
Depois de 50 anos, ele voltou à Faculdade de Direito da USP por um só motivo: “Fui buscar meu diploma, finalmente”, diz José Celso Martinez Corrêa. “Vou criar uma universidade antropofágica e preciso do diploma -que, aliás, é bonito, preto, vermelho e dourado.” Zé Celso, diretor do grupo Oficina, nunca advogou, mas seu teatro, que comemora 50 anos, surgiu no centro acadêmico em 1958. “Acho que o teatro tem um sentido de justiça e eu advogo muito por isso. Nesses 50 anos, fui um excelente advogado.” Na saída da faculdade, ele pára, faz pose na estátua do pátio e grita: “Eu amo a justiça de Xangô!”
Mais divertido que isso, só a foto, cuja legenda dizia que o artista “brinca” com estátua no Largo São Francisco. E a Folha ainda diz em seu manual de redação que não usa eufemismos…


A entrevista com ele no Estadão foi engraçada. O melhor foi quando ele (pra variar) falou pra repórter: “Tive uma idéia. Vou ficar pelado”.