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Próximo Ato 2009 – Primeiro dia: Reverberações…

por Paulo Bio Toledo

Nenhum Comentário 04 November 2009

Ao contrário da extrovertida Juliene Codognotto, minha timidez corrosiva não permite aproximações significativas dos participantes. Além disso, os organizadores que me desculpem, mas o vinho era horrível, o que não facilitou em nada a minha luta contra meus subterfúgios. Então eu caminhei entre aquele mar de sotaques e ficava imaginando como seria cada mundo daqueles tantos grupos. Quais seus ideais, suas dificuldades, visões de mundo, perspectivas de atuação… [Como quando criança eu ficava horas olhando aquelas figuras imensas do “Onde Está o Wally?” e angustiado com aquele mar de gente em movimento...] O que elas têm em comum? Ao mesmo tempo em que parecem todos irmãos, de outro lado, parecem existir abismos incríveis entre cada grupo ali; entre cada região, entre cada estado… Pareceu-me, por alguns segundos, um labirinto semiótico do qual jamais encontraria a saída, ou mesmo algum signo de linguagem em comum (talvez se o vinho fosse um pouco melhor…). No entanto, essa Babel teatral é incrível. Um ambiente absolutamente inquietante. De fissuras, fragmentos, estilhaços de um Brasil inindentificável.

Momentos riquíssimos podem ser conquistados desse encontro principalmente por ter a potência de colocar todos nós, a partir da alteridade, “em crise”. E, inevitavelmente, em movimento.

Em algum momento dessa andança sentamos na platéia do Itaú Cultural para a primeira atividade do evento: Nicolas Bourriaud (que, aliás, a Juli escreveu errado no post dela).

E você, o que acha?

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