Críticas

Fuerzabruta + A noite dos palhaços mudos

por Kiko Rieser

16 Comentários 05 December 2008

Afinal, o que é arte?

Fernanda Lima:

Reinaldo Giannechini:

Terça Insana:

Rafinha Bastos:

Dois dos maiores mágicos do mundo (David Blaine e Chriss Angel):

Piada 1:

O padre estava atendendo no confessionário, quando deu uma inadiável vontade de ir ao banheiro.
Como as confissões não podiam ser interrompidas, ele chamou uma freira que passava por ali para substituí-lo por alguns instantes.
Deixou com ela uma lista dos principais pecados e das penitências correspondentes.
A freira, muito solícita, concordou.
A primeira pessoa que ela atendeu foi uma bichinha, que já foi logo confessando:
- Padre, eu pequei.
A freira engrossou a voz para se fazer passar pelo padre:
- Qual foi o seu pecado filho?
A bichinha respondeu:
- Eu dei minha bundinha, padre.
A freira procurou na lista e não encontrou nada sobre isso.
Sem saber que penitência deveria dar, pediu licença e saiu à procura do padre. No caminho, encontrou um coroinha e perguntou:
- O que o padre dá para quem dá a bundinha?
O coroinha respondeu:
- Um pastel e uma coca-cola.

Piada 2:

Preocupada com a quantidade de palavrões que Joãozinho diz, a mãe decide pedir ajuda ao padre da paróquia.
- Leve este caderninho e anote cada vez que seu filho falar algum palavrão – aconselha o padre.
- No final do mês, desconte dez centavos por palavrão da mesada do menino e os doe à igreja!
No final do mês, o padre visita a família. A primeira coisa que faz é chamar o Joãozinho e conferir o caderno. Contou os palavrões e disse:
- Meu filho, você proferiu 99 palavrões esse mês! Isso é terrível! Sua mãe descontará 9,90 reais da sua mesada!
- Vamos acertar logo isso – diz o menino.
Sem esconder a Irritação, Joãozinho tira um nota de 10 reais do bolso e entrega ao padre.
- Mas, meu filho, eu não tenho 10 centavos de troco.
- Ah, não tem? Então o senhor pode ir tomar no cu e fica tudo resolvido.

Ilusão de ótica:

Site para brincar:

http://en.akinator.com/

Por mais que as reações humanas sejam sempre imprevisíveis, é bem provável que você, leitor, até o presente momento, lendo esta crítica, tenha se divertido de algum modo. Seja pelo prazer (estético?) de admirar uma pessoa bonita, seja pela graça das piadas e quadros humorísticos, seja pelo mecanismo impressionante do site, seja pelo encanto do ilusionismo, seja pela sensação de novidade da ilusão de ótica.

No entanto, nada disso tem a ver com arte.

Ou com reflexão sobre arte.

Tudo isso pode ter gerado prazer hedonístico, mas não fruição artística.

Assim me parecem ser os espetáculos Fuerzabruta e A noite dos palhaços mudos. Sobre o primeiro já falaram melhor que eu o Paulo e o Maurício. Como já foi dito, é puro deslumbramento imagético, fetichismo da plasticidade. Afinal, não deixa de ser balada, ou show, e, como disse Mariângela Alves de Lima (ainda que, das velhinhas – e aqui fala o moleque –, a Babi seja a mais engraçada – e, portanto, mais condizente com essa crítica –, a Mari é a mais legal e a mais boazinha), vivemos uma época em que “a hipertrofia da visualidade é o arroz-com-feijão dos grandes shows de massa“. O que mais surpreende é que nem se trata de criatividade. O impacto visual não se dá por uma construção plástica, que poderia se constituir em algo próximo a uma instalação. Trata-se de pura tecnologia. Não há nada de minimamente inventivo numa piscina gigantesca, transparente, que desce do teto até pouco acima de nossas cabeças, onde mulheres com vestidos diáfanos (vulgo gatas-molhadas) correm e se jogam, escorregando de um lado para o outro. Não há conceito, nem construção cênica, tudo se apóia na mega-estrutura do aparelho. E o mesmo jogo, com pequenas alterações (muda a luz, a piscina se inclina pra um lado e para o outro, o número de mulheres em ação vai se alterando), é repetido por cerca de dez minutos. Do mesmo modo são feitas as outras “cenas”, chegando até a prescindir do elemento humano em um caso, quando se assume que a protagonista é a máquina, utilizada sem qualquer ressignificação.

Pelo menos no segundo espetáculo isso não acontece. É a pura criatividade humana que sustenta a obra. O que vemos em toda a montagem são gagues de palhaços, artimanhas dos mesmos para escapar de seus perseguidores e truques cênicos engraçadíssimos. Sem dúvida, há um domínio impecável da cena, desde o ritmo até as quebras dos atores e os jogos com a luz. Mas… E o que isso quer dizer? (Música de suspense) Não sei se a arte precisa realmente querer dizer algo específico, ter um discurso definido, mas rir só por rir tem validade artística? Ari Toledo é um artista? É engraçado (“engraçado”? Seriam os guias também artistas?) ver nos guias culturais como cada vez mais se misturam e se indefinem teatro e show de humor (se bem que me disseram que o Guia da Folha agora tem uma parte exclusivamente dedicada à stand-up comedy).

Claro que é muito mais bacana, comparado ao Fuerzabruta, o espetáculo se fundamentar numa tradição tão importante como a do palhaço, ser original e criativo, etc. Talvez até haja um significado ensejando tudo: o humor é capaz de vencer todas as barreiras. Afinal, (e conto mesmo o fim da peça), os palhaços vencem todos os obstáculos, incólumes. Mas este seria um tema completamente irrelevante. Especialmente se pensarmos o espetáculo à luz da época em que a história original, do quadrinista Laerte, foi criada: 1984. Governo Figueiredo, fim da ditadura militar. A história de perseguição e enfrentamento vinha sendo o pão diário da resistência há duas décadas e finalmente começava a dar frutos. A graça dos palhaços dando um chapéu em todo mundo que tentava capturá-los era uma forte crítica e uma exaltação da liberdade. A irreverência típica dos palhaços só vinha acentuar a graça da rebeldia cheia de causa. Hoje, isso não faz mais o mesmo sentido. As perseguições são outras, ideológicas, escamoteadas, muitas vezes sem um alvo definido a enfrentar.

A peça nem precisaria ter um tema, mas penso que, então, deveria de alguma forma provocar o espectador ou incitar-lhe a reflexão. E provocar pode ser simplesmente causar-lhe uma sensação nova. Mas o riso, especialmente esse riso, apazigua, faz tudo ser meramente gostoso e divertido. Assim como pode ser gostoso e divertido um desses espetáculos caça-níqueis vazios, em que a classe teatral adora meter o pau (enquanto reverencia A noite dos palhaços mudos). Claro que a proposta do grupo La Mínima parece ser séria e os caras sabem o que estão fazendo, mas acaba sendo mais uma diversão barata. Não gera inquietação nenhuma. E é isso que penso que a arte precisa estimular.

O Fuerzabruta não chega a ser nada além de uma produção com puros fins mercadológicos. É um objeto, belo de se ver, mas que não tem que ser encarado em sua dimensão subjetiva. É um objeto, fruto do design (como diz Teixeira Coelho, “primo-irmão da publicidade… Motor da sociedade de consumo… Um substituto cômodo para a arte e a cultura, que não precisa ser pensado, apenas comprado e estacionado”), melhor visto à luz disso. A noite dos palhaços mudos, se não chega a ser arte, é, ao menos, um grande jogo de palhaços.

Mas ela realmente não chega a ser arte?

Obs.: No caso do Fuerza, não alimentei o despropósito de se cobrar 120 reais pelo ingresso de um espetáculo subsidiado em sete milhões pela Lei Rouanet. Ganhei di grátis na faixa e é claro que não ia perder a balada… (Claro que alimentei a idéia de que eles também são bacanas, afinal eu fui a contrapartida social, imaginem só)

2 espetáculos e nenhuma reflexão aparentemente proposta

O que a galera acha

16 comentários até o momento

  1. E aí, Kiko, beleza?
    Pena que a gente nem conversou direito
    lá no Satyrianas,
    queria até ter ficado numa mesa,
    papeado mais.
    Satyrianas é aquele turbilhão.
    Agora que já apertei tua mão,
    tenho mais tranquilidade
    pra discordar de vc.
    VÊ só,
    vc diz, sobre a “noite dos palhaços mudos”:
    “Mas o riso, especialmente esse riso, apazigua, faz tudo ser meramente gostoso e divertido”
    Kiko, o riso é uma das coisas que mais
    desestabiliza, mais põe em crise,
    justamente por fugir ao controle.
    Acho que vc já viu “O Nome da Rosa” -
    sempre cito tanto o livro quanto o filme
    qdo falo sobre o riso – tem uma discussão
    longa, filosófica, sobre o riso.
    Vc diz que o espetáculo e/ou o riso dele
    “Não gera inquietação nenhuma”.
    Bom, pode não ter gerado em vc,
    em mim gerou e é capaz de ter gerado em muita
    gente. É o tipo de afirmação
    que fica difícil de abarcar,
    sendo a reflexão algo próprio
    de ser despertado por cada um.
    O que me fez, to dando o meu depoimento
    particular, refletir vendo a peça?
    Temos um ambiente realista – uma festa
    com figurões da alta sociedade -
    no qual figuras, digamos,
    com figuras fantásticas,
    no caso os palhaços.
    O discurso que vc articula de que o espetáculo
    não é arte, me faz pensar o seguinte:
    qual é a utilidade da arte, qual a validade
    dela numa sociedade utilitária, pragmática
    e sem utopia? – lembra da cena do orador, dizendo
    que os palhaços mudos tinham de ser banidos e
    a igreja, os políticos, todos aplaudiam? -
    que não gostam de arte. O palhaço aqui
    é metáfora de todo artista de sua condição
    de expulso numa república pautada
    pelo mercado. Viajei? Talvez, mas
    a peça me fez pensar.E muito.

    A noite dos palhaços mudos, se não chega a ser arte, é, ao menos, um grande jogo de palhaços.
    Abração e que a gente se veja e quem sabe
    continue esse papo pessoalmente
    lá na Rusvel ou em qualquer mesa de bar,
    sobre este ou qualquer outro assunto.

  2. eita, copiei e colei errado,
    a tua citação no final foi erro, não teve nenhum sentido a mais…

  3. Oi Kiko!
    Nossa, que discussão interessantíssima essa que você propõe!
    Mesmo que não concorde contigo, te dou Parabéns pela questão! hehehe.
    Na verdade, eu acho que você foi bem espero e persuasivo em ´nos provocar´, para pensarmos sobre. Parabéns de novo! ;)

    Bem, eu pensei em procurar a definição de ´Arte´ no dicionário, para comentar em cima disso também. Mas mudei de idéia: prefiro dizer O QUE É ´ARTE´ PARA MIM.

    Então, para mim, ARTE É TUDO O QUE ME TOCA, QUE ME FAZ SENTIR, DE ALGUMA MANEIRA.
    Ou seja, penso que É ALGO MUITO SUBJETIVO. Estou errada?

    Um quadro de Tarsila do Amaral pode não dizer nada para uma pessoa. E uma música de Chitãozinho e Chororó pode seduzir e emocionar essa mesma pessoa, tocá-la. Quem sabe, modificá-la. E então? O que podemos chamar de Arte? Quem determina?

    Não vi nenhum desses dois espetáculos que você criticou, infelizmente. Mas pela sua descrição e comentários de amigos, tenho certeza que os acharia muito interessantes.

    Sobre o primeiro: tecnologia não pode ser uma forma de arte? Ou, um instrumento da arte? Por que não? A ´tecnologia´, afinal, não está presente em tudo desde sempre?
    Só pela sua descrição do espetáculo, já consegui vislumbrar beleza na minha imaginação… E, para mim, BELEZA É ARTE. Venha ela de que forma vier…

    Então, sobre as fotos de Fernanda Lima e Reinaldo Giannechini, penso o mesmo. Por que eu não poderia ver Arte/Beleza nelas? Assim com posso ver Arte/Beleza em uma foto de Sebastião Salgado ou Vânia Toledo!? Quem determina o que eu sinto? Quem define o que o artista propõe? Na verdade, acredito que independente da proposta do artista, ARTE TEM VIDA PRÓPRIA. E não está sob o controle de nada. Nem de seu criador. Aí, a maior beleza da Arte para mim.

    Bem, é só minha opinião.

    Beijo!

  4. Uma professora me dizia que arte é identificação. Se a gente ri porque nos identificamos, seria isso arte?

  5. Oi. Acho que a discussão apresentada é muito boa mesmo, mas transita por caminhos facilmente subjetivizados..(o famoso “tudo é relativo”).
    Acho que a provocação da crítica falha justamente onde o Astier apontou. Não há objetivização material dos pontos criticados, o que faz do argumento quase uma “opinião” do autor e não um discurso fundamentado.

    Eu achei a crítica muito boa. E me fez pensar muito sobre o espetáculo dos palhaços, precisamente. Mas, muitos conceitos extremamente complexos (como o riso, a arte, fruição etc.) são utilizados por eles mesmo. Nesse sentido, é bem difícil manter a linha de argumentação, pois quase tudo que você diz Kiko pode ser relativizado.

    No fundo, a pergunta que fica é: o que é arte hoje?
    A crítica que vc faz aos dois espetáculos coloca-os na lista de não-arte hoje. Mas, o que eu acredito é que essa discussão envolve debates filosóficos e históricos e sociais bem mais profundos; se não, a impressão que fica é: os espetáculos não são a “sua visão” sobre a arte (algo como, simplificando: aquilo que não gera reflexão no espectador). E isso, convenhamos, não interessa a ninguém (não por ser a sua… mas por ser uma visão particular – como as críticas da imprensa dominante).

    Nesse sentido, acho que é preciso, pra complexizar esse debate, olhar a fundo, filosoficamente, o que caracteriza historicamente o termo “arte” na organização social contemporanea. Se não ficamos patinando em concepções puramente frageís… como uma “conversa de buteco” (excluindo toda a parte boa disso, é claro).
    Ou seja, é complexu pra caralho…

    sei lá…

    questões meio soltas..

  6. Kiko Rieser says:

    Hum… Nossa, fiquei feliz por ter bombado tanto de comentários. E foi tanta coisa que nem sei por onde responder.
    Tive vontade de voltar ao “Riso”, de Bergson, pra debater a questão do cômico por si só. Nem sempre desestabiliza (vide as duas piadas que postei), e foi isso que quis apontar. Existem vários tipos de riso, e aquele por identificação já pressupõe uma forma de crítica, pois incita à auto-reflexão. Mas não penso que era o caso.
    A arte é algo totalmente subjeitvo, sim. Mas, acima do que ela possa causar no receptor, também devemos olhar para o objeto enquanto tal. Senão, vira uma coisa odara, tudo vale.
    Lógico que é tudo subjetivo pra caralho, porque parte dessa pergunta que não dá pra responder com precisão (mesmo que se pense filosófica-histórico-sócio-político-economicamente): o que é arte?
    Talvez eu tenha fechado mais do que eu gostaria, especialmente no caso do Fuerza. Deveria ter lançado a pergunta ao final também: será que não é mesmo arte?
    Muitas outras questões na minha cabeça…

  7. amanda frança says:

    ai gente , esse papinho do que é arte e o que não é também cansa a beleza né?
    chega de enquadrar e definir, querer criar regras, ou encaixar as coisas em padrôes, esteticas, vamos curtir minha gente, há espaço para todo mundo, se hoje, o besteirol esta lotando temos que nso perguntar porque?
    eu curto tudo minha gente….menos o gerald!rs

  8. Kiko Rieser says:

    A mim não cansa a beleza, não. E não se trata de “enquadrar e definir, querer criar regras, ou encaixar as coisas em padrôes, esteticas”. Se trata de ter um compromisso, coisa que acho que todo artista deveria ter. Se trata de não deixar que a arte vire a mesma cosia que a televisão. Se trata de pensar na relevância do artista e em seu papel dentro da sociedade. Acho arte uma coisa importante demais para não ser pensada e ser somente curtida. E realmente temos que nos perguntar por que o besteirol está lotando tanto. É por tudo isso que me preocupo com o futuro do país e do mundo. É tudo reflexo, e ao memso tempo retroalimentador, do péssimo sistema educacional. Preocupante, muito preocupante…

  9. amanda frança says:

    sim, mas há espaço para todos não acha?
    imagine se todos fossem assim…claro que é preocupante esses besterois que lotam, estamos todos alienados…vc tem razão em sua fala, o que me cansa é esse discurso…ou o falso, aquele que diz que se preocupa, e no fim esta alimentando seu proprio ego, como muitos espetaculos que estão aí, não há comunicação…estamos em uma fase verdadeiramente dificil, ou é raso demais, ou se gira em volta do umbigo, desculpe meu amigo, com raras excessões, o que se tem visto por aí, é pura virtuose.

  10. Paulo luis says:

    o teatro nunca vai acabar, mas parou no tempo.
    paramos no século XIX.

  11. Kiko Rieser says:

    Concordo, Amanda. E isso também é totalmente questionável enquanto arte.
    E também acho que certos besteiróis têm que ter seu espaço. Assim como acho show de humor o máximo. As pessoas têm, sim, que contar piadas. É importante, diversão faz bem pra vida. Longe de mim condenar o lazer. Mas temos que saber o lugar de cada coisa e ter o limite claro do que é burrificante. E tá cheio disso por aí. Peças que reforçam preconceitos, filmes que iludem com idealizações, etc. Acho que temos ter clareza. Só isso.
    Paulo, paramos mesmo? Quando vou ao Oficina, não tenho nem um pouco essa impressão.

  12. Anita says:

    Acho um baita preconceito essa história de desassociar o riso da arte. Que história é essa de “Longe de mim condenar o lazer”? Absurdo… Molière está se revirando no túmulo! E o que significa “temos que saber o lugar de cada coisa”? Não vá me dizer que o lugar do riso é na cozinha!
    Ninguém pode definir o que é arte e o que não é simplesmente pelo seu próprio conceito de “compromisso” artístico (Que compromisso é esse? Político? Social? Ambiental? Paranormal?). Aliás, isso é praticamente indefinível, sobretudo nos dias de hoje em que até as fashion weeks estão entrando na onda do “compromisso artístico”. Será?
    Paulo: o teatro não parou no tempo, não. O teatro está evoluindo tanto, que por meio dele estamos aqui discutindo “o que é arte?”. O tempo não pára de mudar as coisas e os conceitos sobre tudo, inclusive a arte.

  13. Kiko Rieser says:

    Quem desassociou o riso da arte, cara pálida? Eu disse que o riso pode ou não servir aos propósitos da arte. E tá cheio de comédia inteligentíssima pra provar.
    Existe riso inteligente e riso barato. O lugar de riso barato talvez seja na cozinha, ou mesmo em cima do palco, como disse, em show de humor, etc.
    As fashion weeks têm compromisso artístico? Não me faça rir! O que todo artista tem que ter é consciência do seu papel enquanto criador, enquanto alguém que se propõe a acrescentar algo de novo.
    Não ponha palavras na minha boca. E, antes que eu perca definitivamente a paciência com tamanha má fé, vai pra fashion week, vai.

  14. Fabrício says:

    Eu adoro a Fashion Week.
    Teatro puro…

  15. Anita says:

    Oi Kiko! Escrevo diretamente da fashion week pra dizer que vocês aí na Bacante são muito esquentadinhos… (alías, sobre a FW eu havia escrito “compromisso artístico” entre aspas, acho que você entende a ironia. Se bem que é teatro puro mesmo, como diz o Fabrício). Mas enfim, é ótimo trocar farpas com vocês, eu realmente me divirto e adoro os textos que leio por aqui. Faz a gente pensar. Será que isso é arte?
    Bem, vou continuar fazendo a minha arte sem esse rigor todo dos sessentistas, pois o meu compromisso artístico é não ter compromisso algum com compromissos. Se você for assistir a uma peça minha e achar que não é arte, tudo bem! Pode meter o pau que eu vou gostar (ops, no sentido virginal da expressão, claro).
    Abaixo o rigor e os sessentistas, viva a Era Obama! Freedom e Yes, we can!

  16. Juli says:

    hahahaha Adorei o “esquentadinhos”! E que bom que vc se diverte por aqui – isso deve ter haver com a nossa identificação com relação a ‘não ter compromisso com o compromisso’! Será que isso é arte? rssssssss

    Volte sempre, Anita. Isso é, quando não estiver na Fashion Week.

    Beijos,
    Juli =)


E você, o que acha?

Deixe seu comentário

   A Bacante é movida a Wordpress e seu conteúdo é Creative Commons.
   Alguns direitos reservados (BY-NC-SA).