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	<title>Comments on: Miranda e a Cidade</title>
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		<title>By: Alice Ruiz</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/miranda-e-a-cidade/comment-page-1/#comment-3844</link>
		<dc:creator>Alice Ruiz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 20:33:55 +0000</pubDate>
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		<description>Perfeito! Ótimo, mas vamos colocar uma inversão. Os infantis são indicados para todas as idades (concordo plenamente, afinal raramente uma criança vai ao teatro sozinha, pai, mãe, tio, não tem que dormir enquanto a criança se diverte), acredito mesmo na atividade para a família, para todos... Perfeito! Mas o contrário... Um texto indicado para adultos, geralmente colocam uma faixa etária, indicado para maiores de tal idade, a restrição não fui eu que fiz, ao contrário. Foi o Circo Mínimo que definiu que o espetáculo era um desses adultos com restrição de idade. Acredito muito no teatro para crianças, quando digo &quot;teatro para crianças&quot; digo que atende também ao universo da criança e pode abranger o universo de todas as faixas etárias, acredito e tenho profunda admiração por este teatro. Mas a questão é restringir um espetáculo para maiores de 14 anos e trabalhar de uma maneira que mais tem a ver com o universo psico-pedagógico da criança, ou mais precisamente, forçar um peso, uma densidade, a um trabalho que poderia e seria bem melhor se assumisse a sua leveza. Essa mania que o povo tem de achar que teatro para ser sério tem que ser triste, escuro, sombrio, pesado, pessimista... qualquer uma dessas coisas ou tudo isso junto! 

Mas, sinceramente, a questão maior de todas para mim é o que já falei anteriormente... Cada macaco no seu galho, dramaturgo escrevendo, encenador de atores... e assim vai. Acredito muito no ator-criador e na necessidade de ter conhecimento e experimentar as artes de maneira geral, íntegra, mas o lapidar, a coordenação tem que ser de alguém que realmente se dedica àquele determinado estudo. Não acredito em cultura de supermercado, em que todo mundo pega um pinguinho de conhecimento de tudo e faz de tudo... Acredito na experimentação, mas acredito no estudo a fundo, na pesquisa, em anos de trabalho sobre aquela área e até mesmo em aptidões.
Rodrigo Matheus, taí um excelente diretor de cena, cria imagens como ninguém, movimentações de cena, cria climas e tudo mais como ninguém... mas não é diretor de ator, é totalmente perdido no que se refere ao trabalho do ator e poderia passar esta bola, fazer parcerias e sair ganhando.

Beijocas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Perfeito! Ótimo, mas vamos colocar uma inversão. Os infantis são indicados para todas as idades (concordo plenamente, afinal raramente uma criança vai ao teatro sozinha, pai, mãe, tio, não tem que dormir enquanto a criança se diverte), acredito mesmo na atividade para a família, para todos&#8230; Perfeito! Mas o contrário&#8230; Um texto indicado para adultos, geralmente colocam uma faixa etária, indicado para maiores de tal idade, a restrição não fui eu que fiz, ao contrário. Foi o Circo Mínimo que definiu que o espetáculo era um desses adultos com restrição de idade. Acredito muito no teatro para crianças, quando digo &#8220;teatro para crianças&#8221; digo que atende também ao universo da criança e pode abranger o universo de todas as faixas etárias, acredito e tenho profunda admiração por este teatro. Mas a questão é restringir um espetáculo para maiores de 14 anos e trabalhar de uma maneira que mais tem a ver com o universo psico-pedagógico da criança, ou mais precisamente, forçar um peso, uma densidade, a um trabalho que poderia e seria bem melhor se assumisse a sua leveza. Essa mania que o povo tem de achar que teatro para ser sério tem que ser triste, escuro, sombrio, pesado, pessimista&#8230; qualquer uma dessas coisas ou tudo isso junto! </p>
<p>Mas, sinceramente, a questão maior de todas para mim é o que já falei anteriormente&#8230; Cada macaco no seu galho, dramaturgo escrevendo, encenador de atores&#8230; e assim vai. Acredito muito no ator-criador e na necessidade de ter conhecimento e experimentar as artes de maneira geral, íntegra, mas o lapidar, a coordenação tem que ser de alguém que realmente se dedica àquele determinado estudo. Não acredito em cultura de supermercado, em que todo mundo pega um pinguinho de conhecimento de tudo e faz de tudo&#8230; Acredito na experimentação, mas acredito no estudo a fundo, na pesquisa, em anos de trabalho sobre aquela área e até mesmo em aptidões.<br />
Rodrigo Matheus, taí um excelente diretor de cena, cria imagens como ninguém, movimentações de cena, cria climas e tudo mais como ninguém&#8230; mas não é diretor de ator, é totalmente perdido no que se refere ao trabalho do ator e poderia passar esta bola, fazer parcerias e sair ganhando.</p>
<p>Beijocas</p>
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		<title>By: Juli =)</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/miranda-e-a-cidade/comment-page-1/#comment-1738</link>
		<dc:creator>Juli =)</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 19:12:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bacante.com.br/revista/?p=1002#comment-1738</guid>
		<description>Oi, Alice. 

Toda a sua argumentação fica, certamente, muito mais clara pra quem, como você, acompanha o trabalho do dito &quot;moço&quot;. 

Mas, só pra ampliar um pouquinho a discussão que você propõe, gostaria só de pensar contigo uma questão no meio desse balaio todo: é preciso mesmo escolher o &quot;infantil&quot;, no caso dele ou em outros, definitivamente? Vejo que os espetáculos infantis cada vez mais são para &quot;todos os públicos&quot;, não? É o que se fala, por exemplo, da maior parte das peças infantis do Ilo Krugli. Aliás, no FIT Rio Preto, por exemplo, os infantis eram classificados assim: &quot;para todos os públicos&quot;. Não digo que todos tenham essa amplitude ou pretendam atingir realmente a todos, mas talvez em alguns casos seja possível atingir cada público de um jeito diferente no mesmo encontro... o que vc acha?

Beijos,
Juli =)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Alice. </p>
<p>Toda a sua argumentação fica, certamente, muito mais clara pra quem, como você, acompanha o trabalho do dito &#8220;moço&#8221;. </p>
<p>Mas, só pra ampliar um pouquinho a discussão que você propõe, gostaria só de pensar contigo uma questão no meio desse balaio todo: é preciso mesmo escolher o &#8220;infantil&#8221;, no caso dele ou em outros, definitivamente? Vejo que os espetáculos infantis cada vez mais são para &#8220;todos os públicos&#8221;, não? É o que se fala, por exemplo, da maior parte das peças infantis do Ilo Krugli. Aliás, no FIT Rio Preto, por exemplo, os infantis eram classificados assim: &#8220;para todos os públicos&#8221;. Não digo que todos tenham essa amplitude ou pretendam atingir realmente a todos, mas talvez em alguns casos seja possível atingir cada público de um jeito diferente no mesmo encontro&#8230; o que vc acha?</p>
<p>Beijos,<br />
Juli =)</p>
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		<title>By: Alice Ruiz</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/miranda-e-a-cidade/comment-page-1/#comment-1733</link>
		<dc:creator>Alice Ruiz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 05:44:19 +0000</pubDate>
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		<description>Atualmente atuar e escrever tornaram-se ações saborosas para diversos artistas, apenas esqueceram de um pequeno detalhe: é preciso estudar, pesquisar. Não se nasce com o talento e pronto. São tarefas precisas. Para escrever (dramaturgia) é preciso, no mínimo, conhecer a estrutura técnica de um texto dramatúrgico. Vejo atores, bailarinos e curiosos afins escrevendo textos teatrais e montando, alguns ficam até interessantes, alguns bons, mas a maioria fica cheio de lacunas e soluções instantâneas, desesperadas no final do texto, que amarra tudo para tentar dar algum sentido ao que foi escrito. Esquece-se que um bom final depende muitíssimo de como foi o meio (parte mais esquecida da história), quase sempre utilizam o meio do texto para dar andamento ou, como dizem no populacho, para &quot;encher lingüiça&quot;, muito pelo contrário o meio é fundamental é nele que o conflito estabelece-se, aliás, a maioria deste espetáculos nem mesmo há conflito algum, estes espetáculos costumam apresentar suas personagens no começo, dar-lhes uma missão, que eles cumprem e no final mostram ao público o que aprenderam, sem nenhum impecílio, sem nenhum questionamento, sem desvio, sem falha trágica (mesmo nas comédias ela é fundamental). Por favor senhores, lembrem-se que dramaturgia tem seu formato, assim como outras formas de redação e composição literária, não é só ter uma idéia legal e fazer, não é só ser criativo é preciso conhecimento técnico. Especificamente quanto ao novo (velho) espetáculo do Circo Mínimo, não é novidade esta confusão de gênero (infantil, adulto, jovem...). É comum o diretor Rodrigo Matheus tentar falar de um assunto sério, almejar um peso dramático, mas jogar tudo nas imagens e trilha sonora e revelar sua &quot;alma de menino&quot; em cena, criando um espetáculo que não é nem infantil nem adulto e nem para o público em geral, um espetáculo &quot;meio&quot;. Ele deveria assumir a sua capacidade de trabalhar com espetáculos infantis, seria fantástico! Porque os seus espetáculos adultos ou pesam na pieguice ou ficam no meio, nem lá nem cá, nem cômico, nem solene, quase um melodrama sobre uma lata de ervilhas. O moço Matheus deveria apurrinhar menos seus dramaturgos, que fariam seus trabalhos longe do excesso de exigências que Matheus costuma fazer (suponho, afinal não importa o dramaturgo que esteja trabalhando com ele, o texto sempre recai no mesmo erro, mesmo com excelentes dramaturgos, sinal que deve haver uma influência muito forte do diretor Rodrigo Matheus), ele teria um texto mais coerente e tecnicamente correto para trabalhar. Liberte-se Matheus, permita-se surpreender-se um pouco mais com o texto que você pode ter em mãos e deixe descansar um pouco esta idéia de transcrever textos clássicos para a atualidade, ainda não é o momento. Você é talentoso, use o talento que tem, como diretor de cena, não há quem trabalhe melhor as imagens e movimentação que esse moço. Tire o bedelho da dramaturgia dos outros e deixe a preparação de ator (não digo corporal/circense, é claro que disso você entende bem), como dizia: deixe a preparação de ator para outros profissionais, sugestões: pessoal do Barracão Teatro, Lume (Renato Feraccini, Simioni...), Inês Aranha, Lenira Rangel, Victor de Seixas, até nossa cara Candioto... Seu talento está na direção de cena, direção de ator... tisc tisc tisc... esquece isso garoto. Concentre-se no que você realmente brilha e todos ficarão mais felizes. Boa sorte! Evoé e aquele axé!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente atuar e escrever tornaram-se ações saborosas para diversos artistas, apenas esqueceram de um pequeno detalhe: é preciso estudar, pesquisar. Não se nasce com o talento e pronto. São tarefas precisas. Para escrever (dramaturgia) é preciso, no mínimo, conhecer a estrutura técnica de um texto dramatúrgico. Vejo atores, bailarinos e curiosos afins escrevendo textos teatrais e montando, alguns ficam até interessantes, alguns bons, mas a maioria fica cheio de lacunas e soluções instantâneas, desesperadas no final do texto, que amarra tudo para tentar dar algum sentido ao que foi escrito. Esquece-se que um bom final depende muitíssimo de como foi o meio (parte mais esquecida da história), quase sempre utilizam o meio do texto para dar andamento ou, como dizem no populacho, para &#8220;encher lingüiça&#8221;, muito pelo contrário o meio é fundamental é nele que o conflito estabelece-se, aliás, a maioria deste espetáculos nem mesmo há conflito algum, estes espetáculos costumam apresentar suas personagens no começo, dar-lhes uma missão, que eles cumprem e no final mostram ao público o que aprenderam, sem nenhum impecílio, sem nenhum questionamento, sem desvio, sem falha trágica (mesmo nas comédias ela é fundamental). Por favor senhores, lembrem-se que dramaturgia tem seu formato, assim como outras formas de redação e composição literária, não é só ter uma idéia legal e fazer, não é só ser criativo é preciso conhecimento técnico. Especificamente quanto ao novo (velho) espetáculo do Circo Mínimo, não é novidade esta confusão de gênero (infantil, adulto, jovem&#8230;). É comum o diretor Rodrigo Matheus tentar falar de um assunto sério, almejar um peso dramático, mas jogar tudo nas imagens e trilha sonora e revelar sua &#8220;alma de menino&#8221; em cena, criando um espetáculo que não é nem infantil nem adulto e nem para o público em geral, um espetáculo &#8220;meio&#8221;. Ele deveria assumir a sua capacidade de trabalhar com espetáculos infantis, seria fantástico! Porque os seus espetáculos adultos ou pesam na pieguice ou ficam no meio, nem lá nem cá, nem cômico, nem solene, quase um melodrama sobre uma lata de ervilhas. O moço Matheus deveria apurrinhar menos seus dramaturgos, que fariam seus trabalhos longe do excesso de exigências que Matheus costuma fazer (suponho, afinal não importa o dramaturgo que esteja trabalhando com ele, o texto sempre recai no mesmo erro, mesmo com excelentes dramaturgos, sinal que deve haver uma influência muito forte do diretor Rodrigo Matheus), ele teria um texto mais coerente e tecnicamente correto para trabalhar. Liberte-se Matheus, permita-se surpreender-se um pouco mais com o texto que você pode ter em mãos e deixe descansar um pouco esta idéia de transcrever textos clássicos para a atualidade, ainda não é o momento. Você é talentoso, use o talento que tem, como diretor de cena, não há quem trabalhe melhor as imagens e movimentação que esse moço. Tire o bedelho da dramaturgia dos outros e deixe a preparação de ator (não digo corporal/circense, é claro que disso você entende bem), como dizia: deixe a preparação de ator para outros profissionais, sugestões: pessoal do Barracão Teatro, Lume (Renato Feraccini, Simioni&#8230;), Inês Aranha, Lenira Rangel, Victor de Seixas, até nossa cara Candioto&#8230; Seu talento está na direção de cena, direção de ator&#8230; tisc tisc tisc&#8230; esquece isso garoto. Concentre-se no que você realmente brilha e todos ficarão mais felizes. Boa sorte! Evoé e aquele axé!</p>
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