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Porto Alegre: meu post derradeiro

por Maurício Alcântara

3 Comentários 20 September 2007

Esse texto eu escrevi no aeroporto, enquanto esperava meu vôo (que atrasou). Posto agora.

Neste post, nada de teatro: quero compartilhar com todos minhas impressões sobre a cidade. Quem me conhece sabe que o que mais me atrai nos lugares são as coisas improváveis, e sim, a capital gaúcha é muito legal.

Onde mais vocês acham que, em uma caminhada pela “orla” eu chegaria a um parque onde há um acampamento, em que os gaúchos, apegados às suas tradições, montam piquetes, se vestem a caráter e ficam lá, dia e noite, assando churrasco e tomando chimarrão? Juro por deus que não tem nenhum exagero aqui! É como se em São Paulo, nós nos vestíssemos de bandeirantes, construíssemos barcaças e as levássemos ao Tietê! Além disso, é possível vermos a bandeira do Rio Grande do Sul por todos os lados, em vários momentos tive a impressão de estar em outro país. E nem precisa dizer que as pessoas andam pelas ruas com suas garrafas térmicas e chimarrões…

E o sotaque? Ontem eu conversava com o Sidney, rapaz gente-fina do SESC que conhecemos por lá (valeu pelas caronas!), e ele fez um comentário que me deixou aliviado. Ele disse “fazem poucos dias que estou aqui e já estou falando cantado”. Isso realmente era irritante, e fiquei feliz de saber que eu não era o único. Ainda bem que estou voltando pra São Paulo pra recuperar meu sotaque de paulista (que os paulistas insistem em dizer que não têm). Aliás, na saída do hotel, havia um gaúcho fanho. Era simplesmente impossível entender o que ele dizia.

Ainda tenho uma retratação a fazer, o taxi em Porto Alegre é barato sim. Escrevi o contrário porque na primeira noite, entre aeroporto, hotel e teatro na puta que pariu, gastei 90 reais. Deu medo de ser assim o tempo todo, mas felizmente não foi. E por falar nos táxis, achei engraçado que os carros trazem a foto do motorista, mas vários dos que eu peguei não eram dirigidos pelo moço da fotografia…

E uma informação de relevância pública: todos me disseram que a cidade era muito perigosa. Não achei nada de absurdo, a não ser no primeiro dia, em que eu caminhava pelas ruas e encontrei várias crianças armadas até os dentes.


Talvez essse perigo da terra só não fosse maior do que o que vem do céu. No último dia, caminhando pela rua Riachuelo – onde eu estava hospedado – quase fui atingido por um objeto que caiu de um dos edifícios. Fui ver, era um teclado de computador, e despencou a uns cinco metros de mim. Será que era alguém que lia a Bacante no exato momento em que eu passava, me reconheceu e decidiu se vingar?

Mas não apenas de perigos são feitas as ruas de Porto Alegre. Há vários prédios históricos preservados, os museus são todos gratuitos e parece haver uma preocupação de se preservar os edifícios (enquanto em São Paulo a cidade é devorada pela própria cidade). Além dos ipês cor-de-rosa floridos que víamos pela cidade toda, também é impossível não comentar que nas ruas há pessoas vestidas com muito garbo e elegância. Sandrinha Souto iria adorar tudo isso aqui.


E tem ainda algumas coisas estranhas que vi por aí. Vejam com seus próprios olhos.

O que a galera acha

3 comentários até o momento

  1. Leca Perrechil says:

    E ai, Mau. Você tomou ou não chimarrão?

    e outro comentário: Bah!!! 90 pilas de táxi?

    Ai, ai. Em Black River paguei sete no moto táxi, e foi super emocionante.

    bjos.

  2. Sandrinha Souto says:

    Oi, Fofo!
    Realmente eu teria a-do-ra-do tudo isso… Principalmente observar as roubas típicas!

    Mau mau, não fala assim do sotaque gaúcho. Eu acho charmoso. Um cara disse uma vez pra uma amiga que sotaque gaúcho para o português é como o sotaque britânico para o inglês… hehehe.

    Depois me liga pra contar tudinho.

    Bjos :)

  3. Juli =) says:

    Banho ao vivo é ótimooooooooooooo! rsssss Eles vendem?


E você, o que acha?

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