Segunda
Terça Insana
Humor de Quinta
Nunca se Sábado

Quando acabarem os dias da semana vocês prometem que param com isso?

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