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Até tu, SESC?

Às vezes até o SESC cai no nosso conceito. Tudo bem, num dá pra ser perfeito sempre…

MAMMY VAI À LUA
Comédia onde uma mãe de família, igual a todas as “mammys” do mundo, resolve participar de um sorteio que tem como prêmio uma passagem para a lua tratando-se assim da primeira dona-de-casa a tocar o solo lunar. Com uma cozinha bastante equipada e moderna como cenário, a personagem percorre, sempre com muito humor, oito diferentes situações corriqueiras da vida de uma mulher alucinada. Texto de Mira Haar. Direção: Elias Andreato. Com Mira Haar. Teatro. R$ 10,00; R$ 5,00 (usuário matriculado e dependentes). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 5,00 (+60 anos e estudantes c/ carteirinha).
De 26/10 a 23/11. Sextas, às 15h e 21h.
SESC Santana

Nâo sacou o porquê da decepção? É porque você ainda não leu o que achamos dessa peça.

5 Comments »

  1. Vocês acham o Sesc bom pra caralho? Com a grana que eles têm, vocês acham que eles fazem uma boa programação? Sabiam que eles fazem um puta mal pro teatro brasileiro? Censuram tudo, não pode isso, não pode aquilo. Que serviço eles prestam ao nosso teatro? O crédito deveria, sim, ser dos nossos criadores. Se existem boas coisas no Sesc, o mérito não é deles e sim do momento em que vive o nosso teatro.

    Comment by Pedro Lima — September 26, 2007 @ 10:33 pm

  2. Pedro, o mérito do SESC não é o de criar, concordo contigo. E também sei desse lado “censor”. Mas acontece que tem muita, mas MUITA coisa que se não fosse pelo SESC, jamais viriam para São Paulo. Tem muita coisa que rola lá que jamais conseguiria patrocínio ou espaço de outra maneira. E mais que isso, a programação que ele oferece é sempre a preços ínfimos, que só sendo subsidiados eles poderiam cobrar. Eu acho sim o SESC ducaralho, mesmo com as ressalvas apontadas. Principalmente analisando sob o ponto de vista de espectador.

    Comment by Maurício Alcântara — September 27, 2007 @ 12:30 am

  3. Discordo, Maurício. O Sesc é elitista e não atinge os comerciários. Seus programadores vivem numa panelinha. Por que o Teatro Oficina nunca trabalhou lá? Por que o Teatro da Vertigem nunca trabalhou lá? Porque Os Satyros nunca trabalharam lá? Eles assumem, sem nenhum risco, trabalho de gente boa, sim, mas de gente boa que não se arrisca. São corretos. Mas com o dinheiro que eles arrecadam poderiam ousar mais, criar mais. Porque esse dinheiro deles é dinheiro público, arrancado à revelia dos trabalhadores do comércio que nunca terão acesso as tais “programações inteligentes” de suas unidades. Por que as unidades do Sesc não vão a Heliópolis, Grajaú, Vila Nova Cachoeirinha~? Se me responder somente a esta pergunta, me calo.

    Comment by Pedro Lima — September 27, 2007 @ 2:42 pm

  4. Então, pedro…

    - O Zé Celso já apresentou Os Sertões no SESC Pompéia, apesar de ter sede própria no Oficina.

    - Os Satyros já apresentaram De Profundis no SESC Santana, apesar de terem o espaço dos Satyros.

    - O dinheiro deles não é “arrancado dos trabalhadores”, mas sim é parte dos impostos que as EMPRESAS do comércio pagam. Não tem em heliópolis porque heliópolis não possui um potencial de comércio e acessibilidade como, por exemplo, em pinheiros, ou no bom retiro, onde há uma unidade em construção.

    - Não tem heliópolis mas também não tem nem no morumbi, nem nos jardins, nem em higienópolis, nem na vila nova conceição, nem na vila madalena.

    - Há dois anos eu fiz meu projeto de conclusão de graduação com foco no sesc e sua comunicação com o público. Basta ficar um dia inteiro entrevistando as pessoas nas unidades para dizer que eles atingem SIM os comerciários.

    - Não acho correto culpá-los pelo fato da elite não-comerciária se interessar pela programação de qualidade que eles oferecem.

    - A estrutura das unidades tenta ser o menos excludente possível, assim como os preços da maioria dos ingressos.

    - Dizer que a programação deles é voltada para a elite acho equivocado. Qual seria a programação não-voltada para a elite? Deveria ser diferente? Não seria preconceituoso dizer que as outras classes demandam uma programação diferente? Como seria essa programação?

    - Passe uma tarde num SESC Pompéia ou SESC Pinheiros pra ver se a maioria de quem está lá usufruindo de tudo aquilo é elite ou não. Ou um fim de semana nas (ótimas) unidades Itaquera ou Interlagos.

    Pautar o público do SESC como elite com base em quem vemos nos foyers dos teatros ou pelo público do Cinesesc também é generalizar, porque o sesc oferece muito mais coisas para muitos outros públicos, oferece esporte, alimentação de ótima qualidade a preços acessíveis, ótimos programas voltados para a terceira idade, oficinas, cursos, shows. Tudo de qualidade.

    - Agora, que poderiam ser mais ousados na programação, até concordo com você. Mas não por isso eu acho que o que eles fazem seja pouco, insuficiente ou “um puta mal para o teatro brasileiro”. Não acho mesmo. Não dá pra ignorar a imensidão do que eles já fazem, assim como a importância que isso tem pra vida cultural da cidade.

    Abraço!

    Comment by Maurício Alcântara — September 27, 2007 @ 3:30 pm

  5. Ah sim, ia me esquecendo. A recente montagem de “Vento Forte para um Papagaio Subir”, do Oficina, foi feita em parceria com o SESC Araraquara. (e a peça é chata, vale salientar, hehehe)

    Comment by Maurício Alcântara — September 27, 2007 @ 4:01 pm

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