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E lá se foi o último dia

por Maurício Alcântara

1 Comentário 18 September 2007

Andy/Edie


Espaço bacaninha, ambiente bacaninha. Ótima idéia de misturar personagens, músicas e elementos contemporâneos com o mundinho underground de Andy Warhol. Uma pena que a proposta do espetáculo seja muito mais baseada em estereótipos fáceis do que em uma pesquisa histórica mais aprofundada; é como se Warhol e todo o movimento da Pop Art fosse retratado aqui neste espetáculo com a mesma impessoalidade e superficialidade que o artista usava para retratar suas celebridades. (Fotos: Maurício Alcântara)

Navalha na Carne


Uma montagem certinha sobre um texto sujinho. Um espetáculo cheio de boas intenções, com cenário bonito e luz adeqüada, que conta uma história que muitos já conhecem exatamente do jeito que eles conhecem. Um pouco menos de naturalismo sempre vai bem, ainda mais em um texto duro como o de Plínio Marcos. Senti falta de uma forma diferente nestes personagens, alguma coisa surpreendente e não, por exemplo, um Vado falando com voz empostada, com a boca torta (lembrou até o Nuno Leal Maia, apesar de não ser uma pornochanchada e o ator não usar sunga de crochê)… (Foto: Sandra Módena)

Schoenberg: Pierrot Lunaire

Vocês não esperam que eu também analise um concerto erudito, né? Ah bom. Confesso que esse formalismo da arte erudita me irrita muito. Odeio essas convenções: a orquestra em trajes de gala, aplausos pra orquestra, regente entra em seguida e mais aplausos pra ele (antes mesmo de mostrar o que ele veio fazer, antes mesmo de saber se merecem aplausos ou tomates). Aí o regente cumprimenta só o spalla e a coisa toda começa. Aí o movimento termina, o regente sai aplaudido, vai até a porta e dá meia-volta volta, sempre aplaudido, pra começar o segundo movimento. E a platéia fica comportadinha, fazendo cara blasê e seguindo o livrinho de etiqueta e boas maneiras à risca. Tenha dó, né? Saí no primeio intervalo, fui no mercado comprar chocolate e não voltei. (Foto: Maurício Alcântara – ficou uma droga, eu sei)

Jandira


Trabalho de dança do pernambucano Kleber Lourenço, dialoga bastante com La Divina, do Biño Sauitzvy. Mas dança, como já falei, não é minha praia (ou no caso de Porto Alegre, meu Guaíba). Só posso dizer que é um espetáculo bastante orgânico e bonito de se ver, ao menos pros meus olhos leigos. (Foto: Felipe Ribeiro e Val Lima – como eles conseguem? Um focaliza e outro dispara?)

É isso, minha gente. Valeu pra quem acompanhou, valeu pra assessoria que nos convidou e nos ajudou no que pôde, valeu pra turma que nos deu carona. Próxima parada: Rio de Janeiro!

O que a galera acha

1 comentário

  1. Daniele Avila says:

    esse comentário pro navalha na carne… parece que fui eu que escrevi… rs…
    qndo vcs descobrirem o segredo dos dois fotógrafos, me contem por favor, fiquei curiosa também.


E você, o que acha?

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