Rosa poética + projeção = teatro???
Beatriz gostava muito de Hilda Hilst. Beatriz gostava muito de teatro. Um dia, Beatriz resolveu juntar Hilda Hilst e teatro, adaptando o texto Matamoros [da Fantasia], uma das três partes do livro Tu Não Te Moves em Ti. Para isso, criou uma peça que contava a história da vida e das alucinações sensuais e ciumentas de Maria MatAMORos, garota frágil, doce e precoce, criada pela mãe, Haiága, numa pequena vila.
Com a ajuda do CCBB e com o uso inteligente de algumas soluções cênicas, a adaptação rolou e está em cartaz até 15 de agosto. De cara, nota-se: Beatriz gosta muito, muito, muito de Hilda – sabe aquele jeito infantil de gostar, aquele gostar de algo que faz a gente não querer largar mais? Então. Beatriz gosta assim e não largou mais a prosa poética da autora escolhida, de forma que as cenas se tornaram um grande Sarau, em que bons atores destinam 90% de sua atuação para recitar Hilda e só.
Não se pode negar que o texto é lindo, flui fácil e suscita muitas imagens. Mas, para o teatro, talvez fosse possível potencializá-lo. O uso de alguns recursos caminha para isso, como é o caso da incorporação do vídeo, muito viva e criativa, e do trabalho de corpo de um dos atores, que confere magia ao que se vê. Outras intenções, no entanto, são sub-aproveitadas, como o compartimento de água em que Matamoros se molha (Será que eu fui a única a esperar que, a qualquer momento, Maria se jogasse naquele rio cênico?).
Sem dúvida, a idéia que merece maior destaque é mesmo a das projeções, que multiplicam significados, brincando com atores e vídeo. A maior parte da filmagem foi realizada na Casa do Sol (onde vivia Hilda) e mostra Simeona, uma doida que atormenta Maria. Neste momento vemos quatro camadas de imagem que fazem sentido individualmente e no todo: a boca de Simeona sobreposta no vídeo à própria Simeona calada, uma fogueira projetada logo abaixo e a menina interagindo com o fogo projetado sobre ela. Fora que ainda tem a poesia.
O que poderíamos esperar de uma peça que parte da obra de uma baita poetisa e tem atores de grande potencial físico? Óbvio, uma grande obra em vídeo. Nessas, a tradução cênica sai perdendo um tanto, mas isso não faz o espetáculo menor. Talvez ele só esteja sendo tratado na revista errada.
20 minutos de recital que poderiam ter sido cortados


nossa… que resenha dispensável… não entendi nada do que vc falou. Irônica e fútil.
opa!
A parte da futilidade e da ironia fui eu.
Assumo, não nego e estou tentando parar!
Inclusive faço parte dos irônicos anônimos, junto com outra pessoa da revista que não posso dizer quem é (afinal ela é anônima).
Eu recomendo pra você que postou aí em cima dar uma nos anônimos anônimos. Talvez você também consiga curar o seu mal.
Acho que o fabrício quis dizer “dar uma PASSADA nos anônimos anônimos”. Até porque não seria fino da parte dele sugerir que a pessoa vá “dar uma” com anônimos que ele nem conhece.
Peço desculpas por ele, mas é que ele faz parte dos comedores de palavras anônimos. Mas não revelo o codinome dele pro pessoal lá não saber qual a cara dele.
O grupo dos anônimos anônimos está sendo processado pelo grupo dos pleonasmos anônimos. Aguardem mais informações.
Desculpa não responder antes, caro Anônimo, mas eu tava viajando. Primeiro, não precisa postar anônimo, não. A Bacante ainda não tem pistoleiros contratados para dar “sustos” em quem critica as resenhas sem argumentos. Que eu saiba.
Quanto às suas palavas, não entendi uma coisa: é dispensável porque vc não entendeu ou vc não entendeu apesar de ser fútil? Se quiser dar mais detalhes, podemos conversar numa boa. Apareça…
Opa… agora fiquei na dúvida se anônimos aparecem…. enfim, só quis dizer pra vc passar sempre por aqui… fica mais divertido.
eu fiquei louca pra ver (sentir)…
(outro anônnimo, já que vcs se divertem tanto!)
Juliene gosta muito de escrever. Fabricio também. Os dois gostam também muito de teatro. Um dia eles resolveram juntar o prazer em escrever e o teatro e viraram críticos de peças num site pretensioso e medíocre! Mas não se esqueçam que Juliene e Fabrício gostam muito muito muito de teatro e escrever, mas quem são de fato eles para dar nota no trabalho dos outros??? Quem? ops… estudantes de jornalismo da Casper? tsc tsc
Drrr, tonto. Eu fiz publicidade.
Agora vamos ver se vc advinha minha pós-graduação?
Bem, mestrado eu ainda não comecei mas já sei que será um estudo sobre as semelhanças entre recados de banheiro e recados anônimos na internet. Procurando paralelos de mediocridade. Por isso a revista medíocre. Obrigado pela sua participação.
Puts, achei muito criativo seu comentário, Anônimo 2! rssssss Mesmo…
Só duas coisinhas:
1. a gente não dá nota, não, a cotação era brincadeirinha…
2. Eu não sou estudante de jornalismo, isso é só o que eu faço alguns dias das 8h às 11h30.
Beijos,
Juli =)
hahahahahahahahaaha… fabrício, e textos literários, você já escreveu algum? peça, conto, ficção, biografia, poesia? tem vontade? acho que sim. beijo.
Oi Maria Clara
Acho que minha já é ficção suficiente. Não, mas se der vontade achoq ue escrevo sim. Provavelmente como peça.
Abraço.
Nossa, eu estou com um problema sério de comer palavras.
Eu quis dizer que minha vida já é uma ficção suficiente.
Abraço.
eu tinha entendido, fabrício. rsrsrs. agora fiquei curiosa: me conta sua ficção? beijo.
Ai, Ana Clara, como você é direta.
Vamos fazer o seguinte, eu vou contando minha ficção pelas resenhas que escrevo. Pode ser?
Xi, além de comer palavras eu tb erro nomes. Preciso tomar ritalina.
Anonimalina! Sem dizer nomes, por favor! Olha o respeito à semana do Anônimo Feliz, menino!
(nossa, péssima essa)
hahahahahahaha