Rumores sobre prováveis exigências, dignas de uma diva, da atriz Juliana Galdino povoaram as rodinhas da galera do teatro que esteve presente na abertura da Mostra de Teatro de Uberlândia – SESC/ATU – 6ª Edição. Mesmo com tanto burburinho, a apresentação do espetáculo de abertura “Comunicação a uma Academia” atrasou 15 minutos (será que a Juliana Galdino agrediu alguém por causa do atraso? gratifica-se quem tiver a informação mais quente) e poupou os espectadores de assistir o vídeo dos patrocinadores que já é tradicional antes do início dos espetáculos. Só teve azar quem pegou os melhores lugares da fila, que teve que aturar vídeo passando em um telão armado na porta do teatro durante todo o tempo, repetindo e repetindo. Uma das minhas promessas esse ano é decorar todas as falas do vídeo até o dia do encerramento (o que não será muito difícil) e promover uma sessão performance: “Vídeo da Mostra? Pode deixar que eu faço a dublagem”.
Neste ano a mostra vai de 07 a 17 de março, com 13 espetáculos de gêneros e estéticas bastante diferentes, o que dá pra pensar que a proposta da curadoria é a diversidade. Seria isso? O que se percebe é que o espaço do Teatro Rondon Pacheco (o único teatro público de médio porte da cidade) foi privilegiado, deixando de lado espaços alternativos, e consequentemente trazendo prejuízos, como o ocorrido em “Comunicação a uma academia” (uma peça de câmara num teatro tão grande). Esse teatro também me deixa com medo de ver prejudicada outra peça: Inveja dos Anjos, grande demais prum palco como o do teatro que a cidade possui (acendam as velas e rezem pra que o trilho e toda a maquinaria caiba no palquinho do cerrado). O fato é que se a cidade já tivesse o esperado Teatro Municipal construído e o Teatro Grande Othelo em condições de uso, alguns problemas poderiam ser resolvidos facilmente.
E só pra avisar, caso veja alguém vestido de pirata dentro durante a Mostra de Teatro de Uberlândia SESC-ATU, esse alguém sou eu. É que como a credencial de imprensa para essa Revista foi negada estou preparando uma fantasia de Jack Sparrow para inaugurar a crítica pirata.


