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	<title>Comments on: Dramaturgia Crítica &#8211; Terceiro Dia</title>
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		<title>By: Juli =)</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/blog/dramaturgia-critica-terceiro-dia/comment-page-1/#comment-4000</link>
		<dc:creator>Juli =)</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2010 23:47:44 +0000</pubDate>
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		<description>É verdade, talvez não seja uma negação e portanto não exatamente uma contradição, mas me parece uma espécie de fechamento, sabe? Como uma &quot;elite intelectual&quot; mesmo. Falo no sentido de que, pra mim, o que acontece ali é extremamente importante, mas por outro ponto de vista aquelas pessoas (nós - me incluo) estão se encontrando no sentido de reafirmar, de compartilhar algumas coisas pras quais todos já despertaram em suas reflexões individuais. Compartilhamos as angústias a partir daí e isso é bem gostoso, aliás. Mas, é nesse ponto que eu penso que talvez a potência desse encontros acabe ficando em partes limitada porque quase restrita a esse grupo quase fixo, enquanto outros encontros que não reunem Iná, Moreira, Sérgio etc podem ter, por outro lado, uma função mais multiplicadora, de ampliar a inquietação, de levar essas mesmas questões pra outros âmbitos, outros públicos etc. 

Alguém falou que esse movimento poderia ser semelhante ao do CPC em certa medida e tendo isso por base penso que teríamos que partir para a multiplicação e a prática. Ok, posso ser precipitada e admito considerar esse momento uma etapa fundamental e que talvez precise mesmo ser concentrada em quem já está pensando esses temas na mesma profundidade (aqui me excluo, aliás, que Grespan e Pasta são mto fodas pra minha profundidade. rs). Mas acho fundamental considerar desde o começo do processo os movimentos que já acontecem para inclusive pensar esses encontros como uma rede, por exemplo, ainda que pensemos o Latão como centralizador por conta de toda sua história e credibilidade. Em suma, me parece menos potente que o encontro/ movimento continue a acontecer só na Vila Madalena e só para a elite intelectual das artes e algumas áreas afins, já que encontra condições favoráveis em vários cantos de São Paulo pra se multiplicar.    

Bjo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É verdade, talvez não seja uma negação e portanto não exatamente uma contradição, mas me parece uma espécie de fechamento, sabe? Como uma &#8220;elite intelectual&#8221; mesmo. Falo no sentido de que, pra mim, o que acontece ali é extremamente importante, mas por outro ponto de vista aquelas pessoas (nós &#8211; me incluo) estão se encontrando no sentido de reafirmar, de compartilhar algumas coisas pras quais todos já despertaram em suas reflexões individuais. Compartilhamos as angústias a partir daí e isso é bem gostoso, aliás. Mas, é nesse ponto que eu penso que talvez a potência desse encontros acabe ficando em partes limitada porque quase restrita a esse grupo quase fixo, enquanto outros encontros que não reunem Iná, Moreira, Sérgio etc podem ter, por outro lado, uma função mais multiplicadora, de ampliar a inquietação, de levar essas mesmas questões pra outros âmbitos, outros públicos etc. </p>
<p>Alguém falou que esse movimento poderia ser semelhante ao do CPC em certa medida e tendo isso por base penso que teríamos que partir para a multiplicação e a prática. Ok, posso ser precipitada e admito considerar esse momento uma etapa fundamental e que talvez precise mesmo ser concentrada em quem já está pensando esses temas na mesma profundidade (aqui me excluo, aliás, que Grespan e Pasta são mto fodas pra minha profundidade. rs). Mas acho fundamental considerar desde o começo do processo os movimentos que já acontecem para inclusive pensar esses encontros como uma rede, por exemplo, ainda que pensemos o Latão como centralizador por conta de toda sua história e credibilidade. Em suma, me parece menos potente que o encontro/ movimento continue a acontecer só na Vila Madalena e só para a elite intelectual das artes e algumas áreas afins, já que encontra condições favoráveis em vários cantos de São Paulo pra se multiplicar.    </p>
<p>Bjo.</p>
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		<title>By: Paulo Bio Toledo</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/blog/dramaturgia-critica-terceiro-dia/comment-page-1/#comment-3999</link>
		<dc:creator>Paulo Bio Toledo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2010 23:24:33 +0000</pubDate>
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		<description>Juli,

eu concordo que tem várias iniciativas desse tipo na cidade. No entanto, eu acho que o trabalho que o Latão faz nesses mais de 10 anos (com posicionamento político claro) acabou criando uma força em si em torno do grupo e de suas iniciativas. E eu acho que  uma iniciativa dessas acaba ganhando dimensões muito legais quando promovida pelo grupo por conseguir agregar vários círculos de pessoas que de certa maneira tem um perspectiva política parecida mas são de campos de atuação super diversos.

Enfim. O grupo tem esse &quot;poder&quot; agregador e eu acho que sim deveria ir a fundo nisso e criar um foco concreto de discussão ali. Ou seja, aproveitar a força que seu histórico lhe proporciona pra gerar um movimento forte e novo. 

Ou seja, não acho que se trate de &quot;implorar ao Latão&quot; pra fazer mais debate. Mas talvez apontar que aconteceu algo ali, uma convergência de gente e de temas, que deve ser levado adiante. E, eu acredito, que o meio para isso é manter a potência que se deflagrou ali.

Acho muito difícil outro lugar conseguir reunir o César Vieira, o Moreira, o Pedro Pires, a Iná, o Sérgio, o Alexandre Mate e tanta gente que tem uma atuação muito significativa... (isso só falando do teatro, porque tinha gente da história, da filosofia, da educação, da letras, de movimento social ...)

claro que devemos também incentivar e participar desses outros lugares onde acontecem essas iniciativas (principalmente quando rompem com o padrão geográfico). Mas não devemos negar, eu acho, uma fissura que se criou ali - e como arma de combate ao capital eu penso que o grupo deveria explorá-la ao seu limite...

e acho que o pessoal que tava lá percebeu isso também. Percebeu a potência que existia ali! e por isso fez os apelos pela continuidade

Ou seja, quero dizer, que uma coisa não nega a outra...

beijos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Juli,</p>
<p>eu concordo que tem várias iniciativas desse tipo na cidade. No entanto, eu acho que o trabalho que o Latão faz nesses mais de 10 anos (com posicionamento político claro) acabou criando uma força em si em torno do grupo e de suas iniciativas. E eu acho que  uma iniciativa dessas acaba ganhando dimensões muito legais quando promovida pelo grupo por conseguir agregar vários círculos de pessoas que de certa maneira tem um perspectiva política parecida mas são de campos de atuação super diversos.</p>
<p>Enfim. O grupo tem esse &#8220;poder&#8221; agregador e eu acho que sim deveria ir a fundo nisso e criar um foco concreto de discussão ali. Ou seja, aproveitar a força que seu histórico lhe proporciona pra gerar um movimento forte e novo. </p>
<p>Ou seja, não acho que se trate de &#8220;implorar ao Latão&#8221; pra fazer mais debate. Mas talvez apontar que aconteceu algo ali, uma convergência de gente e de temas, que deve ser levado adiante. E, eu acredito, que o meio para isso é manter a potência que se deflagrou ali.</p>
<p>Acho muito difícil outro lugar conseguir reunir o César Vieira, o Moreira, o Pedro Pires, a Iná, o Sérgio, o Alexandre Mate e tanta gente que tem uma atuação muito significativa&#8230; (isso só falando do teatro, porque tinha gente da história, da filosofia, da educação, da letras, de movimento social &#8230;)</p>
<p>claro que devemos também incentivar e participar desses outros lugares onde acontecem essas iniciativas (principalmente quando rompem com o padrão geográfico). Mas não devemos negar, eu acho, uma fissura que se criou ali &#8211; e como arma de combate ao capital eu penso que o grupo deveria explorá-la ao seu limite&#8230;</p>
<p>e acho que o pessoal que tava lá percebeu isso também. Percebeu a potência que existia ali! e por isso fez os apelos pela continuidade</p>
<p>Ou seja, quero dizer, que uma coisa não nega a outra&#8230;</p>
<p>beijos!</p>
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		<title>By: Juli =)</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/blog/dramaturgia-critica-terceiro-dia/comment-page-1/#comment-3998</link>
		<dc:creator>Juli =)</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2010 21:57:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bacante.com.br/?p=4441#comment-3998</guid>
		<description>Paulo,

Nossa, o otimismo também foi uma das partes que mais me chamou a atenção, especialmente na fala do Grespan, quando observou que o capitalismo parece forte externamente, ao abarcar todas as iniciativas em contrário a ele, mas que sua fragilidade estaria justamente nas contradições internas. Sim, o sistema corre para se apropriar de tudo que se cria para combatê-lo e na maior parte das vezes consegue e, nesse ponto, seria possível dizer... puts, então já era, fudeu, o mundo acabou, tudo que eu fizer será incorporado. No entanto, a reação de um e de outro foi mais para o lado do &quot;seja mais rápido&quot;, ou seja, se o sistema se apropria do que você cria com rapidez, responda a isso com rapidez para mudar as estratégias. 

Por outro lado, só pra complementar, o mais doido pra mim é a possibilidade de perceber as contradições inclusive nos espaços, como esse, de respiro ou de &quot;combate&quot; ao capital. Uma delas é falar como se espaços assim fosem absolutamente raros - não é verdade. É certo que não são maioria, mas há iniciativas muito semelhantes e esvaziadas de público. Então, em vez de implorarmos ao Latão para que se responsabilize por fazer isso mas vezes, talvez fosse o caso de conhecermos melhor a cidade em que estamos e ficarmos atentos a essas possibilidades - especialmente as que acontecem na periferia (não por concessão à periferia, muito pelo contrário, mas porque tem uma freqüência incrível ali e uma riqueza outra em termos de variedade de público). 

E, finalmente, antes que meu comentário fique maior que seu post (rs), achei engraçadíssimo que o próprio Pasta, pouco tempo depois de falar do Adorno e de Hotel do Abismo, construiu uma imagem super-parecida com essa, ao falar dele mesmo, olhando de seu apartamento nos Jardins o caos consumista acontecendo lá embaixo. Lembra? 

Beijos,
Juli =)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo,</p>
<p>Nossa, o otimismo também foi uma das partes que mais me chamou a atenção, especialmente na fala do Grespan, quando observou que o capitalismo parece forte externamente, ao abarcar todas as iniciativas em contrário a ele, mas que sua fragilidade estaria justamente nas contradições internas. Sim, o sistema corre para se apropriar de tudo que se cria para combatê-lo e na maior parte das vezes consegue e, nesse ponto, seria possível dizer&#8230; puts, então já era, fudeu, o mundo acabou, tudo que eu fizer será incorporado. No entanto, a reação de um e de outro foi mais para o lado do &#8220;seja mais rápido&#8221;, ou seja, se o sistema se apropria do que você cria com rapidez, responda a isso com rapidez para mudar as estratégias. </p>
<p>Por outro lado, só pra complementar, o mais doido pra mim é a possibilidade de perceber as contradições inclusive nos espaços, como esse, de respiro ou de &#8220;combate&#8221; ao capital. Uma delas é falar como se espaços assim fosem absolutamente raros &#8211; não é verdade. É certo que não são maioria, mas há iniciativas muito semelhantes e esvaziadas de público. Então, em vez de implorarmos ao Latão para que se responsabilize por fazer isso mas vezes, talvez fosse o caso de conhecermos melhor a cidade em que estamos e ficarmos atentos a essas possibilidades &#8211; especialmente as que acontecem na periferia (não por concessão à periferia, muito pelo contrário, mas porque tem uma freqüência incrível ali e uma riqueza outra em termos de variedade de público). </p>
<p>E, finalmente, antes que meu comentário fique maior que seu post (rs), achei engraçadíssimo que o próprio Pasta, pouco tempo depois de falar do Adorno e de Hotel do Abismo, construiu uma imagem super-parecida com essa, ao falar dele mesmo, olhando de seu apartamento nos Jardins o caos consumista acontecendo lá embaixo. Lembra? </p>
<p>Beijos,<br />
Juli =)</p>
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