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Archive for October, 2007

riocenacontemporanea: inventário pessoal 1

Tirando a poeira do meu login do blogger, venho aqui comentar do que já encontrei aqui no riocenacontemporanea, desde minha chegada na sexta-feira de manhã. Desculpem de antemão os erros de português ou levem por liberdade poética pelo tardar da hora.

Tim Crouch - oficina e An Oak Tree
O inglês carecão falou um monte de seu próprio trabalho e sugeriu alguns exercícios extremamente simples que demonstram a sua tentativa de dissolução da relação palco-platéia. É uma abordagem criativa e muito pessoal da obra de arte que encontramos no seu trabalho. Poupo-me de falar mais dele, pois já tem resenha em destaque que explica bastante e semana que vem deve ter resenha do segundo espetáculo - e primeira dramaturgia escrita por ele - My Arm.

Por uma vida um pouco menos ordinária
Esse espetáculo é a razão da crítica que fizemos à curadoria do festival no último editorial da Bacante. Já puxando a sardinha pro projeto de que faço parte, vale a pena acompanhar as críticas que sairão sobre ele no cenacriticacontemporanea, sobretudo a da Francine, pra entender do que estamos falando. Coloco o link nesse post pro cenacritica, assim que estiver disponível. Por hora você pode acompanhar os textos que entrarem no site oficial do riocenacontemporanea.

Stabat Mater
Montagem dos Artistas Unidos de Portugal, que também ganhou destaque nessa semana na Bacante. Basta dizer que só a mulher já valia a ida pra terrinha. Mas leia o texto, que é meu e minha mãe disse que está bom.

A Queda
Adaptação da obra homônima de Albert Camus, feita na forma de monólogo. Interpretada pelo ator Mauro Zanatta, que ganhou o Troféu Gralha Azul pelo trabalho (não ria, que é deselegante rir do nome desse prêmio. Ele tem história). Assistir a esse trabalho depois de Stabat Mater foi de uma injustiça sem tamanho. E mais não digo. Deixo a análise com o pessoal do cenacritica.

Palco Petrobras - Diretores Nacionais
Estava lá o Jefferson Miranda quando cheguei atrasado. Ele comentava quais são os seus caminhos no fazer artístico e a trajetória de seu grupo para chegar às pesquisas e espetáculos que apresentam atualmente. Aos desavisados como nós, Jefferson é diretor da Cia. de Teatro Autônomo, que já tem 18 anos de existência no Rio de Janeiro (praticamente um milagre, junto com a Cia dos Atores). Também dirigiu O Perfeito Cozinheiro das almas deste mundo recentemente, fora deste grupo.

No meio da fala de Jefferson, chegou um rapaz cujo trabalho ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas cuja fala, apesar de curta, foi pungente como espero que seja num lugar de discussão como o palco Petrobras. Haroldo Rêgo, que estreará no festival no sábado com o espetáculo Glass, explicou a debilidade da atual crítica teatral carioca com um exemplo muito simples da cadeira. Ele disse que a cadeira onde estava sentado tinha quatro pernas. Se ele tirar uma, continua sendo uma cadeira. Se ele tirar duas, ainda será uma cadeira? E eu complemento; como esse teatro-cadeira-sem-duas-pernas deve ser criticado? Falo neste momento com a Bárbara Heliodora.

Falando na Babi, chegou o Zé Celso Martinez Corrêa. Rapaz novo também no teatro. Acabou com o encontro, no melhor sentido. Dali pra frente, foi só dele a fala. E como tem muito pra falar o , o Haroldo ficou só ouvindo. Primeiro o falou da “cabeça restrita, que não fumou maconha, que não tomou ácidos quando era jovem” da Bárbara Heliodora. Depois ressaltou que a crítica é uma necessidade, é uma maravilha, mas fez a ressalva que pra ser crítico, tem que ser poeta. Eu fiquei todo prosa nessa hora. Linkou com Oswald de Andrade e o seu Rei da Vela. Segundo o , Oswald é o primeiro pós-moderno brasileiro.

Não houve, enfim, uma coisa muito linear, graças-a-deus. E fiquei muito interessado pelo obra do Jefferson e do Haroldo. Vamos ver se consigo assistir alguma coisa até o final do festival.

Satyrianas 2007

E saiu a programação das Satyrianas, que a Bacante recomenda muito, e estará lá pra conferir. São 80h de programação ininterrupta, e o melhor: cerveja ininterrupta também. Uma beleza só!

E a Bacante tem um brinde pra você, querido leitor. Na relação abaixo, colocamos os links para as peças que já assistimos, pra vocês saberem o que achamos. Não que isso tenha algum valor, é que a gente gosta de colocar links mesmo…

Dia 11 de Outubro, Quinta-Feira

16h00 - “Panteon dos Orixás” (música), Grupo Ilú Oba de Min - local: Praça Roosevelt
17h00 - “Nada de Novo” (teatro de rua), Grupo Parlapatões - local: Praça Roosevelt
17h30 - “Massa” (dança na rua), Grupo Célia Gouvêa - local: Praça Roosevelt

Espaço dos Satyros Um
17h00 - “K d eu? As Árveres Somos Nozes” (teatro), Grupo K d eu
19h00 - “Diários da Sede” (teatro)
21h00 - “Sexo Oral” (teatro)
22h30 - “Lesão Cerebral” (teatro)
24h00 - “Primeiro Amor” (teatro)

Espaço dos Satyros Dois
21h00 - ” Delicadeza” (teatro), Grupo Kuringa
23h00 - “Abo” (teatro)

Espaço dos Satyros Pantanal
18h00 - “Vestir o Pai” (teatro)
20h00 - “Assim é” (vídeo)

Teatro da Vila
21h00 - “Cadeira Falando” (teatro)

Espaço Parlapatões
21h00 - “Eu Odeio Kombi” (teatro), Grupo Parlapatões
23h00 - “Prego na Testa” (teatro), Grupo Parlapatões

Teatro do Ator
21h00 - “As histórias dos Amores Difíceis” (teatro), Grupo Simples de Teatro
24h00 - “Uma Lição Difícil de Esquecer” (teatro)

Next
22h00 - “Duo Jazz” (música), com Silvia Altieri

Galpão do Folias
20h00 - “Orestéia - o Canto do Bode” (teatro), Grupo Folias

Tusp
19h00 - “Quando as Máquinas Param” (teatro), Grupo Tusp

Companhia Corpos Nômades
21h30 - “Fuga Fora do Tempo” (dança), Cia.Corpos Nômades

Dia 12 de Outubro, Sexta-Feira

Rua
12h00 - “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado” (teatro), com a Cia. São Jorge de Variedades - local: Praça da República
16h00 - “Eu Experimento” (teatro de rua), Cia. Meses de Teatro, local: Praça Roosevelt

Espaço dos Satyros Um
02h00 - “Deve ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio” (teatro)
03h00 - “Beckett in White” (teatro)
05h00 - “Cântico dos Cânticos” (teatro)
10h00 - Café Literário - Os Novos Caminhos da Dramaturgia - Tema: “Leis de Incentivo e Políticas Culturais”, mediação: Rodolfo García Vazquez; debatedores: Hugo Possolo, Sergio Roveri e Paulo Fabiano
15h00 - “Visitando Arrabal” (teatro)
16h00 - “Amor e Traição: um Olhar Sobre o Tema” (teatro)
18h00 - “Memórias da Rua” (teatro), Cia. Barracão
20h00 - “Assim Parece” (teatro)
21h30 - “Só as Gordas São Felizes” (teatro)
22h30 - “Carina está Viva” (teatro)
24h00 - “O Santo Parto” (teatro)

Espaço dos Satyros Dois
01h30 - “Psicose 4h48″ (teatro)
03h00 - “Sinfonia Patética” (teatro), Cia. de Orquestração Cênica
04h30 - “O Homem do Beijo Diferente” (teatro) - Cia. Artera
05h30 - “Inevitável” (teatro), Cia. Nem Nome Tem
15h00 - “Ensaio Aberto” (teatro)
17h00 - “Negro de Estimação” (teatro)
21h00 - “Delicadeza” (teatro), Grupo Kuringa
24h00 - “Últimas Notícias de uma História só” (teatro)

Espaço dos Satyros Pantanal
01h00 - “Assim é” (vídeo)
16h00 - “HIV” (teatro)

Teatro da Vila
20h00 - “Cidadão de Papel” (teatro)
24h00 - “O Holandês” (teatro)

Espaço Parlapatões
01h00 - “Noite da Panelada” (teatro)
02h30 - “Ajeitando o Saccro” (teatro)
03h30 - “O Homem que queria ser Rita Cadilac” (teatro)
21h00 - “Eu Odeio Kombi” (teatro), Grupo Parlapatões
22h30 - “Comediantes em Pé de Guerra” (teatro)

Teatro do Ator
01h30 - “30 Anos, 3 Anas” (teatro)
03h00 - “Um Año de Amor” (teatro)
19h00 - “Moscarda” (teatro)
23h00 - “Caetaneando” (teatro)

Studio 184
21h00 - “Quatro num Quarto” (teatro)

Next
22h00 - “Textículos” (teatro)

Tusp
19h00 - “Navalha na Carne” (teatro), Grupo Tusp

Galpão do Folias
20h00 - “Orestéia - o Canto do Bode” (teatro), Grupo Folias

Companhia Corpos Nômades
21h30 - “Fuga Fora do Tempo” (dança), Cia. Corpos Nômades

Dia 13 de Outubro, Sábado

Rua
16h00 - “O Pior da Vaca” (teatro de rua), Grupo A Vaca Tossiu
16h00 - “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado” (teatro), com a Cia. São Jorge de Variedades - local: Praça da República
22h00 - “Travessia” (teatro de rua), Cia. Novos Rumos

Espaço dos Satyros Um
02h00 - “Atos de Violência” (teatro), Grupo Dramáticas em Cena
03h00 - “Uma Pilha de Pratos na Cozinha” (teatro), Cia. Os Satyros
05h00 - “Coração Dark Room” (teatro), Cia. Artera
10h00 - Café Literário - Os Novos Caminhos da Dramaturgia - Tema: “Do Gabinete à Sala de Ensaio: O Lugar do Dramaturgo Hoje”, mediação: Alberto Guzik; debatedores: Fernando Bonassi, Rubens Rewald e Antonio Rocco
15h00 - “Retratos” (teatro)
17h00 - “Comendo Ovos” (teatro)
18h00 - “Pater’ (teatro)
19h00 - “Bate Papo” (teatro)
20h30 - “Roxo” (teatro)
21h30 - Homenagem a Paulo Autran
24h00 - “O Santo Parto” (teatro)

Espaço dos Satyros Dois
02h00 - “CEP 20.000″ (teatro-música-literatura-poesia)
05h30 - “Show de Boate” (show de bizarrices)
15h00 - “Ensaio de Marat Sade” (teatro)
16h30 - “Armadilha” (teatro)
18h00 - “El Truco” (teatro), Núcleo Experimental dos Satyros
20h30 - “Os 120 Dias de Sodoma” (teatro), Cia. Os Satyros
23h00 - “Hebigode” (performance)
24h00 - “Últimas Notícias de uma História só” (teatro)

Espaço dos Satyros Pantanal
01h00 - “Documentário” (teatro)
20h00 - “A Lente” (teatro)
23h00 - “Poemas” (teatro)

Teatro da Vila
12h00 - Brunch Literário - Tema: “Literatura contemporânea”, com os escritores: Andrea Catropa, Chacal, Del Candeias, Dirceu Villa, Greta Benitez e Paulo Ferraz
15h00 - “Almanaque de Araque” (teatro infantil)
17h00 - “Ervilha Sapo Junior” (teatro infanto-juvenil)
18h00 - “Achados e Perdidos” (teatro)
20h00 - “Cidadão de Papel” (teatro), Cia. Os Satyros
22h00 - “Moritz, Eletrodomésticos” (teatro)
24h00 - “O Holandês” (teatro)

Espaço Parlapatões
02h00 - “Proibido para Menores” (teatro)
04h00 - “Hotel Lancaster” (teatro), Grupo Kuringa
16h00 - “Tem Gato na Tuba” (teatro infantil)
18h00 - “Banda Paralela” (teatro)
20h00 - “Sarau de Poesia”, organização: Bactéria
21h00 - “Chorinho” (teatro)
22h30 - “As Gêmeas” (teatro)
24h00 - “A Refeição” (teatro)

Teatro do Ator
01h30 - “Tânato e Afrodite” (teatro)
04h00 - “Imagine se o Céu fosse Vermelho”
18h00 - “Tia” (teatro)
24h00 - “Rir é o Melhor Remédio” (teatro)

Studio 184
18h00 - “Eduardo, Mônika, Renato e Etc e Tal” (teatro), Cia. Pessoal do Faroeste
21h00 - “Quatro num Quarto” (teatro)
24h00 - “Eduardo, Mônika, Renato e Etc e Tal” (teatro), Cia. Pessoal do Faroeste

Next
21h30 - “Os Pais” (leitura dramática)

Tusp
19h00 - “Quando as Máquinas Páram” (teatro), Grupo Tusp

Teatro Bibi Ferreira
16h00 - “O Dia das Crianças” (teatro infantil), Cia. Os Satyros

Companhia Corpos Nômades
21h30 - “Fuga Fora do Tempo” (dança), Cia. Corpos Nômades

Teatro Vento Forte
20h00 - “A Casa do Gaspar” (teatro), Grupo Vento Forte

Dia 14 de Outubro, Domingo

Rua
16h00 - “Domingo no Parque” (teatro de rua), Cia. Pessoal do Faroeste
16h00 - “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado” (teatro), com a Cia. São Jorge de Variedades - local: Praça da República

Espaço dos Satyros Um
02h00 - “I(n) Pessoa(l) (teatro)
04h00 - “O Eu e o Nada” (teatro)
10h00 - Café Literário - Os Novos Caminhos da Dramaturgia - Tema: “O Teatro Pós-Dramático: O Que Há de Novo na Cena Contemporânea”, mediação: Marici Salomão; debatedores: Fábio de Souza Andrade, Luis Fernando Ramos e Dioníso Neto
16h00 - “Amores Dissecados” (teatro)
18h30 - “Bate Papo” (teatro)
20h00 - “Roxo” (teatro)
21h00 - “Esvaziamento” (teatro), Grupo Dramáticas em Cena
22h30 - “Contrário da Dor” (teatro)
23h30 - “Jandira” (teatro)

Espaço dos Satyros Dois
02h00 - “Marinheiros” (teatro), Cia. Anjos Pornográficos
04h00 - “As Feras” (teatro), Cia. Sujeitos de Cena
15h00 - “Montagem Enlouquecidas” (teatro), Equipe Técnica dos Satyros
18h00 - “El Truco” (teatro), Núcleo Experimental dos Satyros
20h30 - “Os 120 Dias de Sodoma” (teatro), Cia. Os Satyros
23h00 - “Eles não usam Camisa de Força” (teatro)

Espaço dos Satyros Pantanal
13h00 - “Retratos” (teatro)
18h00 - “Orquestra Arte Nobre” (música)

Teatro da Vila
12h00 - Brunch Literário - Tema: “Ensino da Literatura e a Literatura no Ensino”, com os escritores: Ivan Antunes, Carlos Galldino, Frederico Barbosa e Marcelino Freire
15h00 - “Almanaque de Araque” (teatro infantil)
17h00 - “Ervilha Sapo Junior” (teatro infanto-juvenil)
18h00 - “Cidadão de Papel” (teatro), Cia. Os Satyros
19h00 - “Achados e Perdidos” (teatro)

Espaço Parlapatões
02h00 - “Nada de Novo” (teatro)
04h00 - “Hotel Lancaster” (teatro), Grupo Kuringa

Teatro do Ator
03h00 - “Uma Noite com Tchekov” (teatro)
18h00 - “Nosso Lar” (teatro)

Studio 184
18h00 - “Dona Maria, a Louca” (teatro), Grupo Caminhando
20h30 - “Quatro num Quarto” (teatro)

Next
21h00 - Vanessa Bumagny e Nô Stopa (música)
24h00 - Festa de Encerramento

Tusp
19h00 - “Navalha na Carne” (teatro), Grupo Tusp

Companhia Corpos Nômades
20h30 - “Fuga fora do Tempo” (dança), Cia. Corpos Nômades

Teatro Bibi Ferreira
16h00 - “O Dia das Crianças” (teatro infantil), Cia. Os Satyros

Teatro Vento Forte
19h00 - “A Casa do Gaspar” (teatro), Grupo Vento Forte

Teatro Alfredo Mesquita
19h00 - “Risadas Gravadas” (teatro)

Museu da Língua Portuguesa
16h00 - Homenagem a Lauro César Muniz

Programação do DramaMix:

Quinta-Feira, 11 de Outubro

18h00 - “A Breve Interrupção”, de Gerald Thomas
direção: Gerald Thomas
elenco: Alberto Guzik, Sergio Salvia Coelho, Edson Montenegro, Pancho Capeletti e Anna Américo

19h00 - “O Amor em Tempos de Câmera”, de Ana Rüsche
direção Jairo Mattos
elenco: Gisa Gutervil, Aline Abowsky e Amanda Lyra

20h00 - “Cansei de Tomar Fanta”, de Alberto Guzik
direção: Alberto Guzik
elenco: Cléo De Páris e Fabio Penna

21h00 - “A-MA-LA”, de Aldelvane Néia e Naomi Silman
direção e atuação: Adelvane Néia

22h00 - “Olerê! Olará!”, de Dionísio Neto
direção: Dionísio Neto
elenco: Jeyne Stakflett, Érika Pulga, Odara Carvalho, Isabel de Sá, Raquel Marinho e Milanta Plus e o músico Kadu Abecassis

23h00 - “Feliz Aniversário, Fabinho”, de Sergio Roveri
direção: Sergio Ferrara
elenco: Clara Carvalho, Rodrigo Frampton e Priscila Oliveira

24h00 - “Os Digitadores”, de Leo Lama
direção: Leo Lama
elenco: Adriana Londoño, Paula Cohen, Jerusa Franco e Ricardo Ratsan

Sexta-Feira, 12 de Outubro

01h00 - “O Resto de nossas Vidas”, de Alex Gruli
direção: Tatiane Daud
elenco: Otávio Martins e Priscilla Carvalho

02h00 - “A Memória dos Meninos”, de Lucianno Maza
direção: Fernando Neves
elenco: Thiago Matheus e Zé Valdir

“Tarcísio”, de Veronica Stigger
direção: Rubens Caribé e Ricardo Severo
elenco: Rubens Caribé e Gabriel Miziarra, com música original de Ricardo Severo

04h00 - “O Prazer foi todo meu”, de Ed Anderson
direção: Tiago Moraes
elenco: Gabi Cywinski, Gustavo Ferreira e Tiago Moraes

05h00 - “Lá Fora”, de Nicolás Monastério
direção: Nicolás Monastério
elenco: Ana Guasque, Flávia Teixeira e o contrabaixista Jefferson Collacico

06h00 - “Onde Você Estava?”, de Rodrigo Contrera
direção e interpretação: Brunno Almeida

07h00 - “Vinho Grego”, de Beatriz Vilas Boas
direção: Rodrigo Cintra
elenco: Fabrício de Castro, Victor Placca, Ricardo Devito e Merlin Kern

08h00 - “Vinte e Cinco Comprimidos”, de Sabina Anzuategui
direção: Marta Baião
elenco: Henrique Melo, Marta Baião e Tatiana Pacor

09h00 - “Vende-se”, de Juca Rodrigues
direção: André Grynwask
elenco: Cléo Morais, Luciano Brandão, Kelly Laser, Marina Fossa e Guilherme Silva

10h00 - “Ressaca”, de Bosco Brasil
direção: José Simões
elenco: Evelyn Demarchi e Rodrigo Cintra

11h00 - “Céu no Cio”, de Zita Woulpe
direção: Zita Woulpe
elenco: Lucia Romano e Eda Nagayama

12h00 - “Duelo”, de João Nunes e Maurício de Almeida
direção: Cesar Ribeiro
elenco: Paulo Campos e Rafael Menta

13h00 - “Ela não é Loira”, de Milton Morales
Direção: Ernani Sanchez
Elenco: Daniel Infantini, Leandro Madeiros e Milton Morales

14h00 - “Dia de Visita”, de Noemi Marinho
Direção: Márcia Abujamra
Elenco: Luiz Damasceno e Rodrigo Bolzan

15h00 - “Charutos”, de Sergio Mello
direção: Nelson Peres
elenco: Marcos Cezana e Paulo de Tharso

16h00 - “Alguém Escreveu Isso”, de Bráulio Mantovani
direção: Gustavo Machado
elenco: Roney Facchini, Plínio Soares e Gustavo Machado

17h00 - “Pivete”, de Renata Pallottini
direção: André Fusko
elenco: Tiago Leal e Rodrigo Frampton

18h00 - “Por Favor, Deixem-me Tentar Novamente”, de Antonio Rocco
direção: Bárbara Bruno
elenco: Denise Weinberg e Mauro de Almeida

19h00 - “Bordel Neon”, de Michel Fernandes
direção: Caio Evangelista
elenco: Anderson Marques, Marcio de Sousa e Phedra D. Córdoba

20h00 - “Maquiagem”, de Rafel Rocha Daud
direção e interpretação: Rosaly Papadopol

21h00 - “Bem no Meio de Tudo”, de Hugo Possolo
direção: Florência Gil
elenco: Jerônimo Martins e Fernanda Raquel

22h00 - “Bico Fino”, de Celso Cruz
direção: Celso Cruz
elenco: Guilherme Freitas e Dill Magno

23h00 - “Meu Segredo”, de Marta Góes
direção: Marco Luque
elenco: Mara Carvalho

24h00 - “Depois da Chuva”, de Otávio Martins
direção: Otávio Martins
elenco: Ângela Barros e Eduardo Chagas

Sábado, 13 de Outubro

01h00 - “Alternativa”, de Célia Forte
direção: Elias Andreatto
elenco: Adriane Galisteu e Lázaro Ramos

02h00 - “Édipo Rei”, de João Andreazzi
direção e interpretação: João Andreazzi
Assessoria de dramaturgia: Marici Salomão

03h00 - “Efeito Fantasma”, de Roberto Alvim
direção: Haroldo Costa Ferrari
elenco: Nathalia Rodrigues e Haroldo Costa Ferrari

04h00 - “Ímpares”, de Gero Camilo
direção e atuação: Anna Junqueira

05h00 - “Relógio”, de Joseph Sivieri
direção: Joseph Sivieri

06h00 - “Ponta de Caneta”, de Solange Dias
direção: Teatro da Conspiração
elenco: Solange Dias, Neusa Deffordi, Márcio Ribeiro e Cássio Castelan

07h00 - “Safári na Favela”, de Eduardo Duó
direção: coletiva
elenco: Rafael Ferro, Renata Novaes e Ediney Vargas

08h00 - “Corpo Nu”, de Sergio Pires
direção: Emerson Rossini
elenco: Pedro Vieira, Cleiton Pereira e Luiz Soares

09h00 - “Hora Extra”, de Marcos Gomes
direção: David Rock
elenco: Jô Kowalick e Michel Kleinas

10h00 - “Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade”, de Ruy Filho
direção: Ruy Filho
elenco: Diego Torraca e Marco Ricca

11h00 - “Na Cozinha com a Autora”, de Paula Chagas
direção: Ivan Feijó
elenco: Marília Adamy e Amanda Banffy

12h00 - “Alice”, de José Simões
direção: Rui Xavier
elenco: Hevelin Gonçalves

13h00 - “Medo dos Vivos”, de Andréa Bassitt
direção: Renato Andrade
elenco: Andréa Bassitt, Márcio Cardoso, Gabriela Lóes, Gerson Almoster e Marlene Prado

14h00 - “Respeitável Público?”, de Fabio Torres
direção: Gustavo Ferreira
elenco: Aline Di Giacomo, Juliana Balbino, Reinaldo Rodrigues e Patrick Trovão

15h00 - “Quando eu era Criança”, de Duílio Ferronato
direção: Lavinia Panunzio
elenco: Rodrigo Bolzan e Helena Albergaria

16h00 - “E Pode?”, de Alexandre Caetano
direção: Alexandre Caetano
elenco: Abel Xavier e Gisele Nunes

17h00 - “Literatura Contemporânea”, de Fernando Bonassi
direção: Ivam Cabral
elenco: César Figueiredo

18h00 - “Laranja Vermelha”, de Germano Pereira
direção: Germano Pereira
elenco: Ondina Castilho e Alberto Guzik

19h00 - “O meu Vira-Latas só ouve Be-Bop”, de Jarbas Capusso
direção: Marcos Loureiro
elenco: Zeza Motta e Paulo de Tarso

20h00 - “Passagens Noturnas”, de Vera de Sá
Direção: Laerte Késsimos
Elenco: Nora Toledo, Bruno Pacce, Laerte Késsimos e o músico Leandro

21h00 - “Segredos”, de Marici Salomão
direção: Gabriel Vilela
elenco: Helô Cintra e Arieta Correa

22h00 - “Querida Filha”, de Cristina Mutarelli
direção: Fernando Neves
elenco: Leopoldo Pacheco

23h00 - “Cine Bijou”, de Mário Viana
direção: Antonio Vanfill
elenco: Cássio Inácio, Daniel Ortega e Luiz Amorin

24h00 - “Folheto”, de Érika Riedel
direção: Alexandre Reinecke
elenco: Flavia Garrafa, Thiago Fragoso e Wilson de Santos

Domingo, 14 de Outubro

01h00 - “Playmobil”, de Beatriz Carolina Gonçalves
direção: Frederico Foroni
elenco: Marcos Ferraz e Marco Aurélio Campos

02h00 - “Cavalo”, de Eduardo Sterzi
direção: Marcio Aurelio
elenco: Paulo Marcelo e João Carlos Andreazza

03h00 - “Bem de Longe eu Ouço esse Bolero”, de João Fábio Cabral
direção: Régis Trovão
elenco: Sérgio Guizé, Gabriela Scarcelli e Lavínia Panunzio

04h00 - “Sad Christmas”, de Mário Bortolotto
direção: Otávio Martins
elenco: Alex Gruli e Nelson Peres

05h00 - “Sem Gelo”, de Zen Salles
direção: Régis Trovão

06h00 - “Vinte e Um”, de Lucia Carvalho
direção: Didio Perini
elenco: Celso Melez e José Trassi

07h00 - “Um Chá”, de Priscila Nicolielo
direção: Ruy Filho
elenco: Gabriela Rosas

08h00 - “Uroborus”, de Rui Xavier
direção: Fabio Ock
elenco: Luiz Amorin e Felipe Lopes

09h00 - “Abre Alas”, de Marilia Toledo
direção: Fezu Duarte
elenco: William Anderson, Rosy Aragão e Juliana Sanches

10h00 - “Beatriz”, de Renato Andrade
direção: Roberto Mello
elenco: Marta Baião e Herbert Barros

11h00 - “Entre com Cuidado no Amarelo Piscante”, de Roberto Moreno
direção: João Malatian
elenco: João Malatian e Roberto Moreno

12h00 - “Fotografia Rasgada”, de Luis Marra
direção: Luis Marra
elenco: Joyce Tavares, Antonio Sergio e Rosa Nascimento

13h00 - “Foi no Carnaval que Passou”, de Paulo Ribeiro
direção: Eloísa Vitz
elenco: Daniela Rocha e Thiago Guastelli

14h00 - “Ruído”, de Rubens Rewald e Priscila Nicolielo
direção: Carlos Pasqualin
elenco: Ulisses Vertuan, Renato Former e o músico Nilson Chignolli

15h00 - “Amália, Camille, Evita e as Duas Sargentas”, de Mauricio Paroni de Castro
direção: Matheus Parizi
elenco: Alexandre Magno, Fabio Marcoff Fernanda Moura, Roberto de Alencar e Ziza Brizola

16h00 - “Fragmento de um Naufrágio”, de Claudia Vasconcellos
direção: Jairo Mattos
elenco: Roney Facchini e Selma Egrey

17h00 - “A História Dela”, de Gabriela Mellão
direção: Lucianno Maza
elenco: Clóvis Torres e Maria Eugênia Domênico

18h00 - “Ensaio para Quarta de Cinzas”, de Claudia Pucci
direção: Hamilton Sbrana
elenco: Lucila Ressa, Vanessa Soareas e Pedro Fontes

19h00 - “Milos e Evic”, de Rogério Toscano
direção: Antonio Rooco
elenco: Paulinho Roço, Victor Mendes e Fernanda Pirondi

20h00 - “Trancado no Camarim”, de Marcos Ferraz
direção: Débora Dubois
elenco: Jonathan Faria e Alessandro Hernandez

21h00 - “Pequenos Furtos”, de Contardo Calligaris
direção: Emílio Di Biasi
elenco: Renata Bruel e Paulo Coronatto

22h00 - “Tosca”, de João Luiz Sampaio
direção e interpretação: Grace Gianoukas e Marat Descartes

23h00 - “A Deliciosa Boca do Inferno”, de Lauro César Muniz
direção: Haroldo Costa Ferrari
elenco: Mariana Ximenez e Haroldo Costa Ferrari

Locais:

- Espaço dos Satyros Um - Praça Roosevelt, 214 Consolação - Tel. 3258 6345
- Espaço dos Satyros Dois - Praça Roosevelt, 124 Consolação - Tel. 3258 6345
- Espaço dos Satyros Pantanal - Rua Vistosa Madre de Deus, 40B Jardim Pantanal - Tel. 3258 6345
- Teatro da Vila - Rua Jericó, 256 Vila Madalena - Tel. 3258 6345
- Espaço Parlapatões - Praça Roosevelt, 158 Consolação - 3258 4449
- Teatro do Ator - Praça Roosevelt, 172 - Tel. 3257 2264
- Teatro Studio, 184 - Praça Roosevelt, 184 - Tel. 3259 6940
- Next - Rua Rego Freitas, 454 Vila Buarque - Tel. 3106 9636
- Galpão do Folias - Rua Ana Cintra, 213 Santa Cecília - Tel. 3361 2223
- Teatro Bibi Ferreira - Av. Brig. Luiz Antonio, 931 Bela Vista - Tel. 3105 3129
- Teatro vento Forte - Rua Brig. Haroldo Veloso, 150 Itaim Bibi - Tel. 3078 1072
- Tusp - Rua Maria Antonia, 294 Vila Buarque - Tel. 3255 7182 ramal 41 e 42
- Teatro Alfredo Mesquita - Av. Santos Dumont, 1770 Santana - Tel. 6221 3657
- Companhia Corpos Nômades - Rua Augusta, 325 Consolação - Tel. 3237 3224
- Museu da Língua Portuguesa - Praça da Luz, s/no. Centro - Tel. 3326 0775

Dança livre

A prefeitura de São Paulo colocou em prática no ano passado a Lei de Fomento à Dança. Não conto isso como novidade, mas como mote para falar de PolisSemos, um dos espetáculos mais doidos e ricos de significados que eu já vi, realizado por um grupo que recebeu a minguada-mas-importantíssima verba pública. Se é pra fomentar este tipo de iniciativa, eu, pelo menos, pago imposto com muito gosto.

A peça acontece no porão do CCSP, mesmo lugar onde foi realizada a VI Mostra do Cemitério de Automóveis, já resenhada aqui. O espaço já é bem legal por si só e, pra melhorar, a cenografia e a iluminação criadas pelo grupo Minik Momdó aproveitam o lugar de ponta a ponta com competência.

Dirigido pela Maria Mommensohn, uma senhorinha com cara de vovó moderna, PolisSemos é inteiro surpreendente e, sobretudo, livre. Veja o que quiser, olhe pra onde quiser, viva o que quiser, por quanto tempo quiser - é mais ou menos a proposta feita ao público. Se vc achar confortável sentar numa pilha de jornal, ok. Se preferir uma privada, tem também! E dá ainda pra ficar passeando pelo espaço, andar na bicicleta ergométrica, na esteira, pular naquela mini-cama-elástica-de-academia-chique, assistir TV… as possibilidades são inúmeras e, se você espera que alguém te guie como em qualquer peça itinerante, desencana! Livre é livre mesmo. Tudo tem muitos sentidos e você pode apreender o que você escolher. Ícones fortíssimos da modernidade e da urbanidade (aceleração, vaidade, multidão, televisão, jornais, lixo) estão presentes o tempo todo, te bombardeando e disputando sua atenção e, como no seu dia-a-dia, é só você quem escolhe para o que dedicar seu tempo e seu olhar.

A música, executada ao vivo com muita criatividade, dava um tom ainda mais maluco pra coisa toda, com adaptações impressionantes de clássicos como “Teresinha de Jesus” - aquela que numa queda foi ao chão, lembra?

Enquanto isso, numa parte do porão, vídeos nos mostravam desde cenas banais, passando pelo cantor Daniel e por pessoas falando, até a brilhante imagem de uma pessoa fazendo suas necessidades sob o ponto de vista da privada. A TV, em si, tinha uma presença tão intensa e ao mesmo tempo banal quanto tem no cotidiano. Havia, inclusive, uma televisão desintonizada dentro de uma casinha de cachorro. Hilário.

Resumindo, fiquei boba de ver como, sem nenhuma palavra, os caras passaram tantas mensagens. Não tô dizendo que a palavra seja essencial. Aliás, depois desta peça, eu nem teria coragem de dizer isso. Mas normalmente, ainda que pouco, o recurso do texto - dito ou escrito - é utilizado para compartilhar pensamentos complexos. Neste caso, não. As únicas palavras que vi, projetadas em tecidos brancos, eram “texto”, “alavra” e “imagem” - um recado muito claro, sucedido por algumas filmagens multidões, como as que vemos em trens e metrôs, por exemplo. Mais uma vez, a palavra perde. Ficam as imagens. Muitas delas.

PS: Vc que tá doido por um link, entra aqui (o site é da prefeitura, não do Minik Momdó, mas tem algumas informações do grupo e um vídeo doido mostrando uma parte do processo de criação do espetáculo. Ignore as fotos.)

Palavras obscenas

Saiu a nova edição da revista Obscena, lá de Portugal (confesso que invejo o nome desta revista, é fantástico). Ainda não li inteira, mas recomendo em específico a leitura de um ensaio que está nas páginas finais, que fala sobre a falência do conceito tradicional de encenação (em detrimento do surgimento de uma nova encenação que muito se aproxima do conceito de performance) e o quanto isso tudo impacta com relação à crítica. Basicamente com a incorporação de novas linguagens, formatos e possibilidades, a encenação deixou de ser simplesmente o “dar vida a um texto”. O fazer teatral passa a ser uma teia cada vez mais complexa de expressões, significados e simbologias.

A velocidade com que as coisas acontecem nos palcos também impacta diretamente no diálogo que isso gera com a mídia: às vezes, esperar a próxima edição torna uma análise velha. Além disso, o crítico que não acompanha estes novos movimentos estéticos e dramáticos tem tido cada vez mais dificuldades de se acompanhar o que acontece porque torna-se cada vez mais impossível de “decupar” o espetáculo. As análises não conseguem mais ser segmentadas por assuntos ou pontos-chave, tampouco fechadas na própria obra.

E com a multiplicidade de possibilidades que o teatro tem criado, a provocação final do ensaio (originalmente apresentado no 50 Congresso Extraordinário da Associação Internacional de Críticos de Teatro, Seul, Coreia do Sul, há um ano) é trazendo novas tarefas para a crítica, muitas delas indo além de tabus e formalismos que até então eram regra, como por exemplo assumir descaradamente opiniões e julgamentos pessoais sobre a obra e/ou artistas, desde que explicitando estas opiniões e permitindo ao leitor a contestação ou desconstrução deste argumento, e até mesmo assumindo a liberdade de falar sobre aquilo que não lhe diz respeito, emitindo opiniões legítimas sobre aquilo que lhe ainda é estranho, sem deixar-se influenciar por verdades, convenções e fundamentalismos.

Muito interessante, recomendo bastante a leitura, do artigo e da revista.

Bacanteriocontemporânea

Começou o Riocenacontemporânea e a Bacante já está de volta à capital nacional do samba, mulatas e caipirinha. Digo, o Fabrício tá lá e vai ver uma porção de coisas ao longo da semana. Eu embarco na sexta-feira que vem e volto no domingo.

Minha missão será curiosa: vou para o Rio de Janeiro para assistir a dois espetáculos paulistanos e que eu já vi em São Paulo: BR-3 fora do rio Tietê (o que é mudança o suficiente para considerar como uma montagem inédita), e Os Sertões, montado fora do teatro Oficina e para um público com caras diferentes daquelas figurinhas carimbadas que vemos todas as vezes no prédio da rua Jaceguai.

Vai ser bacana…

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