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Dos malefícios do álcool

Não seria justo com os leitores dessas páginas mal visitadas que eu ficasse sete dias completos aqui em Guaramiranga sem nem sequer um dia de postagens ébrias. Portanto, deixemos de lado o senso crítico e vamos ao que interessa, ou seja, o que ninguém diz sóbrio.

O final da semana chega e revela a característica de resort que a cidade tem. Não por acaso, chamam Guaramiranga de a suíça cenarense. De 25 a 30 graus durante o dia e não menos que 14 graus durante a noite. Quase dá pra usar duas blusas nos dias mais frios. Então é prato cheio pra todo povo que quer mostrar a indumentária de inverno e não tem chance em Fortaleza. Só faltam as estações de esqui.

Guaramiranga quer dizer pássaro vermelho. Eu sei que você não precisava dessa informação, mas eu me sentia impelido a publicá-la em algum lugar. Como não houve contexto pra ela, crio um parágrafo só pra isso.

Pra exemplificar a desconexão entre os parágrafos, falo agora do espetáculo Clowns, do grupo Garajau. Clowns mesmo têm poucos, a coisa vai mais é pro lado de contar histórias. Novamente a “característica inerente ao ser humano” volta à cena e o que vemos é uma peça de rua bastante domada (apesar da cachaça servida a um coitado da platéia). Os integrantes revelam empatia e também vemos que as histórias espelham realidades próximas do universo do público. Mas parece pouco. Quando os grupos amadores vão sacar que o teatro é bem mais e menos do que revelar uma ordem de fatos que se concatenam?

Fim da postagem ébria.

1 Comment »

  1. [...] e fanta exibindo o meu cachecol verde comprado na Zé Paulino, afinal eu estava em Guaramiranga e lá faz frio e se toma vinho. Quando atravessei as mesas dos bares, ouvi de esguelha um papo do Fernando [...]

    Pingback by Revista Bacante » Cantil — September 23, 2008 @ 3:22 am

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