Em nossa rápida participação no FIT, em Rio Preto, tivemos acesso também a outras duas peças: Medea – La Extrangera e Galeria 17. Apesar de não terem sido escolhidas – por um critério particular, parcial e pessoal – para serem resenhadas, vale aqui um comentário.
O espetáculo Medea, do grupo espanhol Atalaya, trouxe uma leitura impostada do texto, como se convencionou a serem as montagens de literatura mais clássica. Assim, todos os atores diziam suas falas como se o mundo fosse acabar no momento seguinte, todos muito parecidos. Como a peça foi apresentada em língua espanhola e sem legendas, a compreensão também ficou um pouco comprometida. Mas as imagens em geral, e composição de cena, eram bem feitas. Eles utilizaram dois recursos cênicos interessantes: as pilastras e uma espécie de rede de cordas eram utilizadas de várias maneiras diferentes, compondo quase inteiramente o cenário.
Sobre a outra peça, enfim, comentaremos mais tarde. Já adianto, é uma peça sobre cavalos – com atores imitando cavalos, com projeções de cavalos, miniatura de cavalos, rabo de cavalo e por ai vai.


Em Galeria 17, os atores relinchavam. Em Tempo.Depois, tenho certeza que ouvi relinchos na confusão final (foi delírio?). Em O Homem Provisório, os atores não apenas relincham (com mais talento do que na primeira), mas galopam em cascos de cavalos. Foi um festival eqüestre.