Começou ontem a Mostra Nacional de Teatro de Uberlândia – 5ª Edição – SESC-ATU – Etapa Nacional. Essa Edição tem como diferencial vir em duas etapas (tipo disco de vinil, lado A e lado B), a primeira local, que aconteceu em novembro do ano passado e enfim a nacional, uma fechando e a outra abrindo oficialmente o ano teatral. A existência das duas etapas, mesmo parecendo um enigma na cabeça de algumas pessoas, movimentou a cidade no final do ano passado, sendo encarada como uma prévia do que viria depois.
O Lado A (ou a Primeira Etapa)
O que passou, passou, não volta mais. Mas não custa nada comentar um pouco sobre o que rolou em novembro, já que nada foi falado aqui na Bacante, visto que o humilde enviado bacantiano do cerrado participou da mostra e não queria fazer a linha egotrip.
Alguns membros da ATU justificaram a novidade de duas etapas como uma exigência do patrocinador. A gente torce que as exigências parem por aí e não comecem a estipular preço de ingressos, quem pode se apresentar, o cachê dos grupos, ou o pior, queira exclusividade na cobertura (o que será dessa revista?).
Essa separação de mostra local e mostra nacional resultou em público escasso na programação que ocorreu na Escola Livre do Grupontapé, o cachê para os grupos foi 33,33% mais baixo, não houve debates e nem oficinas. Por outro lado o calendário teatral ganhou mais uma data, gerando uma ação (tímida) que ajudou um pouco no eterno desejo de união da classe, as performances nos terminais de ô ni bus bombaram, as apresentações numa tenda na Praça Sérgio Pacheco tiveram um público grande e a população pôde acompanhar em 04 dias um panorama do que ocorreu em 2008.
O lado B (ou a Etapa Nacional)
Como o mais importante agora é a etapa nacional, com direito a grupos convidados, filas enormes na porta do Teatro Rondon Pacheco, propagandas na televisão, out-doors na rua, capas dos cadernos de cultura, colunista social tirando fotos e vídeos intermináveis antes das apresentações, vamos ao que interessa.
Até o dia 15 de fevereiro vão acontecer 09 apresentações, de quase todos os gostos e vertentes, dividas entre o Teatro Rondon Pacheco e a Escola Livre do Grupontapé (infelizmente esse ano não teremos nenhum espetáculo na rua). A grande atração desse ano é o Espanca, ganhador I Prêmio Bacante AOCA na categoria Especial Bate que eu Gamo, que abriu o evento ontem com a sua peça “Congresso Internacional do Medo” (podem ficar tranqüilos que não é uma homenagem a Regina Duarte), que para o meu azar não tem a gracinha da Grace Passô em cena, detentora da fama do abraço mais gostoso do teatro mineiro. Mesmo não vendo ela pelos corredores do teatr o, e esperando que ela apareça a qualquer momento lanço a minha campanha “Grace dá um abraço no Emilliano”.
Os outros dois espetáculos convidados são velhos conhecidos nossos, o remake “O Santo e a Porca”, representante local cuja primeira versão participou da Mostra de 2004, e “A Descoberta das Américas”, que já recebeu elogios animados da tia Babi, e esteve por aqui há pouco tempo.
O cardápio dos espetáculos selecionados é composto pelos dois monólogos “Maldito coração: Me alegra que tu sofras” e “O Homem no Escuro”, “Balada de um palhaço” presença garantida em festivais universitários pelo país no ano passado, “Velho Mar”, além de duas pratas da casa, “Simbá o Marujo” que confirma as previsões feitas pela Bacante de fazer sucesso em festivais de teatro e “Canoeiros da Alma” uma produção da UFU.
Com a credencial no pescoço, o coração fazendo tum tum e os pulmões prontos pra respirar teatro (além do fígado preparado para as discussões após espetáculos nos botecos mais sujos do centro), esperamos acompanhar e dividir com nossos leitores tudo o que for possível!



maravilhosaaaaaaaaaaaaaaaaaa a peça “CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO” foi lindoooooo espero ver as outras !!!!bjs