Apolinismo tecno-egóico ou O que é ser pós-moderno?



Fotos: Adolf Alcañiz
(Atenção: essa crítica sofreu adaptações devido à ausência de 33,333333% dos artistas – no dia da primeira apresentação de CherryBone em São Paulo uma das moças do elenco faltou, mas ainda assim a peça foi apresentada.)
Investigação das linguagens da performance, da dança e da tecnologia 001101010100101010 10101001010101011 00110101010101010100101 10101010101 1010101 101010101010100110010101011 traduzidas 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101 010101010100101 num espetáculo que fala sobre… comida. Isso mesmo: arroz, feijão, tapioca, sushi, o que for. Aquilo que comemos e qual a relação que temos com estes alimentos: essa era a proposta deste espetáculo definido como “de dança”, mas que poderia muito bem servir como uma das instalações destes festivais 11010101101111 de arte 00110111110 eletrônica 0010111010001 que aparecem por aí, como o Emoção Art.ficial, do Itaú Cultural, ou o FILE, da FIESP (que, coincidentemente, começou na mesma semana das duas apresentações de CherryBone no SESC Pompéia).
Do começo ao fim, vemos a tecnologia como protagonista do experimento. Sensores de movimento são instalados no palco e no corpo dos dois solitários performers, e softwares são encarregados de captar os estímulos criados e convertê-los em… bem, em algo que em muito se assemelha a uma proteção de tela daquela do Windows. Uma coisa “tipassim”, mas reagindo aos estímulos do palco.
Basta conhecer um pouquinho do que é pesquisado atualmente em termos de linguagens interativas (e, sobretudo, aplicação artística destas linguagens) pra saber que não é exatamente simples converter movimentos dos artistas em material de cena em tempo real 001101010100101010 10101001010101011 00110101010101010100101 10101010101 1010101 101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101 010101010100101. Ao mesmo tempo, tudo fica muito, mas muito velho quando a intenção é impressionar com a 010111111001101011, e não com o trabalho artístico em si. Onde estava a comida mesmo? O que eles queriam dizer mesmo?
001101010100101010 10101001010101011 00110101010101010100101 10101010101 1010101 101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101 010101010100101 001101010100101010 10101001010101011 00110101010101010100101 10101010101 1010101 101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101 010101010100101. O público sofre com essa falta de tradução, e encontra muito pouco diálogo entre o que é arte cênica e o que é 010111010101010. 010101101010011010101010101000 1010110 10010101101. 001101010100101010 10101001010101011 00110101010101010100101 10101010101 1010101 101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101 – experimentações estas que são necessárias ao artista “hi-tech” em seu processo de criação, mas que não funcionam necessariamente como resultado final. 001101010100101010 10101001010101011 00110101010101010100101 10101010101 1010101 101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101. Qual é, afinal a motivação do artista-programador? Ou será que ele é mais um programador-artista? De qualquer forma,101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101 101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101 101010101010100110010101011 0110010101010010101010101 1001100101 01010101010010101. Aí vem o SESC e traz, quase ingenuamente, 0010101010010101010101 1001 como uma proposta que não se completa, só ostenta 0010101010010101010101 1001 0010101010010101010101 1001, e aí tudo fica com sabor de virtuose.
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