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Festival de Curitiba: o Oscar é onipresente

Depois de me deslocar em Curitiba de ônibus, táxi, correndo, agora foi a vez de pegar uma carona de moto. Sim, nós da Bacante, mesmo quando somos convidados oficialmente prum Festival, nunca negamos nossas origens mais trash. Ontem peguei carona com um jornalista nativo e fomos para lugares mais distantes do centro. Fomos parar no Museu Oscar Niemeyer (pois é, ele é onipresente), que tem um auditório com o palco mais alto do festival. Depois dos vistos em São Paulo no Memorial da América Latina no Festival Ibero-Americano, não sei porque ainda fazem peças nos cartões-postais projetados pelo Oscar.

O destaque do dia do Fringe foi o espetáculo Rubros: Vestido-bandeira-batom, dirigido por Rita Clemente. Ele conta a história de duas amigas de longa data, que vivem um período de solidão e interdependência aos 40 e poucos anos. Enquanto uma vive deprimida por ter perdido o filho, a outra se mantêm de aparências, enquanto por dentro se sente sozinha e tem como porto seguro sua velha amiga. A peça trata da solidão e do envelhecimento, enquanto as personagens revivem momentos do passado. Como cenário, linhas de lã vermelhas demarcam as portas da casa de uma delas.

 

Vi ainda outras quatro do Fringe – preciso voltar a pedir indicações pras pessoas por aqui. A Obra de Arte, espetáculo adaptado de conto de Anton Tchekhov, mistura teatro de bonecos com encenação convencional. Nele, atores interagem com bonecos para contar a história de um objeto de arte muito precioso, mas que ninguém quer, por ser polêmico. Posso não conhecer muito de teatro de bonecos, mas como a boca do boneco mexia algumas vezes sim e outras não, e já vi um espetáculo muito bom do gênero (O Incrível Ladrão de Calcinhas), esse não era dos melhores.   Quem passou essa tarde pela rua XV de Novembro, pôde ver um rapaz vestido de O Máskara – sim, aquele filme com Jim Carrey – interagindo com as pessoas da rua, mas provavelmente tinha a ver com uma loja próxima e não com o Festival.   Agora só falta ir para alguma peça de barco – pena que o pessoal do Teatro da Vertigem não ta por aqui.  

2 Comments »

  1. E aí, Leca…

    Nos encontramos em Curitiba e vc não viu meu espetáculo…Ficou perdendo tempo com peças chatas da Mostra Oficial…rs
    Mas tudo bem.
    Visite o blog da Brava e venha nos assistir qualquer hora (vamos nos apresentar as 22h na Pinacoteca na Virada Cultural 2008).
    Depois pode fazer comentários sinceros no Blog da Bacante.

    Beijos! E parabéns pelo trabalho!

    Comment by Brava Companhia — April 14, 2008 @ 11:48 pm

  2. Hei, eu vi sim… o finalzinho. rs
    Mas tinha um montão de gente em volta, que nem dava pra ver direito…
    Mas se der, vou ver sim.

    Não perdi tanto tempo assim na oficial… só um pouquinho. Vi dez, sendo que quatro foram pura perda de tempo! rs

    Do Fringe vi 25, umas dez perda de tempo, e uma que nem me lembro mais que peça era…

    Boa sorte procês.

    Bjos.

    Comment by Leca Perrechil — April 15, 2008 @ 12:25 am

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