Archive for July, 2008
July 24, 2008 at 2:07 pm · Filed under Vamos pensar um pouco. · Por Fabrício Muriana
O vídeo do link força a barra pra mostrar como funciona a cabeça do povo do marketing na hora de solicitar alguma criação. Mas é curioso notar que eles colocaram uma exemplo relacionado com uma damanda pública: criação de uma placa de “Pare”.
Esse tipo de demanda não passa pelo critério do povo do marketing (grazzadeus). No entanto, vale a pena assistir o vídeo e imaginar como seria o teatro no lugar da placa de “Pare”.
Clique e assista aqui.
O vídeo foi achado no Catarro Verde. Alto nível.
July 18, 2008 at 1:00 pm · Filed under Festivais, Vamos pensar um pouco. · Por Maurício Alcântara
Festival não é apenas um monte de peça junta, já alertava minha avó. Mais do que apenas promover maratonas malucas de peças malucas em horários malucos, é preciso que haja algum tipo de sistematização de trocas de informações e, sobretudo, de experiências e vivências (não da minha avó, dos participantes mesmo).
Nesse sentido, em minha primeira participação do FIT Rio Preto, logo de cara me chamou a atenção o fato de que (quase) todo mundo fica no mesmo hotel, afastado de tudo (quase porque tem uma turma que fica num hotel menor, porque haja quarto pra tanta gente), numa espécie de distanciamento (brechtiano?) do cotidiano da cidade com o mundo do teatro.
À medida em que os dias são menos produtivos (porque é preciso sair mais cedo, e chegar mais tarde em função dos muitos ônibus escolares à disposição do festival), o contato forçado com grupos, críticos, jornalistas e equipe técnica estabelece relações mínimas entre o “povinho” do teatro. Café da manhã, almoço, jantar e esperas na recepção são sempre bons momentos pra jogar conversa fora.
Mas não é só de clima de country club que vive um festival, e nisso outra coisa no FIT me chamou a atenção: há uma turma de acadêmicos de diversas regiões do país acompanhando todas as peças e escrevendo ensaios críticos para o Textura, o jornalzinho do festival, que diariamente é distribuído em todos os locais do festival - e as pessoas lêem! E comentam! Poderia ser escrito por mais gente, não precisava ser apenas de acadêmicos e poderia haver mais páginas. Mas até aí as leis de incentivo à cultura desse país também poderiam ser mais sérias e dispor de mais grana, mas como diria mais uma vez a vovó (a minha, não a Barbara), não dá pra querer tudo na vida, né meu filho?
Há ainda aquilo que acho uma das coisas mais bacanas e mais sub-aproveitadas do FIT: os debates da Aldeia FIT. Todos os 10 espetáculos locais de Rio Preto têm um espaço na grade do festival para que haja debates abertos sobre as produções. Debate é forma de dizer, porque nos 45 minutos destinados a cada espetáculo, mal dá tempo do grupo se apresentar, Marici Salomão e Francisco Medeiros fazerem suas considerações críticas e o grupo fazer um breve comentário, e já é hora de mandar beijinho pra mamãe, pro papai e pra Sasha. Há quase nada de debate, e a troca é mínima, quase professoral. Ideal mesmo seria se tivesse tempo para maior debate entre os envolvidos e, principalmente, trazendo e estimulando a participação do público.
E uma pergunta: por quê apenas os grupos da Aldeia FIT têm esse tipo de atividade? Pra trazer pra aldeia uma visão externa do que é fazer teatro? Por quê não encontros de discussão crítica para que público, críticos e artistas não discutam, por exemplo, se o fato do personagem do infantil Mimo limpar a bunda com uma página arrancada de um livro é ou não anti-pedagógico, ou se o Kavka do Lume não se comunica com a platéia de propósito ou porque a platéia não entende de contorcionismo e teatro físico?
De qualquer forma, percebe-se a Aldeia FIT como uma das grandes apostas do FIT, e ao mesmo tempo um desafio: como, nas próximas edições, encontrar maneiras de potencializar estes encontros e trocas, sem correr o risco de, aos poucos, se assemelhar ao Fringe de Curitiba (bate na madeira)?
(Leia também o especial de Juliene Codognotto sobre o FIT 2008)
July 18, 2008 at 12:52 pm · Filed under Festivais · Por Maurício Alcântara
- Vocês vão ao teatro desse jeito?
- Vamos sim, qual o problema?
- Mulambentos desse jeito?
- Ah, verdade. Espera que vou subir e colocar meu longo.
July 15, 2008 at 3:49 pm · Filed under Twittando · Por Revista Bacante
Ok, ok. É espetaculo pra crianças e trabalho infantil é crime. Mau
July 15, 2008 at 3:46 pm · Filed under Twittando · Por Revista Bacante
Teatro lotado pra peca das 3 da tarde. Esse povo nao trabalha? Mauricio
July 15, 2008 at 3:14 pm · Filed under Twittando · Por Revista Bacante
Desafio do dia: Antunes Filho. Dionísio me proteja. Maurício.
July 15, 2008 at 2:29 am · Filed under Festivais, Vamos pensar um pouco. · Por Fabrício Muriana
Foram dois dias intensos de Festival Internacional de São José do Rio Preto. Esse ano não fomos tão travessos quanto no ano passado, como vocês poderão ver na matéria que será publicada logo mais.
No entanto, depois de um ano de cobertura de festivais, fica uma sensação de que é hora de propor mais provocações. Colocar mais estruturas em crise. Criticar e fazer humor, que é pra isso que existimos.
Ao final dessas 48 horas, uma única mácula precisa ser registrada. Não pelo fato em si, mas para se pensar de maneira mais ampla a que ou a quem servem os festivais.
Na noite de domingo, dia 13 de julho, esperávamos, eu e Juliene, na porta do Teatro Seta, que todas as pessoas entrassem para assistir a peça Habeas Corpus, pra que pudéssemos ver se sobravam lugares vagos. Na nossa frente, pelo menos seis pessoas faziam o mesmo.
Entra todo o público que já tinha lugar garantido, hora da peça, e uma moça de cabelos cacheados nos diz que há lugares vagos, mas que foi instruída pela organização do festival para não deixar ninguém que não tivesse ingressos nem convites entrar. A instrução, aliás, teria sido reforçada em reunião naquele mesmo dia. Ou seja, a peça foi apresentada sem que a sala tivesse a capacidade máxima ocupada por conta de uma burocracia imposta pelo festival?
Acho impossível que ela tenha recebido tal orientação da organização do festival. Não era o que acontecia na porta de todos os outros teatros. E fica claro que a moça que estava na porta do Seta não tem idéia de que o que ela faz ali é um serviço público. Ela atende uma demanda pública.
As verbas dos festivais, sobretudo os internacionais, são captadas por meio de Lei Rouanet e parcerias. É necessário relembrar que essa lei é uma aberração, que dá poderes aos bocós do “marketing cultural” de algumas empresas para escolher que evento cultural merece verba, óbvio, não por seu abnegado amor à arte, mas pelo critério do retorno midiático. Essa lei é uma omissão do governo brasileiro de se comprometer efetivamente com políticas públicas que incentivem a pluralidade e que ajudem a construir, desenvolver e preservar a cultura do nosso país e sua diversidade intrínseca, que, muitas vezes, não é vendável ou mercadológica, nem dá ao patrocinador espaço nos principais jornais. Claro que projetos incríveis, lindos e maravilhosos só se realizam submetendo-se a essa lei, mas isso por si só não a justifica, já que não estamos falando de deixar de destinar verba para a cultura, mas de planejar a destinação. Voltando aos cachinhos dourados, a moça tem que saber que a verba que bancava o seu trabalho ali naquele lugar é pública, para atender uma demanda pública da qual, aliás, o festival não consegue dar conta, o que é, isso sim, absolutamente compreensível. Também deveria saber disso o público que vai ao teatro e é obrigado a ouvir que não pode nem pagar por um lugar que está vazio.
Não acho exagero dizer que, ao negar lugares vagos dentro do teatro, a moça fez o mesmo que, como médica, não vacinar crianças que não tivessem carteira de vacinação. Fez o mesmo que, como policial, ver um crime acontecendo e não fazer nada por não ter ordem da central de polícia. A peça que ali se apresentava é um bem público, o ônibus utilizado na peça - ao que nos consta - é público, a demanda atendida pelo festival é pública, com dinheiro público, portanto há que se pensar em como atender ao público da maneira mais plena e efetiva.
Em dois anos de festival, como convidados ou como intrusos, essa foi a primeira peça que não conseguimos assistir. Por sorte, Maurício já tinha um convite de imprensa e não esbarrou nos cachinhos dourados, mas as seis pessoas que estavam na nossa frente e tinham inclusive mais direito que o Maurício de assistir a peça, não tiveram a mesma sorte. A crítica da peça está publicada aqui.
(Leia também o especial de Juliene Codognotto sobre o FIT 2008)
July 13, 2008 at 10:20 pm · Filed under Twittando · Por Revista Bacante
Beatriz Segall: um pouco desmemoriada, mas ganha na fofura e generosidade. Fabricio
July 13, 2008 at 2:51 am · Filed under Twittando · Por Revista Bacante
Rio preto esta artista e sao jose é sorridente. Mauricio
July 12, 2008 at 11:54 am · Filed under Twittando · Por Revista Bacante
Encher um cartao de memoria de 4GB com fotos de um unico espetaculo e normal??? Mauricio
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