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Archive for Vamos pensar um pouco.

Satyrianas 2008 - Programação quinta e sexta

A Bacante recebeu e repassa a programação completa (acho, a gente nunca sabe muito bem, né?) das Satyrianas 2008 (a nona edição). Publicamos, abaixo, a lista enorme de acontecimentos para quem estiver se programando para esse festival com cara de quermesse e duração de Rave (ou de festa cigana), ou pra quem só tá curioso pra saber o que vai rolar, mesmo.

Esse ano, a festa tem um mote especial porque dá início às comemorações (que certamente também serão como festas ciganas) dos 20 anos dos Satyros. 20 anos com corpinho de… bem, vamos esperar o que vem por aí na comemorações.

Abertíssimos a novas idéias, os Satyros não negam espaço para projetos (nem apoio da Família Mancini, a mais brega de São Paulo, embora eu tenha minhas dúvidas se a galera vai trocar cerca de 25 cervejas por um prato de macarrão). Destaques:

1. O sempre presente “ator e já bem sucedido empresário da noite” (disse o release), Alex Gruli, e sua Gambiarra - abrindo e fechando o evento.

2. O pessoal tá gostando de brincar de mix e agora além de Dramamix tem Cinemix e HQ Mix. Ok, HQ Mix já é o nome da loja de quadrinhos que fica na Roosevelt, mas o Mix caiu como uma luva. Dramamix a gente já conhece. É aquele “Se vira nos 30″ da dramaturgia (perdoem-me por citar o Faustão, foi irresistível). Cine Mix tem origem no projeto Curta na Praça e vai exibir longas também. E, finalmente, o projeto da HQ Mix é uma história colaborativa construída por 100 cartunistas convidados. Parece bacana. Vamos ver no que dá.

3. Deixei esse espaço especial pra um outro Mix. O Foto Mix. Só porque tem link: www.maratonafotomix.com.br. Lá vai dar pra ver que tipo de fotos um fotógrafo tira quando está com sono. Divertido.

4. Tem mais uma porrada de coisas, como sempre, mas aí cada um descobre o que lhe agrada, até porque a descoberta faz parte da brincadeira.

E, se no ano passado a cobertura da Bacante teve um bacante a menos (Fabrício Muriana estava cobrindo o riocenacontemporanea), este ano temos reforços. Aguarde mais notícias.

PS: Lembrando que você paga o qanto quiser/ puder e, como disse um amigo que preferiu não se identificar, a partir das 5h da manhã, as peças ficam melhores… ou todo mundo tá bêbado e bate palma pra tudo.

Com vocês, a programação!


23/11 - quinta

Na rua

18h
Olubayo e Quilombolas de Luz (dança)
Família Luzir (circo)

19h
Bonecos Gigantes e Grafiteiros (folclore e artes plásticas)

19h30
Palco dos Bonecos (folclore)
The DumbCop Project - Dj Santhiago Lopes Vs. Dj Marcel Colpanis (música)

No Espaço dos Satyros Um

19h
Muita Chuva e um Bolero (teatro)

21h
32 Dentes (teatro)

No Espaço dos Satyros Dois

21h
Lady Chaterlly (teatro)

23h
Sobre a Neve em Frente à Torre Eiffel (teatro)

No Teatro Coletivo Fábrica

21h
Artistas! (teatro)


No Teatro X

21h
A Propósito da Chuva (teatro)

No Teatro do Ator

21h
Romeu e Julieta (teatro)

23h30
Muito Fogo e Um Copo D’Água (teatro)

Na HQ Mix

Noite de Autógrafo

19h30
Depois da meia noite #3, por Laudo Vignole e Alexandre Santos.

FERCON! #5, por Fernando Santos.

Projeto Jam Session
Pablo Carranza, Caio Majado, Ronaldo Barata, Pedro Caraça, Fábio Santos , Suppa, Isaac Huna, Alexandre Teles, Caco Galhardo, Celso Gitahy, Bete Nóbrega e outros.

Na tenda do Drama Mix
20h
Madonna Mia!!!, de Sérgio Roveri
Direção: Fábio Ock - elenco: Débora Duboc, Luiz Amorim, Tiago Adorno, Nicolas Trevijano, André Fusko, Caio Salay, Paulo Duek, Vitinho Lei e Muchila

21h
Duquesa in Progress, de Vera de Sá
Direção: Paulo Duek - elenco: Andressa Cabral e Carolina Angrisani

22h
Observatório, de Luiz Valcazaras
Direção: Luiz Valcazaras - elenco: Julia Bobrow

23h
Os Sapatos Azuis da Poodle Branca, de Érika Riedel
Direção: Fernando Neves - elenco: José Roberto Jardim, Paulo de Pontes e Kátia Daher (voz em off)

24h
Test Drive, de Roberto Moreno
Direção: Roberto Moreno - elenco: Taís di Crisci

No CineMix

20h30
Exibição de Curtas - Tema: São Paulo, Nosso Centro

ESTRELA DA RUA*
(ficção, 3’19”)
de Sabrina Greve, André Dragoni, Emanuela Rodrigues, Felipe Melíllo, Tatiana Viana.
com: Angélica Angeluccí.
*Com intervenção da atriz Angélica Angeluccí.

EM VIAS DE EXTINÇÃO*
(ficção, 6’40”)
de Edson Kumasaka e Fernanda D’Umbra

*Com intervenção da atriz Fernanda D´Umbra.

UMA TRAGÉDIA BRUTAL
(ficção, 09’)
de Pedro Granato.
com: Gustavo Machado e Tatiana Thomé.

PALÍNDROMO
(ficção, 11’)
de Philippe Barcinski
com: Eucir de Souza, Eugênio Puppo e Silvio Restiffe.

145
(ficção, 28’)
de Gero Camilo
com: Paula Cohen e Marat Descart.

22h
Longa-Metragem (com a presença do diretor Jorge Bodansky)
IRACEMA, UMA TRASA AMAZÔNICA
(Documentário/Drama - 90 min)
de Jorge Bodanzky e Orlando Senna
com: Edna de Cássia, Paulo César Pereio, entre outros.

24/11 - sexta

Na Rua
18h
Família Luzir (circo)

19h
Grupo Anjos do Sol e Afromix Dança e Capoeira (dança)

Anfitrião (teatro)

19h30
Palco de Bonecos (folclore)

21h
Trottoir - Línguas Discordantes (teatro)

21h30
Styloloco/thefunksman (dança)

23h
Poesia Maloqueirista (poesia)

No Espaço dos Satyros Um
0h
Narcisianas (teatro)

2h
Borboletas de Sol de Asas Magoadas (teatro)

20h
18 Segundos (teatro)

22h
Ensaio no Sertão de Guimarães Rosa (teatro)

No Espaço dos Satyros Dois

1h30
Porque a Criança Cozinha na Polenta (teatro)

4h
Quando as Máquinas Param (teatro)

18h
Grupo Pererê (teatro)

19h
Não me Diga que é Amor (teatro)

20h
Cale-se Para Sempre (teatro)

21h
A Filosofia na Alcova (teatro)

No Espaço Parlapatões

0h
Vaca de Nariz Sutil (teatro)

No N.Ex.T

21h30
Nelson Rodrigues, Meu Amor, Meu Amor (teatro)

Lipo da Mãe (teatro)

A Evolução dos Homens Sem Pernas (teatro)

Na Casa Café e Teatro

21h
Dança da Psique (teatro)

23h
Show da Insônia (teatro)

No Ponto de Cultura Mandaqui

19h
Cine Laje com Pipoca (audiovisual)

No O Lugar – Cia. Corpos Nômades

23h59
Teatro e dança feminino

No Teatro Coletivo Fábrica
21h30
Sonho de Outono (teatro)

21h30
A Guerra dos Caloteiros (teatro)

No Teatro X

21h30
A Propósito da Chuva (teatro)

No Teatro Oficina

19h
Os Bandidos (teatro)

No Teatro do Ator

2h
Moscarda (teatro)

21h30
50 MIN (teatro)

Na HQ Mix

17h
Bate-papo e sarau com o presidente do “Movimento Poético Nacional”, Valter Argento, e poetas associados ao movimento.

Noite de autógrafo
19h30
Aú, o capoerista, por Flávio Luiz

21h
Sarau com Queiroz Filho e “Coletivo Maloqueirista”, Leo de Abreu, Glauco Noia, Aline Binns e “Grupo Poesia Nômade”, com Paloma Klisys.

Noite de autógrafo
21h30
Power Trio”, por Matheus Santoloco e Eduardo Medeiros
Graffiti #18, por Fabiano Barroso, Piero Bagnariol, Rafael Soares e Pablo Pires.

Projeto Jam Session
Thiago Gomes e Rafael Granda, Ulisses, Zed, Jorge Barreto, Julinho Sertão, Mario Latino, Victor Freundt, Jaime Prades, Danilo Beiruth, Lucas Leibholz, Morini, Rodrigo Bueno, Pestana, Attilio e outros.

Na tenda do Drama Mix

1h
A Turba, de Otávio Martins
Direção: Didio Perini - elenco: Paula Cohen, Sérgio Sálvia Coelho, Débora Freitas, Ralph Maizza, Flávia Tápias, Celso Melez, Paulo Jordão, Samya Ennes, Mariana Blanski, Alex Gruli, Tiago Adorno, Mário Bortolotto e Fábio Ock

2h
A Pélvis do Élvis, de Lúcia Franka Carvalho
Direção: Ilana Kaplan - elenco: Patrícia Gaspar e Renato Caldas

3h
Ramón e Chantal, de Nicolás Monastério
Direção: Nicolás Monastério - elenco: Ana Guasque e Carlos Biaggioli

4h
Sobre teu corpo e duvidei, de Ruy Jobim Neto
Direção: Ricardo Corrêa - elenco: Vanessa Morelli e Débora Aoni

5h
Flores de Asfalto, de Adriana Brunstein
Direção: Marcos Azevedo - elenco: Gustavo Goulart e Renato Jardim

6h
Como sempre, de Thiago Duran Nogueira
Direção: Thiago Duran Nogueira - elenco: Luiza Albuquerque e Thiago Duran Nogueira

7h
Saudade, de Clóvis Torres
Direção: Gonzaga Pedrosa - elenco: Marcelo Ferraz e Fernando Domenico

8h
Andares acima, de Carol Guedes
Direção: Carol Guedes - elenco: Amanda Banffy e Erika Forlim

9h
O Indireto Afetivo na Linguagem do Carioca, de Francisco Bosco
Direção: Cintia Di Giorgio - elenco: Rafael Maia e o músico Beto Montag

10h
Juntos para sempre, de Jorge Julião
Direção: Jorge Julião e Sérgio Carrera - elenco: Sérgio Carrera, Bruna Moscatelli, Tadeu Pinheiro e Eliane Rossetto

11h
A Formiga e o Cigarro, de Paulo Vereda
Direção: Thales Abreu - elenco: Mírian Brasil Segatto e Uanderson Melo

12h
A Doce Fúria de Sonhar, de Ana Roxo
Direção: Gabriel Carmona - elenco: Cia. Delas de Teatro

13h
Ceia, de Leandro Sarmatz
Direção: Ricardo Rizzo - elenco: Ariane Ferrari, Danilo Sacramento e os músicos Marcello Boffa e Bruno Elisabetsky

14h
Matéria dos sonhos, de Claudia Pucci
Direção: Sandro de Cássio Dutra - elenco: Maria Clara Spinelli

15h
Gorilas, de Celso Cruz
Direção: Celso Cruz - elenco: Marcos Suchara

16h
Revelação, de Paulo Santoro
Direção: Laura Rodrigo - elenco: Cecé Fialho e Rodrigo Frampton

17h
O Amor não tem sexo, de Carlos Rosa
Direção: Carlos Rosa - elenco: Carlos Rosa e André Viana

18h
O Vazio dos Teus Olhos, de Marta Baião
Direção: Marta Baião - elenco: Marta Baião e Brígida Menegatti

19h
Jesus Conection Show, de Marcos Ferraz
Direção: Fábio Ock - elenco: Bia Borin, Caio Salay, Zelson T´souza, Willian Anderson, Zema, Vinicius de Loiola e Rogério

20h
20 Motivos para 1 Minuto de Silêncio, de Ruy Filho
Direção: Ruy Filho - elenco: Ivam Cabral, Alberto Guzik, Gero Camilo, Pedro Granato, Vanessa Bumagny e André Sant’Anna

21h
Monólogo da Velha Apresentadora, de Marcelo Mirisola
Direção: Jô Kowaliki - elenco: Alberto Guzik

22h
Cabeça de Medusa, de Beatriz Carolina Gonçalves
Direção: Luiz Nunes - elenco: Luiz Päetow

23h
Rourke Song, de Marcelo Trasel
Direção: Fernanda D´Umbra - elenco: Mário Bortolotto e Marcelo Rubens Paiva

24h
Sad Christmas, de Mário Bortolotto
Direção: Otávio Martins - elenco: Alex Gruli e Nelson Peres


No CineMix

0h30

Exibição de Curtas - Tema: Letras na Tela

Intervenção: Ana Cristina Cesar (duração 30’)
Martha Nowill interpreta poemas e passagens marcantes da vida de Ana Cristina Cesar. Ao fundo, inserções de um documentário sobre a escritora. Gravado em São Paulo e Rio de Janeiro, o vídeo traz depoimentos de Armando Freitas Filho, Chacal, Ítalo Morricone, Reinaldo Moraes e mais algumas imagens e cenas ficcionais. Atriz e filme interagem de forma fluida, bem-humorada e poética.
Idealização e Roteiro: Fernanda D’umbra e Martha Nowill

Curtas

ENTRELINHA (ficção, 4’)
de Ariel Andrés Schvartzman e Pepe Mendes - elenco: Patricia Pichamone e Sergio Mastropasqua.

MEMÓRIA (ficção, 9’)
de Tomás Rezende – elenco: Tomás Rezende.

DO LIVRO DE VIAGENS (ficção, 8’)
de Vanessa Reis - com: Daniel Gaggini e Mirella Matos.

2h

Exibição de Curtas - Tema: Documentário

NOITES DE AUGUSTA (doc, 22’)
de Isaac Chueke

MAURO SHAMPOO – JOGADOR, CABELEREIRO E HOMEM (doc, 22’)
de Paulo Henrique Fontenelle e Leonardo Cunha Lima

VOZES DO BRASIL - DOC(O)MENTADO (doc , 24’)
de Helena Maura e Thiago Taboada.

18h

Exibição de Curtas - Tema: Curta Kinoforum

PRÎARA JÔ, DEPOIS DO OVO, A GUERRA (doc , 15’)
de Komoi Paraná

DIA DE VISITA (doc, 25’)
de André Luís da Cunha

BLACKOUT (ficção, 10’)
de Daniel Rezende

19h
Exibição de Curtas - Tema: Cine Favela (Projeto da Associação Cultural Artística da Favela de Heliópolis)

Bate-papo com os idealizadores e responsáveis pelo projeto.

Curtas

A VIDA POR UM PIPA (ficção, 6’)
de Rafael Aragão de Túlio
24 /10 - Sábado

Na Rua
0h
Projeto Itinerarte (teatro)

16h
Maracatu Bloco de Pedra e Capoeira (folclore)

17h30
The DumbCop Project - Dj Santhiago Lopes Vs. Dj Marcel Colpanis (música)

18h
Família Luzir (circo)

19h
Fulano dos Três Santos (teatro)

19h30
Palco de Bonecos (folclore)

20h
Big Band Canella (música)

Dj Lou (música)

21h
Trottoir – Línguas Discordantes (teatro)

23h
Poesia Maloqueirista (poesia)
No Espaço dos Satyros Um

0h
Pornografia Barata (teatro)

2h
Ritual Íntimo (teatro)

4h
Mercadorias e Futuro (teatro)

15h
Projeto Irmãos Grimm (teatro)

16h30
Cidadão de Papel (teatro)

18h30
Catástrofe da Borboleta (teatro)

21h
História de Amor (teatro)

22h30
Um Segundo e Meio (teatro)
No Espaço dos Satyros Dois

0h
Miligramas Por Mililitros (teatro)

2h30
Vamos Todos Cirandar (teatro)

15h
Atos Paralelos – A Passagem! (teatro)

16h30
18 Segundos (teatro)

18h30
Sufoco (teatro)

20h
Estilhaços de Amor e Guerra (teatro)

22h
Coleira de Bóris (teatro)
No Espaço Parlapatões

0h
Não Contém Glúteos (teatro)

2h
Hotel Lancaster (teatro)

18h
Será que a Gente Influencia Caetano (teatro)

21h
Natimorto (teatro)
No N.Ex.T.

21h30
Nhola dos Anjos (teatro)
Feriado Nacional (teatro)
Os Piratas do Caribe (teatro)

23h59
Barbie e Ken-Kit Suicídio (teatro)
Na Casa de Yayá

21h
Milagre, Milagrim, Milagrizinhozinhozinho (teatro)
Na Casa Café e Teatro

21h
Fogo Cruel em Lua de Mel (teatro)
No Teatro da Vila

16h
O Poder da Música e a Serpente Encantada (música)
No Instituto Cultural Capobianco

21h
Memórias de Uma Benzedeira (teatro)


No O Lugar – Cia. Corpos Nômades
23h59
Teatro e dança feminino
No Studio 184

21h
Tão Longe (teatro)
No Teatro Coletivo Fábrica

16h
Meia Sapato Chulé… Tudo Dá no Pé (teatro)

19h
Pássaro Azul (teatro)

21h30
A Guerra dos Caloteiros (teatro)

Sonho de Outono (teatro)
No Teatro Denoy de Oliveira

21h
A Curandeira (teatro)


No Teatro do Ator
3h30
O Urso (teatro)
Na HQ Mix

17h
Bate-papo com Wilson de Oliveira Jasa, presidente da “Casa do Poeta Lampião de Gás” e Sarau com a presença dos poetas associados.

21h
Sarau de Poesia Erótica com Anselmo Picardi, Luciana do Valle, Marisa Del Santo, Rosângela Alibert e outros.

Noite de Autógrafo

19h30
O Olhar Sob o Signo, por Anselmo Picardi

Muertos, por Daniel Pereira dos Santos

Projeto Jam Session
BRUNO D’ANGELO, CÉU D’ELLIA, LARISSA, MARCATTI, MARCIO BARALDI, JONES, SAMUEL FONSECA, MAURICIO RETT, TIETÊ, FELIPE CUNHA, AKIRA, IGOR, ALEXANDRE MANOEL, DACOSTA, GRAMPÁ, LOURENÇO MUTARELLI, TONI D’AGOSTINHO e outros.
Na tenda do Drama Mix
1h
KADEIRASUTRA, de Michel Fernandes
Direção: Michel Fernandes - elenco: Michel Fernandes e Marcio Souza

2h
GULOSEIMAS, de João Fábio Cabral
Direção: Rogério Harmitt - elenco: Fabiana Carlucci, João Fábio Cabral e João Júnior

3h
PRA QUE DIZER EU TE AMO, de Alex Gruli
Direção: Otávio Martins - elenco: Patrícia Pichamone e Luciano Gatti

4h
PAT & MORG, de Verônica Sttiger
Direção: Veronica Sttiger e Eduardo Sterzi - elenco: Patrícia Leonardelli e Fernanda Cunha

5h
O TEATRO É ISSO (NASCIMENTO DE UM PALHAÇO), de Rodrigo Contrera
Direção: Rodrigo Contrera - elenco: Rodrigo Contrera

6h
UM SONETO, UM CAVALO BRANCO E UM SOLO DE SAXOFONE, de Walner Danziger.
Direção: Carlos Pasqualin - elenco: Roberta Viana e Daniela Paschoal

7h
COINCIDÊNCIAS MORTAIS, de Marcos Vigani
Direção: Marcos De Vuono - elenco: Marcos De Vuono e Roberta Ferrer

8h
DE ETERNO FLERTE, ADORO VER-TE, de Ayrton Guedes
Direção: Ruy Jobim Neto - elenco: Aline Valencio

9h
GAME OVER, de Henrique Mello
Direção: Beto Bellini - elenco: Andressa Cabral e Henrique Mello

10h
O ROSTO DA VIZINHA DA CAMA INDISCRETA, de Priscila Nicolielo
Direção: Ruy Filho - elenco: Gabriela Rosas e Paulinho Faria

11h
À MÃO ARMADA, de Paulinho “Pankada” Faria
Direção: Paulinho “Pankada” Faria - elenco: Grupo Fábula Podre

12h
OS BONS NÃO TOMAM COMPRIMIDOS, de Emiliano Freitas
Direção: Grupo Vão de Teatro - elenco: Ariel Lazzarin e Emilliano Freitas

13h
CERCADO, de Joeli Pimentel
Direção: Joeli Pimentel - elenco: Danielli Avila e Willian Costa Lima

14h
ENTRE LINHAS, de Wagner D´Avilla
Direção: Antonio Ranieri - elenco: Marcelle Ianelli e Rodrigo Caetano

15h
EFEMÉRIDE, de Rubens Rewald
Direção: Deborah Serretiello e Rubens Rewald - elenco: Deborah Serretiello

16h
OLHOS AZUIS NUM RETRATO BRANCO E PRETO, de Sergio Mello
Direção: Soledad Yunge - elenco: Cacá Amaral e Eucir de Souza

17h
FOGOS NO CÉU DE MEIA NOITE, de Franz Keppler
Direção: Flávio Faustinoni - elenco: Luciana Ramanzini, Clóvis Torres e Offs de Rubens Caribé

18h
ESTOU PREPARADO, JOÉ!, de Jarbas Capusso
Direção: Nelson Peres - elenco: Walter Batata Figueiredo e Celso Melez

19h
A PEÇA DAQUELE DRAMATURGO APAIXONADO PELA ATRIZ, de Lucianno Maza
Direção: Lúcia Segall - elenco: Danielle Martins de Farias e Lucianno Maza

20h
O DIA MAIS FELIZ DA SUA VIDA, de Dionisio Neto
Direção: Cia. Novos Diretores - elenco: Hemilin Andrade, Antonio Ranieri e Wagner D´avilla

21h
FALAS , de Cristina Mutarelli
Direção e elenco: Maria Cecília Mansur

22h
A POMBA, de Lauro César Muniz
Direção: Barbara Bruno - elenco: Petrônio Gontijo e Paula Arruda

23h
AMIGO É PRA ESSAS COISAS, de Marici Salomão
Direção: Tiago Trindade Moraes - elenco: Gustavo Ferreira e André Moreira

24h
NOSSA RELAÇÃO NÃO VALE MAIS DO QUE UM MÓVEL DE 24 REAIS COMPRADO NA VINTE CINCO DE MARÇO, de José Simões
Direção: Carlos Martins - elenco: Mara Carvalhio

No CineMix

0h30
Exibição de Curtas - Tema: Fuleragem

Curtas

PARABÉNS (ficção, 15’)
de Gero Camilo e Gustavo Machado – elenco: Paula Cohen.

UMA CONFUSÃO COTIDIANA (ficção, 15’)
de Marat Descartes – elenco: Gustavo Machado, Cristiano Karnas, Cristiane Paoli-Quito, entre outros.

145 (ficção, 28’)
de Gero Camilo – elenco: Paula Cohen e Marat Descart.

2h
Exibição de Curtas - Tema: Balas e Fumaça

Curtas

BANCO DE SANGUE (ficção, 4’)
de Luiz Montes – elenco: Elton di Tommazi Maciel, Sergio Gambier, André Blumenschein, entre outros.

ESTERTOR (experimental, 15’)
de Davi Moori, Diogo Dias de Andrade e Victor Reis – elenco: Luiza Virtudes e Reinaldo Zampolo.

BALAIO (ficção, 10’)
de Luiz Montes – elenco: Mario Bortolotto, Milhem Cortaz, André Ceccato, entre outros.

CÉLIA E ROSITA (ficção, 13’)
de Gisella de Mello – elenco: Cleyde Yáconis, Dirce Mogliaccio, Dercy Gonçalves, entre outros.

TAPA NA PANTERA (ficção, 3’)
de Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes – elenco: Maria Alice Vergueiro.

O INFERNO NÃO VALE NADA (experimental, 14’)
de Nilson Primitivo – produção e elenco do filme Encarnação do Demônio.

3h30
Exibição de Curtas - Tema: Curta na Madrugada

Curtas

TRÓPICO DAS CABRAS (ficção, 23 ’)
de Fernando Coimbra – elenco: Victor Hugo Carrizo, Larissa Salgado, Sylvia Prado
Sinopse: Roadmovie. A bordo de seu Chevette 79, um homem de cinqüenta anos e uma mulher de vinte e cinco partem de Santos para o interior de São Paulo, para salvar ou perder de vez seu relacionamento desgastado.

PERTO DE QUALQUER LUGAR (ficção, 17’)
de Mariaba Bastos – elenco: Caroline Abras, Renata Gaspar Rafael Losso

TRILOGIA DO APARTAMENTO (ficção, 15 ’)
de Gustavo Brandão – elenco: Tamayo Nazarian, Gabriel Pinheiro, Paulo Jordão, entre outros.

GÊNESIS 22 (ficção, 4’)
de Jeferson De – elenco: João Acaiabe, Carlos Acaiabe e Caio Pezzuti

17h
Exibição de Curtas - Tema: Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual

Curtas

BAIANINHO (ficção, 9’)
de Marcio Jose Moreno

DEFINA-SE (doc , 4’)
de Kelly Regina Alvez, Claúdio N. de Souza e Daniel M. Hilário

VÊ SE VOCÊ ESCUTA! (experimental , 4’)
de Celso Ricardo de Trindade, Eduardo S. de Paulo, Janilson Aparecido da Silva, José Jacó Lucas da Silva e Rodrigo Roberto do Nascimento

FILHOS DO TREM (doc, 5’)
de Fernanda Benichio, Marcelo Domingues, Reinal Silva e Leonardo Rodrigues

GANHANDO O PÃO (experimental, 4’)
de Elisabete de Jesus Severino, Gabriela Silva de Souza, Isabella Cardoso Bargmann, Lívia Quintanilha Miranda Pereira, Ludmila de Souza Patrício, Marçal Oliveira dos Santos e Paula Abreu Fernandes Barros

AS CAUSAS IMPOSSÍVEIS DO SANTO EXPEDITO (ficção, 3’)
de Teth Maiello, Igor Martins Fontes, Silfarley de Oliveira, José da Silva, Nivaldo e Marcio Palhares de Lima

ARMANDO O BARRACO (doc , 7’)
de Rodrigo Valadares, Danilo Barretos, Fabiano Oliveira, Adriana Freitas, Geonilson Dantas e Fábio Dantas

ÍCARO DA SILVA (ficção, 5’)
de David Wislan Sousa Silva, Jéssica Martins de Oliveira, Karina Tamires da Silva, Lucas Augusto da Silva Santos e Marcio dos Santos Silva

PUERIL (doc, 12’)
de Jean Pierre Domingues

UM AMOR SALGADINHO (animação, 4’)
de Camila Verdum, Ingrid Gonçalves, Juan Borges Berruesco, Lorenço Menezes Vieira, Melina Galvão, Regiane Bueno, Renata Cristina Freire, Idrani Taccari e Rafael Lobato

18h
Exibição de Curtas - Tema: Curtas Kinoforum

Curtas

ESPALHADAS PELO AR (ficção, 15’)
de Vera Egito

O SOM E O RESTO (ficção, 23’)
de André Lavaquiai

CAFÉ COM LEITE (ficção, 18’)
de Daniel Ribeiro

19h
Exibição de Curtas - Tema: Politicatarse (Coletivo Submarino Vermelho)

Curtas

CANIL - OCUPAÇÃO A MARRETADAS (doc, 9’)
de Lucas Keese e Eduardo Fernandes

CONSTRUÇÃO (doc, 9’)
de Maria Gutierrez

INFINITA TROPICÁLIA (doc, 35’)
de Adilson Ruiz

DRAMÁTICA (ficção, 19’)
de Ava Rocha

20h30
Exibição de Curtas - Tema: Pop

FAST FOOD (animação, 1’)
de Diego de Godoy e Rodrigo Pensavento

A CAUDA DO DINOSSAURO (ficção, 17’)
de Francisco Garcia – elenco: Christiane Tricerri e Mário Bortolotto.

PASSEIO (ficção, 5’)
de Estela Lapponi – elenco: Estela Lapponi e João Otávio.

ALGUMA COISA ASSIM (ficção, 15’)
de Esmir Filho - elenco: André Antunes, Caroline Abras, Daniel Tavares, entre outros.

MANUAL PARA ATROPELAR CACHORRO (ficção, 18’)
de Rafael Primo – elenco: Rafael Primo, Bárbara Paz, Zezé Polesa, entre outros.

22h
Longa-Metragem

PIXOTE, A LEI DO MAIS FRACO (ficção, 120 min)
de Hector Babenco – elenco: Fernando Ramos da Silva, Marília Pera, Jorge Julião, entre outros.

26/10 - Domingo

Na Rua

0h
Trupe Zinhá Zózima (teatro)

1h
Trupe Zinhá Zózima (teatro)

17h
Quilombo Urbano (folclore)

18h
Bate Lata (música)

19h
Anfitrião (teatro)

19h30
Palco de Bonecos (folclore)
No Espaço dos Satyros Um

0h
Pornografia Barata (teatro)

2h
Tempo Esgotado (teatro)

4h
Ritual Íntimo (teatro)

15h
Opereta Gramática (musical)

16h30
Brasil de Cabelos Brancos (teatro)

18h30
Catástrofe da Borboleta (teatro)

20h30
Álbum de Família (teatro)
No Espaço dos Satyros Dois

0h
Miligramas Por Mililitros (teatro)

2h30
Os 120 Dias de Sodoma (teatro)

15h
Clarice Lispector (teatro)

16h30
Chuck Palanhniuk (teatro)

18h30
Ele não é Meu Filho (teatro)
Espaço Parlapatões

2h
Hotel Lancaster (teatro)

3h30
Consumindo 68 (teatro)

16h
Leitura Dramática Encruzilhada s/a (teatro)
No N.Ex.T.

19h
Antropofagia e Fagocitose (teatro)

Helena Comprimida (teatro)

Helena Comprimida (teatro)
Na Casa de Yayá

19h30
Milagre, Milagrim, Milagrizinhozinhozinho (teatro)


Na Casa Café e Teatro

0h
Exu do Raul (teatro)
Teatro Olido

16h
Grupo de dança
Teatro Coletivo Fábrica

16h
Meia Sapato Chulé… Tudo Dá no Pé (teatro)

19h
Pássaro Azul (teatro)

21h30
Pássaro Azul (teatro)

21h30
Sonho de Outono (teatro)
Na HQ Mix

15h
Bate-papo com os poetas Donizete Galvão, Roberto Bicelli, Frederico Barbosa, Rui Proença, Wilson de Oliveira Jasa, Terezinha Ferraz Santori, Castelo Hansen, Noemi de Carvalho Moura, Maria Salete Lima, Júlio Bittar.

Projeto Jam Session
IEIO, BALÃO, HERVILHA, RENATA LINDOSO, EDUARDO FERRARA, DANYAL LOPES, LUIZ TELLES, ALEX MIR, MARINGONI, MORGANI, IAM GODÓY, INÁCIO ZATS e outros.
Na tenda do Drama Mix

1h
NIJINSKY – RÉQUIEM DE DEUS, de Régis Trovão
Direção: Régis Trovão - elenco: Natália Rodrigues e Haroldo Costa Ferrari

2h
GÊMEAS, de Grace Gianoukas
Direção: Grace Gianoukas - elenco: Paula Cohen e Tatiana Thomé

3h
NATUREZA MORTA, de Mário Viana
Direção: Eric Lenate - elenco: Anna Cecília Junqueira

4h
MEU CORPO NOITE ADENTRO, de William Neimar
Direção: Danilo Roxette e Eliane Rocha - elenco: Rafael Carvalho e os músicos Elias Mendes e Saulo Campos

5h
LÁPIDES, SORRISOS E TROVÕES, de Renato Andrade
Direção: Renato Andrade - elenco: Fábio Lucindo e Felipe Ramos

6h
ESQUETES SOBRE O ÓRGÃO DE BOMBEAR SANGUE, de Fabíola Alves
Direção: Dagoberto Macedo - elenco: Angela Ribeiro, Fabíola Alves e Wagner Mendonça

7h
MORRER DE AMOR, de Daniel Ribeiro e Marcus Nascimento
Direção: Marcus Nascimento - elenco: Debora Costa e Silva, Mafalda Maya, Daniel Ribeiro e Paulo Vereda

8h
MONÓLOGOS DE TRÊS VIDAS, de Ozanah Ferrero
Direção: Beto Silveira - elenco: Bianca Carinhanha, Kelly Anne, Marcos Oliveira, Ozanah Ferreiro e Sandra Nagy

9h
MARIPOSAS NÃO SOBREVOAM LÂMPADAS HALÓGENAS – PARTE I, de Marcos Gomes
Direção: Marcos Gomes e Paula Chagas Autran - elenco: Silvio Restiffe e Silvia Faro

10h
MARIPOSAS NÃO SOBREVOAM LÂMPADAS HALÓGENAS – PARTE II, de Paula Chagas
Direção: Paula Chagas Autran e Marcos Gomes - elenco: Silvio Restiffe & Silvia Faro

11h
ON SALE, de Zen Salles
Direção e elenco: Marcelo Jacob e Felipe Estevan

12h
O PARASITA, de Gabriela Mellão
Direção: Lucianno Maza - elenco: Clóvis Tôrres e Luah Galvão

13h
TERTÚLIA, de Duílio Ferronato e Cláudia Vasconcellos
Direção e elenco: Lavínia Pannunzio, Rodrigo Bolzan e Vera Villela

14h
AMOR À VISTA, de Antonio Rocco
Direção: Biah Carfig
Elenco: Luciana Camargo, Flávio Sampaio, Audrey Forster e Will Prado

15h
SOPA, de Eduardo Sterzi
Direção: Roberto Mello - elenco: João Alves e Nathália Bonilha

16h
ÁRVORES ABATIDAS, de Marcos Damaceno
Direção: Marcos Damaceno - elenco: Rosana Stavis

17h
PONTOS DE VISTAS, de Claúdia Schapira e Henrique Guimarães
Elenco: Alex Gruli, Carol Ferretti, Herbet Bianchi, Marco Aurélio Campos, Pedro Garrafa e Zeza Mota

18h
LUÍSA, de João Luíz Sampaio
Direção: Chico Ribas - elenco: Guilherme Gonzalez e Angela Ribeiro

19h
ALMAS DEVOLUTAS, de Hugo Possolo
Direção: Florência Gil - elenco: Alexandre Cruz, Christian Amaral, Cristiane Werson, Daniela Gue, Fernanda Mandagará, Jerônimo Martins, Joca Andreazza, Luciano Andrey, Maíra de Grandi e Márcio Bueno Dias

20h
VOCÊ NÃO SE ENXERGA?, de Alberto Guzik
Direção: Daniel Tavares - elenco: Barbara Bruno e Cléo de Páris

21h
SOLTANDO OS CACHORROS, de Rodrigo Murat
Direção: Angela Barros - elenco: Lavínia Pannunzio, Rachel Ripani e Letícia Teixeira

22h
TRAGICOMÉDIA DE UM HOMEM MISÓGINO, de Evaldo Mocarzel
Direção: André Guerreiro Lopes - elenco: Helena Ignez, Djin Sganzerla, Marcelo Lazzaratto, Michele Matalon - trilha ao vivo: Danilo Tomic

No CineMix

0h30
Exibição de Curtas - Tema: Rock N’Roll

PROCURA-SE (doc, 43’10), de Rita Saito

Intervenção com o músico, personagem central do filme e banda.

2h
Exibição de Curtas - Tema: Teatro

URGÊNCIA NAS RUAS (doc, 4’), de Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

TRICOTEIOS (ficção, 17’), de Eduardo da Luz Moreira, Cristiane da Luz Moreira, Cristiane Zago, Rodolfo Magalhães
Com: Inês Peixoto e Paulo André.
Realização: Grupo Galpão.

A NOIVA (ficção, 47’) de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Com: Gero Camilo, Cléo De Paris, Alberto Guzik, Silvanah Santos, entre outros.
+EXTRAS - Miriam Muniz + Manifestação a Favor Fomento.

3h30
Exibição de Curtas - Tema: Curta na Madrugada

UM PRA UM (ficção, 11’), de Érico Rassi
Com: Eduardo Chagas, Paola Queiroz, Fabio di Martino, entre outros.

ULTRA VIGIADO (ficção, 8’), de Caco Souza
Com: Wander Wildner, Francisco Pancho Pizarro, Ana Liz Fernandes, entre outros.

QUERO SER JACK WHITE (ficção, 18’), de Charly Braun
Com: Fábio Lucindo, Iara Jamra, Renata Melo, entre outros.

NADA LHE FALTARÁ (ficção, 20’), de Carol Pfister
Com: Daniel Gaggini, Alexandre Freitas, Flavio Porto, entre outros.

18h
Exibição de Curtas - Tema: Curta Kinoforum

ANIMADORES (animação, 8’), de Allan Sieber

OS FILMES QUE NÃO FIZ (ficção, 17’), de Gilberto Scarpa

OS SAPATOS DE ARISTEU (ficção, 17’), de René Guerra

DOSSIÊ RÊ BORDOSA (animação, 15’), de César Cabral

19h
Exibição de Curtas - Tema: Meninos, Meninas e Sensações

Intervenção:

PAI E FILHA
Fragmento do espetáculo LOVE “N” BLEMBERS
Texto: Georgette Fadel
Interpretação: Luciana Paez
Música ao vivo: Claudia D´orei
Vídeo: Tomás Rezende
Com: Marat Descartes e Lígia Macedo Campos

Curtas:

CARTÃO VERMELHO (ficção, 14’), de Laís Bodanzky
Com: Camila Kolber, Francisco Rojo, entre outros.

YANSAN (animação, 18’), de Carlos Eduardo Nogueira
Locução: Milton Gonçalves

BARBIE PROBLEMAS DA VIDA (doc, 4’), de Yan Whateley
Com: Yara Ligiéro

SALIVA (ficção, 15’), de Esmir Filho
Com: Hellen Vasconcelos, Gabriel Cavicchioli, Mayara Comunale, entre outros.

MINHA OBRA (ficção, 15’), de Bárbara Paz
Com: Gabriel Vasconcelos, Genesio de Barros, Tuna Dwek, entre outros.

20h30
Exibição de Curtas - Tema: Porta Aberta

Bate-Papo com o filósofo Luiz Fuganti, idealizador da Escola Nômade.

MATERIAL BRUTO (experimental, 19’), de Ricardo Alvez Junior

ALPHAVILLE 2007 D.C (experimental, 16’), de Paulinho Caruso

SOLITÁRIO ANÔNIMO (experimental, 18’), de Debora Diniz

22h
Exibição de Curtas - Tema: Curta Satyrianas

CURTAS-METRAGENS DE ATÉ 3 MINUTOS, REALIZADOS DURANTE AS SATYRIANAS, SERÃO EXIBIDOS NESTA SESSÃO.

23h30
KINO LOUNGE / CURTA NA PRAÇA
A ÚLTIMA MULHER DO MUNDO
Uma remixagem ao vivo do filme de George Romero, “A Noite dos Mortos Vivos”, de 1968, recentemente disponibilizado como domínio público pela Internet. O remix conta com dois músicos e dois editores de vídeo, aproximando o processo de montagem ao da performance musical, possibilitando que cada apresentação seja única, com planos, duração e seqüências montadas de acordo com a vontade dos editores.

Intervalo - FREE JAM.

28 DIAS OU AS 4 ESTACÕES DA MULHER
Performance audiovisual que mescla imagens de filmes e desenhos antigos com material produzido exclusivamente para o projeto. Uma obra em 4 atos, que explora os ciclos que regem a natureza, as mulheres e a sociedade.

Filosóficas

1) Descubro pelo e-mail de um amigo que está rolando essa semana um seminário lá na USP discutindo a repressão sofrida pelo teatro brasileiro durante a ditadura militar – e que há um acervo que pesquisa, resgata e disponibiliza na internet informações sobre peças censuradas naquele momento. Infelizmente esse seminário está acontecendo em “horário acadêmico”. O questionamento que eu levanto a partir desse tema é: e hoje, será que há algum tipo de censura? O que tolhe a liberdade artística e de expressão de nossos artistas - ou será que eles são realmente livres para dizer o que pensam/querem? Afinal, que querem dizer/expressar os nossos artistas hoje? Aberto e genérico, né? Também acho, mas vale pensar.

2) O ator Chico Ribas manifestou em seu blog sua indignação com a crítica que escrevi sobre o espetáculo Narcisianas. Não vou justificar a crítica, tampouco explicar por que eu não acho que uma crítica seja exatamente um “problema”, mas essa história levanta uma questão legal: o valor do ingresso. Considerando que o custo de produção de uma produção (vide espaço, técnicos, leitinho das crianças etc.) é um valor financeiro que em geral não tem nada a ver com o valor artístico da obra (tipassim grandezas diferentes, sendo uma absolutamente concreta, e outra radicalmente abstrata), qual o limite que o público está disposto a pagar/ deve ser cobrado pelo ingresso de uma apresentação, independente de seu valor artístico? Ou será que algum mágico por aí já achou a tabela de conversão? Também não tenho resposta pra isso, é pra pensar mesmo…

Yan Michalski não era bom velhinho

Faz semanas que estou pra postar esse link aqui. Eis que uma amiga do antigo grupo de teatro envia o link por e-mail e penso “é hora de tomar vergonha na cara”.
Imagino que todo mundo que acompanhe a Bacante, deva conhecer a Questão de Crítica.

Nesse mês, eles se deram ao trabalho de pedir à viúva do Yan Michalski autorização pra publicar um texto supimpa, redigido na década de 80, intitulado O declínio da crítica na imprensa brasileira, em que o crítico, aposentado na época, aponta algumas razões da mediocrização da crítica de jornal.

O cara foi certeiro: 10 anos depois chega a internet comercial, 23 anos depois foi criada a Bacante.
Brincadeiras à parte, recomendo com veemência a leitura do texto de Michalski publicado na Questão de Crítica.

O Texto no Teatro Contemporâneo III

Nada como um dia após o outro pra ver a extrema variação de público presente em cada encontro sobre O Texto no Teatro Contemporâneo, promovido pelas Dramáticas em Cena, às quartas-feiras, 21h, no Satyros Um.

Dia 20 de agosto: na porta do teatro, muito mais gente que nas semanas anteriores. Adentramos a sala e na mesa central está uma Dramática e Antônio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem. Todos se acomodam como podem. Muitos nas escadas, outros no chão e até atrás do palestrante. O calor chega nos primeiros 20 minutos de conversa. O ar-condiciodado dos Satyros parece não dar conta do recado. Diferente dos outros dias, vemos na platéia dezenas de cadernos e pessoas que anotam desesperadamente como se estivessem numa aula. Não por acaso.

Na última vez que vi Antônio Araújo falar, o barco de BR-3 acabara de sair do Rio Tietê por problemas de produção. Era um encontro em que estavam, além dele, o diretor do grupo XIX e a jornalista Beth Néspoli para discutir, no Ágora, novas arquiteturas de espaços cênicos. Muito pouco foi efetivamente discutido, já que o Tó estava extremamente abatido.

Ontem parecia outra pessoa. O tema, que poderia dar margem a uma discussão mais ampla, acabou, no entanto, centrando a conversa nos processos de criação do Teatro da Vertigem: A Construção da Dramaturgia nos Processos Colaborativos. De modo que o Tó falou muito mais de passado do que de novas pesquisas.

Reza a lenda que recentemente Peter Brook veio para o Brasil e fez questão de fazer um encontro com o povo do Teatro Vocacional. No início da conversa, pediu que falassem de qualquer tema do teatro, mas que não falassem sobre seu processo de criação. Peter Brook não gosta de falar dos seus processos, pois sabe que em cada novo trabalho é necessário criar um novo processo. Dizem também que ele teve a paciência de abandonar o encontro somente na terceira vez que perguntaram sobre o seu processo.

Tó, ao contrário, praticamente só falou dos processos de que participou. Mas se deu ao trabalho de complexificar todas as questões e em momento algum colocou juízos de valor que explicassem o que seria um processo ideal. Ou seja, a mim se apresenta como um partidário da idéia de Brook de que é necessário sempre criar novos métodos. E como é absurdamente rica a experiência de ouvir as mesmas histórias do Teatro da Vertigem recontadas com a lucidez do raciocínio de Antônio Araújo.

Ele relatou que o Vertigem, na trilogia bíblica, contou com o trabalho de três dramaturgos e em cada relação se estabeleceu uma sintonia e um ritmo de trabalho diferentes. O primeiro, Sérgio de Carvalho, acompanhou todos os ensaios e, além de dramaturgo, foi dramaturgista do grupo. O segundo, Abreu, via esporadicamente os ensaios e produziu uma dramaturgia que estaria mais ligada ao gabinete (nome brega que estão usando nos encontros) do que às salas de ensaio. O terceiro, Bonassi, foi uma espécie de meio-termo, encontrando os atores primeiro em todos os ensaios e depois, semanalmente.

Tó contou também como foi quando o Vertigem chamou Plinio Marcos para participar de um de seus primeiros processos colaborativos e a negativa veemente recebida pelo grupo.

Marici Salomão perguntou qual foi a força motriz para a instituição de processos colaborativos no Teatro da Vertigem, ao que Antônio Araújo respondeu que na época de sua criação, o grupo não encontrou um único texto que desse conta das angústias de cada um dos integrantes do Vertigem.

Questões sobre autoria e sobre a participação dos atores no processo também foram levantadas. Tó repetia de maneiras distintas em todas as respostas que havia um dramaturgo em todos os processos, mas que havia uma co-autoria dos atores, dele próprio e do público, que participou dos processos por meio de ensaios abertos.

Mas o que realmente fica na memória desse encontro são as palavras de conexão de Antônio Araújo, que surgiram numa pausa: “Eu vou falando e pensando na negativa do que eu digo”. Movimento de negação que levou à uma reflexão mais ampla, complexa e estruturada do que em qualquer outra discussão que já presenciei sobre a dramaturgia.

Ps: Novamente, comentários dos presentes são mais que bem-vindos.

O Texto no Teatro Contemporâneo II

Luiz Fernando Ramos veio, no dia 13 de agosto, ocupar o espaço em que Reinaldo Montero estava na semana anterior, nos encontros sobre O Texto no Teatro Contemporâneo, promovidos pelas Dramáticas em Cena.

A fala de Luiz Fernando foi muito menos anárquica que a de Reinaldo. Centrado num pensamento e num desenvolvimento que serviu de eixo do início ao fim de sua explanação, ele relativizou a data de início do que se chamaria de Teatro Pós-Dramático. Diferente do que o Hans-Thies Lehmann, autor de Teatro Pós Dramático, propôs, como algo que começa a se desenvolver nas vanguardas do final do século XIX e que efetivamente só se dá na obra teatral de alguns encenadores das décadas de 70, 80 e 90 do século passado, Luiz Fernando propõe um movimento (poderíamos dizer dialético?) entre texto e imagem, que se dá desde a antiguidade clássica.

O polêmico de sua fala está no fato dele encarar os movimentos do teatro contemporâneo como parte de um ciclo, de modo que, agora, falamos e fazemos mais por meio de imagens, mas voltaremos a ter em algum momento o texto como foco. Ele chegou a citar que é da natureza humana contar histórias, portanto mesmo que lutemos contra isso, será impossível tirar dos receptores a potência criadora de histórias.

Para Luiz Fernando Ramos, aquilo que Lehmann aponta como o grande expoente do teatro pós-dramático, ou seja, a obra de Bob Wilson, seria também o marco de uma chegada. Como se a partir daí tivéssemos que buscar uma outra opção. Concluiu-se posteriormente, nas discussões, que a cena paulistana é profundamente dramática. Comercial ou não, profissional ou amadora.

No entanto, tenho que dizer, por minha conta e risco, que nem sequer começamos a colocar em prática idéias que realmente desestabilizem o estatuto do drama. São pouquíssimas a montagens num histórico recente da cena paulistana que efetivamente experimentam ausência de personagens, enredo, narrativa e que investem em imagens e sensações pré-significantes. Não acho que esse é o nosso único caminho, tampouco que será o caminho preponderante. Mas sinto que nunca vi um grupo brasileiro que tentasse radicalizar esse tipo de proposta ao mesmo tempo dialogando com questões brasileiras (sem qualquer intenção minha de querer discutir uma nação, mas sim problemas e temáticas locais).

Portanto, acho impossível falar neste momento da falência do pós-dramático e ainda está por vir alguém que consiga falar sobre o papel do dramaturgo nesse tipo de teatro. O próprio Lehmann cita autores/encenadores que vêm de outros campos artísticos.

A ver o que o Antônio Araújo falou na semana seguinte. No caso, ontem.

Ps: quem estava lá, por favor complemente nos comentários, como já aconteceu na postagem sobre o Reinaldo Montero.

O Texto no Teatro Contemporâneo 1

Uma semana depois do encontro com Reinaldo Montero, consigo postar minhas impressões sobre o primeira palestra com tema O texto no teatro contemporâneo, promovido pelas Dramáticas em Cena com verba do Fomento municipal.

No primeiro encontro, Reinaldo apresentou um texto dramatúrgico como provocação do diálogo sobre o tema. Já lembro relativamente pouco do que foi discutido. Até anotei, mas o papel se foi numa lavagem de roupa. Há algum registro, Marici?

Um dos pontos mais interessantes foi quando Reinaldo relatou que, em Cuba, você pode se formar dramaturgo e ganhar um título. Aí você pode enquadrá-lo e colocá-lo na parede, porque ele não serve na prática pra nada. Em Cuba os atores têm salário fixo, estando ou não trabalhando. Os dramaturgos não.

“Como faz um dramaturgo, então?” perguntou alguém da platéia. “Bate na porta dos diretores e grupos pra mostrar o seu trabalho ou se integrar de alguma maneira”, respondeu Montero. O sea, com ou sem formação, dramaturgo tá sempre na merda. Ou na Globo, que dá quase no mesmo.

Hans-Thies Lemann é a expressão mais citada nos dois primeiros encontros. Sim, ele é o autor do Teatro pós-dramático, mas já é praticamente uma expressão, quase como uma tag da conversas. O Reinaldo ressaltou que as experiências apontadas por Lehamnn como pós-dramáticas são muito específicas e aconteceram em poucas apresentações de poucos teatros da Europa. Ou seja, são radicais sim, mas servem para pensar movimentos, mais como exceções do que como regra.

Rodolfo Garcia Vazquez, diretor e fundador dos Satyros, perguntou a Reinaldo de que maneira a dramaturgia pode dar conta de detalhes do cotidiano, cenas mais próximas do dia-a-dia. E Reinaldo respondeu que havia um homem de nome William, que escreveu muitas peças e que alterou os rumos do teatro mundial, sendo que só em uma das suas muitas dramaturgias ele falava do seu tempo e do seu lugar. Disse ainda que é um papel que o jornalismo deixou de fazer esse de relatar detalhes esquecidos do cotidiano, não um trabalho dos dramaturgos.

Ainda sobre o “periodismo”, o dramaturgo não poupou críticas à edição feita por Audrey Furlaneto de uma entrevista com ele, para uma matéria publicada na Folha de São Paulo. Constato, no entanto, que a pergunta que motivou as primeiras críticas de Montero foi equivocada. Um fulano (nomenclatura para quem não era identificado na platéia) relatou que Audrey teria escrito que Reinaldo afirmou não ser mais possível fazer um teatro político, o que seria uma grande cagada. Mas essa afirmação de Audrey não consta na matéria. Apesar do erro na pergunta, a resposta de Reinaldo nos comprovou que, como foi definido na Grécia, somos animais políticos, mesmo que muitas vezes “los políticos son los mas animales”. E o teatro é essencialmente político.

Se você participou do encontro, deixe o seu relato. O meu, assim como a edição de Audrey, é bastante parcial. Com mais vozes, podemos dar conta de registrar esses encontros que podem ser de grande relevância pra um início de discussão pública da cena contemporânea.

O que o teatro tem a ver com uma placa?

O vídeo do link força a barra pra mostrar como funciona a cabeça do povo do marketing na hora de solicitar alguma criação. Mas é curioso notar que eles colocaram uma exemplo relacionado com uma damanda pública: criação de uma placa de “Pare”.

Esse tipo de demanda não passa pelo critério do povo do marketing (grazzadeus). No entanto, vale a pena assistir o vídeo e imaginar como seria o teatro no lugar da placa de “Pare”.

Clique e assista aqui.

O vídeo foi achado no Catarro Verde. Alto nível.

Festivais e Crítica

Festival não é apenas um monte de peça junta, já alertava minha avó. Mais do que apenas promover maratonas malucas de peças malucas em horários malucos, é preciso que haja algum tipo de sistematização de trocas de informações e, sobretudo, de experiências e vivências (não da minha avó, dos participantes mesmo).

Nesse sentido, em minha primeira participação do FIT Rio Preto, logo de cara me chamou a atenção o fato de que (quase) todo mundo fica no mesmo hotel, afastado de tudo (quase porque tem uma turma que fica num hotel menor, porque haja quarto pra tanta gente), numa espécie de distanciamento (brechtiano?) do cotidiano da cidade com o mundo do teatro.

À medida em que os dias são menos produtivos (porque é preciso sair mais cedo, e chegar mais tarde em função dos muitos ônibus escolares à disposição do festival), o contato forçado com grupos, críticos, jornalistas e equipe técnica estabelece relações mínimas entre o “povinho” do teatro. Café da manhã, almoço, jantar e esperas na recepção são sempre bons momentos pra jogar conversa fora.

Mas não é só de clima de country club que vive um festival, e nisso outra coisa no FIT me chamou a atenção: há uma turma de acadêmicos de diversas regiões do país acompanhando todas as peças e escrevendo ensaios críticos para o Textura, o jornalzinho do festival, que diariamente é distribuído em todos os locais do festival - e as pessoas lêem! E comentam! Poderia ser escrito por mais gente, não precisava ser apenas de acadêmicos e poderia haver mais páginas. Mas até aí as leis de incentivo à cultura desse país também poderiam ser mais sérias e dispor de mais grana, mas como diria mais uma vez a vovó (a minha, não a Barbara), não dá pra querer tudo na vida, né meu filho?

Há ainda aquilo que acho uma das coisas mais bacanas e mais sub-aproveitadas do FIT: os debates da Aldeia FIT. Todos os 10 espetáculos locais de Rio Preto têm um espaço na grade do festival para que haja debates abertos sobre as produções. Debate é forma de dizer, porque nos 45 minutos destinados a cada espetáculo, mal dá tempo do grupo se apresentar, Marici Salomão e Francisco Medeiros fazerem suas considerações críticas e o grupo fazer um breve comentário, e já é hora de mandar beijinho pra mamãe, pro papai e pra Sasha. Há quase nada de debate, e a troca é mínima, quase professoral. Ideal mesmo seria se tivesse tempo para maior debate entre  os envolvidos e, principalmente, trazendo e estimulando a participação do público.

E uma pergunta: por quê apenas os grupos da Aldeia FIT têm esse tipo de atividade? Pra trazer pra aldeia uma visão externa do que é fazer teatro? Por quê não encontros de discussão crítica para que público, críticos e artistas não discutam, por exemplo, se o fato do personagem do infantil Mimo limpar a bunda com uma página arrancada de um livro é ou não anti-pedagógico, ou se o Kavka do Lume não se comunica com a platéia de propósito ou porque a platéia não entende de contorcionismo e teatro físico?

De qualquer forma, percebe-se a Aldeia FIT como uma das grandes apostas do FIT, e ao mesmo tempo um desafio: como, nas próximas edições, encontrar maneiras de potencializar estes encontros e trocas, sem correr o risco de, aos poucos, se assemelhar ao Fringe de Curitiba (bate na madeira)?

(Leia também o especial de Juliene Codognotto sobre o FIT 2008)

No último dia

Foram dois dias intensos de Festival Internacional de São José do Rio Preto. Esse ano não fomos tão travessos quanto no ano passado, como vocês poderão ver na matéria que será publicada logo mais.

No entanto, depois de um ano de cobertura de festivais, fica uma sensação de que é hora de propor mais provocações. Colocar mais estruturas em crise. Criticar e fazer humor, que é pra isso que existimos.

Ao final dessas 48 horas, uma única mácula precisa ser registrada. Não pelo fato em si, mas para se pensar de maneira mais ampla a que ou a quem servem os festivais.

Na noite de domingo, dia 13 de julho, esperávamos, eu e Juliene, na porta do Teatro Seta, que todas as pessoas entrassem para assistir a peça Habeas Corpus, pra que pudéssemos ver se sobravam lugares vagos. Na nossa frente, pelo menos seis pessoas faziam o mesmo.

Entra todo o público que já tinha lugar garantido, hora da peça, e uma moça de cabelos cacheados nos diz que há lugares vagos, mas que foi instruída pela organização do festival para não deixar ninguém que não tivesse ingressos nem convites entrar. A instrução, aliás, teria sido reforçada em reunião naquele mesmo dia. Ou seja, a peça foi apresentada sem que a sala tivesse a capacidade máxima ocupada por conta de uma burocracia imposta pelo festival?

Acho impossível que ela tenha recebido tal orientação da organização do festival. Não era o que acontecia na porta de todos os outros teatros. E fica claro que a moça que estava na porta do Seta não tem idéia de que o que ela faz ali é um serviço público. Ela atende uma demanda pública.

As verbas dos festivais, sobretudo os internacionais, são captadas por meio de Lei Rouanet e parcerias. É necessário relembrar que essa lei é uma aberração, que dá poderes aos bocós do “marketing cultural” de algumas empresas para escolher que evento cultural merece verba, óbvio, não por seu abnegado amor à arte, mas pelo critério do retorno midiático. Essa lei é uma omissão do governo brasileiro de se comprometer efetivamente com políticas públicas que incentivem a pluralidade e que ajudem a construir, desenvolver e preservar a cultura do nosso país e sua diversidade intrínseca, que, muitas vezes, não é vendável ou mercadológica, nem dá ao patrocinador espaço nos principais jornais. Claro que projetos incríveis, lindos e maravilhosos só se realizam submetendo-se a essa lei, mas isso por si só não a justifica, já que não estamos falando de deixar de destinar verba para a cultura, mas de planejar a destinação. Voltando aos cachinhos dourados, a moça tem que saber que a verba que bancava o seu trabalho ali naquele lugar é pública, para atender uma demanda pública da qual, aliás, o festival não consegue dar conta, o que é, isso sim, absolutamente compreensível. Também deveria saber disso o público que vai ao teatro e é obrigado a ouvir que não pode nem pagar por um lugar que está vazio.

Não acho exagero dizer que, ao negar lugares vagos dentro do teatro, a moça fez o mesmo que, como médica, não vacinar crianças que não tivessem carteira de vacinação. Fez o mesmo que, como policial, ver um crime acontecendo e não fazer nada por não ter ordem da central de polícia. A peça que ali se apresentava é um bem público, o ônibus utilizado na peça - ao que nos consta - é público, a demanda atendida pelo festival é pública, com dinheiro público, portanto há que se pensar em como atender ao público da maneira mais plena e efetiva.

Em dois anos de festival, como convidados ou como intrusos, essa foi a primeira peça que não conseguimos assistir. Por sorte, Maurício já tinha um convite de imprensa e não esbarrou nos cachinhos dourados, mas as seis pessoas que estavam na nossa frente e tinham inclusive mais direito que o Maurício de assistir a peça, não tiveram a mesma sorte. A crítica da peça está publicada aqui.

(Leia também o especial de Juliene Codognotto sobre o FIT 2008) 

A crítica da crítica 2: reloaded

A edição deste domingo da Ilustrada da Folha de São Paulo teve uma puta sacada, que deve ter sido odiada pelos leitores do jornal. Alguém lá de dentro teve a idéia genial de mandar os críticos trocarem de áreas. Como diriam os meus amigos mais mudernos, “desterritorializar” a galera, tirar as autoridades constituídas, ver no que dá. O resultado é uma exposição exacerbada de preconceitos, às vezes até camuflados, mas quase sempre explícitos. O efeito, é claro, é de comicidade e dá até vontade de não enrolar o peixe com essa edição.

Enviar a crítica de dança para um concerto do Iron Maiden foi algo com requintes de crueldade. O relato da indicação de roupas pretas, os corpos que se acumulam e o comentário sobre o “teatrinho” que “funciona muito bem”, demonstram que a crítica Adriana Pavlova se entregou à experiência, mas não foi “despida de preconceitos”, como afirma no início. E que bom que não foi.

Sérgio Sálvia Coelho compara a autoridade de um maestro com a de um diretor de teatro e expõe os seus preconceitos com relação ao que encontra no teatro, que é sua área de especialização: “e todos levantam à chegada de um maestro (que inveja que um diretor de teatro sente disso!)”. Será? Só com experiências como essa pra revelar de onde parte um crítico para fazer o seu trabalho.

Thiago Ney, provavelmente o mais mala de todos os críticos dessa edição especial, foi enviado para assistir uma peça com a Nicete Bruno e o Paulo Goulart. Usou quase a metade do texto para comentar do atraso do público, demonstrando que o limite de caracteres costuma ser mais uma auto-censura do que uma censura real. E é óbvio que, assistindo o que provavelmente é uma das peças mais naturalistas em cartaz, ele ia terminar o texto reforçando a tese do Casseta e Planeta: “por isso não vou ao teatro”. Se fosse só isso, eu também não iria.

Irineu Franco Perpetuo sai pela tangente e dá um jeito de colocar a opinião de um crítico de cinema, amigo seu, no meio do seu texto. Mas explora a metalinguagem nos poucos caracteres de que dispõe, pra questionar a própria crítica especializada. Ali era O LOCAL pra se fazer isso. Esse papel, explícito no título, de uma crítica especializada que “nos diz o que pensar” morreu há muito tempo. Só que é impossível não se deixar influenciar pelas estrelinhas, então que papel elas têm? No cinema, essa relação direta de “cotação”, pura, pobre e simples, fica mais explícita, pela avalanche semanal de filmes que entram em cartaz. E, novamente, servem a quê?

Sérgio Rizzo também rouba no jogo e vai criticar uma exposição de artes plásticas que faz paralelos com o cinema. Sem dúvida, o texto com a menor quantidade de juízo de valores por sílaba. Por conta disso, Sérgio Rizzo está na mira da Bacante pra escrever sobre teatro. Ai da Folha quando tivermos salários exorbitantes a oferecer.

O crítico de gastronomia, Josimar Melo, ficou perdidinho, perdidinho, coitado. Foi mandado para um espetáculo de Sandro Borelli, adaptação de Kafka para a dança. Evoca uma experiência pessoal com a obra de Kafka que ocupa cerca de 30% do seu texto, e não faz sequer um paralelo entre sua experiência e o que assistiu no palco. Chama o pessoal da dança de “pessoal do teatro” e conclui que a adaptação da Cia Borelli “deve ser uma daquelas obras que, como é freqüente na arte, a crítica adora, e o público detesta”. Ele é qual dos dois?

Agora, a pérola dos textos ficou realmente com Fabio Cypriano, que foi sincero em todos os pontos. Relata no início que já é freguês do restaurante e se exime de qualquer imparcialidade crítica. Comenta do mau humor dos funcionários como ponto positivo, quebrando a lógica do juízo de valor. E de lambuja ainda tira com a cara dos críticos de gastronomia - certamente a profissão mais fácil que já foi criada na humanidade.

O ponto lamentável, como quase sempre, é o limite de caracteres - sendo que alguns dos críticos usaram muito mal os poucos caracteres de que dispunham. Mas dava pra haver textos mais longos publicados no site da Folha Online. O ponto altíssimo fica por conta da demonstração corajosa e na prática de que todos somos críticos. Se tirarmos uma média entre os textos, ela vai se aproximar de trabalhos de faculdade em que os alunos são forçados a comentar sobre um tema de que não têm idéia. Contudo, se houver potência no encontro com uma obra, seja ela qual for, por que não criticá-la? Colocá-la em crise, voltando à origem da palavra crítica. Mesmo que o meu repertório não seja amplo sobre a linguagem, sempre sobra a minha vivência pessoal. E pergunte aos atores de teatro infantil se existe ou não um puta potencial crítico nas palavras mais ingênuas das crianças que os assistem.

Continuo não lendo jornais porque são caros, difíceis de manusear, sujam os dedos e chegam depois do horário em que saio de casa. Digo isso, pois, se você for como eu, acesse os textos on-line e confira também as considerações do Marcelo Coelho sobre a idéia e os resultados. Vale também ler o que ele comentou no blog. Não concordo que uma crítica deve propor caminhos distintos pra obra criticada. Pra mim, crítica é só uma desculpa pra dialogar com o artista e, por isso, pode ser feita por qualquer um. Não nego a erudição, pelo contrário, com ela temos mais chances de encontrar pontos de chegada nas obras. Mas utilizar a palavra “especializada”, depois da palavra crítica, é quase um contra-senso, se voltarmos às origens das duas palavras.

Ps1: Se você não tiver a senha para acessar os textos do uol - sério mesmo que você ainda não arranjou uma genérica? - mande um e-mail pra naotenhoasenhadouol@bacante.com.br que enviamos os textos pra você.

Ps2: Abrimos aqui a campanha por um final de semana igual a este na edição de O Globo, em que vamos enviar a Bárbara Heliodora prum show de Death Metal.

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