Maurício Alcântara comentou: “pomba” e não “ponba”.
Leca Perrechil perguntou: não tem título nem cotação?
Juliene Codognotto comentou: eu usaria “conduziria” no lugar de “conduz”, pois hoje, quando você escreveu, a passagem já estava fechada. Além disso, “Uma pessoa carrega uma carroça seguidA por cinco cães”, no lugar de seguidO.
Leia também a crítica de Sérgio Sálvia Coelho para A última palavra é a penúltima.




Me animei a ser um “crítico de comentário” e como não tem nada para fazer aqui na faculdade, vamos lá:
Primeiramente um comentário, qualquer coisa que o Vertigem faça é necessário ter paciência e chegar 3 horas antes do horário para COMEÇAR a pegar ingressos, vide o FIT-BH em que eles vieram a Belo Horizonte…mas enfim, amenindades…
Sobre a performance, de fato eu me surpreendi com “A última palavra…”, na verdade estava esperando algo bem mais… bem mais…espetacular?! Não sei se seria essa a melhor palavra,mas tratando do Vertigem vamos combinar que simplicidade nunca foi a tonica dos seus projetos, não que seja banal fazer algo daquele tipo mas achei que eles chegaram em uma solução simples para a intervenção (e isso é um elogio), parece que eles deixaram só o essencial na performance principalmente em relação as ações de cada performer. Pelos videos que se via do processo de trabalho (acho que tem alguns no UOL), parece que as ações pipocavam e desse pouco tempo que foi o “processo” eles lapidaram, e deixaram ao que parece o mínimo,apenas as micro-ações/micro-afectividades que se confundem com atividades banais. Macarena Campbell do Zikzira, como “a mulher peixe” (como um amigo meu referiu-se a ele) deslizando perto dos vidros, uma imagem muito simples e bonita.
Achei o espaço e a função receptiva que eles propoem genial, um espaço como um aquario/vitrine, onde se observa e é observado, provocando uma sensação de voyuer e exibicionismo, nunca se sabe quem te observa… tal espaço só colabora para que um leque de possibilidades interpretativas do que está sendo feito se abram…
Transeuntes não atores, se juntam aquele local de passagem e muitos parecem não entender o que se passa ali embaixo,nós nos transformamos em observadores daquela cotidianeidade, de corpos não interpretativos… corpos que se cruzam (que barango isso, tipo fabio junior), o “real” e a ficção. O que eu acho que a performance traz de certa forma é fazer um recorte desse “real” e trazer redimensionado para aquele espaço performativo. Enquanto um senhor com seu filho,por exemplo, passam pela passagem subterranea não entendendo o que se passa, nós como espectadores atentamos a detalhes que no cotidiano não nos chamaria atenção… a performance transforma o cotidiano em espetacular (não, não é no sentido debordiano).
Deixando uma pergunta: quem vigia/observa quem?
É, Paulo, sobram muitas perguntas. Acho que o Vertigem+Zikzirz+Lot conseguiu aquele estado soberbo de obra, que faz com que qualquer leitura que seja feita, no momento em que é exposta, passa a ser reducionista. A multiplicidade de leituras levada ao extremo e flertando com o abismo de sentidos.
Não é o primeiro grupo que utilizou aquela passagem, não será o último, mas acho que haverá poucos que conseguirão se apropriar dessa maneira da idéia de passagem que deixa de ser passagem, sem deixar de ser.
Eu tenho uma vontade desgraçada de definir sentidos, histórias, pra tudo que assisto. Encaixar em narrativas. Acho que a performance me trouxe exatamente essa impossibilidade. Com a troca dos passantes, as histórias que são criadas são a completude da obra que ocorre na cabeça da platéia. Há uma imprevisibilidade.
Mas acho que até essa completude é questionada, na medida em que “todas as histórias parecem já terem sido contadas” e não há razão para criarmos outras. A ideía do esgotamento, do texto do Deleuze, transposta pro palco de forma colaborativa e extremamente imprevisível.
Para se lembrar.
Comente ou mande textos. Só não deixe de aparecer na roda.
Abraço.
A Lenise Pinheiro postou umas fotos bacanas de uma apresentação no seu blog!
http://cacilda.folha.blog.uol.com.br/
É vero, Emilliano. Esqueci de colocar esse link, mas é melhor ir por meio desse permalink aqui:
http://cacilda.folha.blog.uol.com.br/arch2008-04-13_2008-04-19.html#2008_04-15_13_44_44-11668060-0