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Bárbara Heliodora na era da reprodutibilidade técnica

por Revista Bacante

3 Comentários 20 March 2008

Bárbara Heliodora Bottons

Bárbara Heliodora 2

Estamos preparados para Curitiba!

O que a galera acha

3 comentários até o momento

  1. Ahahaha! Eu quero um… =P

  2. Juli =) says:

    Oi, Guilherme! Mande seu endereço para querorecebermeubottonemcasa@bacante.com.br e enviaremos para você. Isso é sério.

    Beijos,
    Juli =)

  3. waldinei dias says:

    HELIO DORA OU CINZA CHUMBO?

    OU “QUE SAUDADES DE YAN MICHALSKY!”

    D. Bárbara dessa vez exagerou em seu frenesi destrutivo. Quando abri o Segundo Caderno e vi, em letras garrafais: “DESASTRE SEM SALVAÇÃO”, pensei se tratar de manchete política da “imprensa marrom” do anos 50/60. Lido o artigo (3/6), não restaram dúvidas: o que se fazia ali não era uma simples crítica à obra de alguém (“O Enxoval”). As próprias pessoas (e suas carreiras) estavam em julgamento e, segundo ela, “não tinham salvação”. De onde provinha tanta agressividade? Até uma linguagem grosseira e chula, não muito característica, havia se infiltrado revelando os lados “bárbaros” da escritora: “…ocupantes de horários alternativos…” é de uma infelicidade total e revela um pré-julgamento pejorativo. Devem mesmo ser uma “categoria inferior de pessoas esses ocupantes…..”.
    Deixando de lado as críticas referentes à encenação (de que não entendo muito), o pior defeito (“grave e insanável”) apontado no texto seria a sua INGENUIDADE e eu fiquei me perguntado se a ingenuidade em uma obra de arte é um defeito. Basta que se a contraponha ao ARTIFÍCIO, à POMPA e à PRETENSÃO (esses sim, defeitos insanáveis), para ver que, quando muito, a ingenuidade poderia ser uma LIMITAÇÃO. Quase toda a poesia lírica prima pela procura da ingenuidade: “Sou poeta menor, perdoai” (Bandeira).
    D. Bárbara não sabe o que significa a palavra ANEDOTA (“Parece uma anedota”) e pensa que se refere àquelas piadas que contamos sobre nossos irmãos portugueses. Anedotas, D. Bárbara, são histórias que o povo conta de que não se conhece a origem e cuja veracidade não pode ser verificada. Melhor dizendo: relatos anedotais. Em linguagem mais rebuscada, poderiam ser associadas às rapsódias, quando se tornam obras de arte.
    Será que não há lirismo na disputa entre duas velhas cuja vida perdeu o sentido, tentando, com essas mesmas disputas mesquinhas, encontrar algum sentido para as próprias vidas? Há, D. Bárbara, um lirismo tão pungente que quase inevitavelmente arrasta as pessoas para a caricatura. De outra forma, talvez não fosse suportável.
    D. Bárbara atacou até mesmo os “circos ambulantes do século passado” e parece ter se esquecido que seu ícone (responsável pela mistificação que se fez em torno de sua figura) se valeu inúmeras vezes de circos ambulantes em suas peças. Se ele tivesse tratado somente de reis, rainhas, espectros de reis e nobres em geral, não seria o “o bardo com algo de bárbaro”, mas um daqueles clássicos franceses, cujos artifícios e maneirismos tornam hoje tão difícil sua apreciação.
    Muitos já recorreram a trocadilhos para dizer do efeito maléfico dessa pessoa sobre a dramaturgia em nossa cidade. Seu nome fala da luz do sol, mas ela mais parece uma espécie de Saturno derramando seu chumbo cinza sobre aqueles que não são consagrados e lutam por um lugar ao sol: os “ocupantes de horários alternativos”. Aqui a verdade e a confissão do outro extremo: a adulação aos consagrados.


E você, o que acha?

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