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	<title>Comments on: Querô &#8211; Uma reportagem maldita</title>
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	<description>Em obras</description>
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		<title>By: Bianca</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/quero-uma-reportagem-maldita-2/comment-page-1/#comment-2658</link>
		<dc:creator>Bianca</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:56:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bacante.com.br/revista/?p=1617#comment-2658</guid>
		<description>Bom, para começar queria dizer o quanto é bom ler críticas inteligentes como todas já feitas por aqui.
Sou atriz, fiz parte do processo do Querô, e antes de mais nada queria aproveitar para convidar a todos para a REESTRÉIA da peça no Folias. Será de 13/nov a 12/dez, às sextas e sábados às 00:00h (sessão maldita)...
Mas além disso queria compartilhar o que pude ler e ouvir através desse trabalho. 
Para começar queria dizer que o &quot;Querô&quot; foi resultado de uma oficina de 7 meses no Folias, para as vagas de ator houve mais de 300 inscrições, dessas a administração pegou 45 atores através de cenas e currículos apresentados. Durante os 7 meses chegamos a 39, porém era esperado terem em torno de 15 atores. Visto isso criou-se 4 elencos. Assim, criou-se &quot;Querô&quot; do Folias.
Como já foi dito a visão do Folias é sim BRECHTIANA, é de distanciamento, não se quer envolver o público com emoções, mas fazê-los entender a história para tomarem suas próprias conclusões.
A respeito do que li nesses comentários vi algo dito sobre o repórter de terno e microfone. Bom, assim como a nova peça que está em cartaz no Folias &quot;Medéia, a mulher-fera&quot; às sextas e sábados às 21h e domingos às 20h, &quot;Querô&quot; quer mostrar a ESPETACULARIZAÇÃO de nossa sociedade!
Qual seria o interesse de se montar uma peça como essa se não para retratar ou utilizar os conflitos da nossa sociedade atual? Plínio era perseguido pela Ditadura assim a imprensa era um meio de denúcia, de mudança... a mídia tinha outra função nessa época, por isso o repórter tem outro caráter no papel. Mas hoje vivemos a Ditadura da Mídia, então nosso repórter não poderia ter as mesmas motivamos dos anos de chumbo em pelo século XXI...
Acho que já falei demais... escrevo para discutir a peça e não justificar...Adorei tudo que li e tudo me fez repensar muitas coisas da peça que agora reestreou.
Por isso CONVIDO A TODOS para assistirem novamente e para os que não viram poderem vê-la e participar de mais discussões.
Espero todos por lá às sextas e sábados à meia-noite.
Grata.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, para começar queria dizer o quanto é bom ler críticas inteligentes como todas já feitas por aqui.<br />
Sou atriz, fiz parte do processo do Querô, e antes de mais nada queria aproveitar para convidar a todos para a REESTRÉIA da peça no Folias. Será de 13/nov a 12/dez, às sextas e sábados às 00:00h (sessão maldita)&#8230;<br />
Mas além disso queria compartilhar o que pude ler e ouvir através desse trabalho.<br />
Para começar queria dizer que o &#8220;Querô&#8221; foi resultado de uma oficina de 7 meses no Folias, para as vagas de ator houve mais de 300 inscrições, dessas a administração pegou 45 atores através de cenas e currículos apresentados. Durante os 7 meses chegamos a 39, porém era esperado terem em torno de 15 atores. Visto isso criou-se 4 elencos. Assim, criou-se &#8220;Querô&#8221; do Folias.<br />
Como já foi dito a visão do Folias é sim BRECHTIANA, é de distanciamento, não se quer envolver o público com emoções, mas fazê-los entender a história para tomarem suas próprias conclusões.<br />
A respeito do que li nesses comentários vi algo dito sobre o repórter de terno e microfone. Bom, assim como a nova peça que está em cartaz no Folias &#8220;Medéia, a mulher-fera&#8221; às sextas e sábados às 21h e domingos às 20h, &#8220;Querô&#8221; quer mostrar a ESPETACULARIZAÇÃO de nossa sociedade!<br />
Qual seria o interesse de se montar uma peça como essa se não para retratar ou utilizar os conflitos da nossa sociedade atual? Plínio era perseguido pela Ditadura assim a imprensa era um meio de denúcia, de mudança&#8230; a mídia tinha outra função nessa época, por isso o repórter tem outro caráter no papel. Mas hoje vivemos a Ditadura da Mídia, então nosso repórter não poderia ter as mesmas motivamos dos anos de chumbo em pelo século XXI&#8230;<br />
Acho que já falei demais&#8230; escrevo para discutir a peça e não justificar&#8230;Adorei tudo que li e tudo me fez repensar muitas coisas da peça que agora reestreou.<br />
Por isso CONVIDO A TODOS para assistirem novamente e para os que não viram poderem vê-la e participar de mais discussões.<br />
Espero todos por lá às sextas e sábados à meia-noite.<br />
Grata.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: Um pouquinho de Brasil &#171; Estado Crítico</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/quero-uma-reportagem-maldita-2/comment-page-1/#comment-2186</link>
		<dc:creator>Um pouquinho de Brasil &#171; Estado Crítico</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2009 16:30:53 +0000</pubDate>
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		<description>[...] O meu favorito é Querô, claro, do Folias, em cartaz até 24 de Maio. Podem ler as críticas de Luiz Fernando Ramos, na Folha ou aqui, e de Mariângela de Alves Lima, no Estadão ou aqui. Para um pouco mais de polémica, vão aqui. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] O meu favorito é Querô, claro, do Folias, em cartaz até 24 de Maio. Podem ler as críticas de Luiz Fernando Ramos, na Folha ou aqui, e de Mariângela de Alves Lima, no Estadão ou aqui. Para um pouco mais de polémica, vão aqui. [...]</p>
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		<title>By: Zizelia silva araujo</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/quero-uma-reportagem-maldita-2/comment-page-1/#comment-2162</link>
		<dc:creator>Zizelia silva araujo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 18:36:01 +0000</pubDate>
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		<description>ja faz dois anos que meu  poi morreu
sinto muita falta dele,pois era mas apegada a ele que minha mae,minha mae tambem ja morreu,nao tenho mas pai,nem mae,com tanta saudades ja tentei mim marta duas vezes,fiquei com deprecao apois a morte de meu pai passou o tempo melhorei,mas agora a saudade  almento é a deprecao voltou,sofro muito a falta de meu pai,ele era tudo para mim,minha mae quando moreu eu era muita nova tinha só(6anos),meu pai eu tinha (14anos)pense uma coisa dura de supera nao ter mae é peder o pai.olhar quem  ver esse comentario mim dá uma forca pois tenho medo de nao suporta....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ja faz dois anos que meu  poi morreu<br />
sinto muita falta dele,pois era mas apegada a ele que minha mae,minha mae tambem ja morreu,nao tenho mas pai,nem mae,com tanta saudades ja tentei mim marta duas vezes,fiquei com deprecao apois a morte de meu pai passou o tempo melhorei,mas agora a saudade  almento é a deprecao voltou,sofro muito a falta de meu pai,ele era tudo para mim,minha mae quando moreu eu era muita nova tinha só(6anos),meu pai eu tinha (14anos)pense uma coisa dura de supera nao ter mae é peder o pai.olhar quem  ver esse comentario mim dá uma forca pois tenho medo de nao suporta&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>By: Paulo Bio</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/quero-uma-reportagem-maldita-2/comment-page-1/#comment-2068</link>
		<dc:creator>Paulo Bio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 12:32:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bacante.com.br/revista/?p=1617#comment-2068</guid>
		<description>Primeiro eu discordo quanto à gradativa desconstrução de Plínio Marcos. Se pegar o programa verá em letras garrafais a frase do autor: &quot;MINHAS PEÇAS SÃO ATUAIS PORQUE O PAÍS NÃO EVOLUIU&quot;. Ademais, no corpo do texto do programa há uma referência sobre o &quot;mote&quot; da montagem:

&quot;(...) fizemos um convite público para colegas de palco de forma a que a encenação de &quot;Querô&quot;, fosse uma festa em homenagem e celebração à falta física e à presença perene do Plínio, na lembrança, hoje, 2009, dos dez anos de sua morte.&quot;

E adiante:

&quot;A escolha desta obra do Plínio coaduna-se com provocação geral temática do nosso projeto de Fomento intitulado &quot;Êxodos&quot;, pespectivando as potências do indivíduo diante, dentro e entretanto à uma sociedade contemporânea de instituições e narrativas comunitárias e coletivas absolutamente falidas. O Plínio Marcos, que tem dentro do Galpão do Folias uma foto gigante e itinerante (...) inspirava com sua postura polêmica e subversiva a oportunidade de um projeto com esse, através da figura imaginário do &quot;Querô&quot;.

Com certeza há contradições no espetáculo. Entretanto os 3 pontos que você seleciona são leituras de encenação da obra, a meu ver, e não provas das contradições brechtianas do Folias. 
Realmente não acredito que a encenação mais formal do grupo seja indício de uma re-percepção radical da peça do Plínio. Pelo contrário.

Sobre teu último parágrafo, não consegui compreender a fundo o que você quer dizer com o sarcasmo...
então te peço pra me explicar melhor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro eu discordo quanto à gradativa desconstrução de Plínio Marcos. Se pegar o programa verá em letras garrafais a frase do autor: &#8220;MINHAS PEÇAS SÃO ATUAIS PORQUE O PAÍS NÃO EVOLUIU&#8221;. Ademais, no corpo do texto do programa há uma referência sobre o &#8220;mote&#8221; da montagem:</p>
<p>&#8220;(&#8230;) fizemos um convite público para colegas de palco de forma a que a encenação de &#8220;Querô&#8221;, fosse uma festa em homenagem e celebração à falta física e à presença perene do Plínio, na lembrança, hoje, 2009, dos dez anos de sua morte.&#8221;</p>
<p>E adiante:</p>
<p>&#8220;A escolha desta obra do Plínio coaduna-se com provocação geral temática do nosso projeto de Fomento intitulado &#8220;Êxodos&#8221;, pespectivando as potências do indivíduo diante, dentro e entretanto à uma sociedade contemporânea de instituições e narrativas comunitárias e coletivas absolutamente falidas. O Plínio Marcos, que tem dentro do Galpão do Folias uma foto gigante e itinerante (&#8230;) inspirava com sua postura polêmica e subversiva a oportunidade de um projeto com esse, através da figura imaginário do &#8220;Querô&#8221;.</p>
<p>Com certeza há contradições no espetáculo. Entretanto os 3 pontos que você seleciona são leituras de encenação da obra, a meu ver, e não provas das contradições brechtianas do Folias.<br />
Realmente não acredito que a encenação mais formal do grupo seja indício de uma re-percepção radical da peça do Plínio. Pelo contrário.</p>
<p>Sobre teu último parágrafo, não consegui compreender a fundo o que você quer dizer com o sarcasmo&#8230;<br />
então te peço pra me explicar melhor.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: Lucas</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/quero-uma-reportagem-maldita-2/comment-page-1/#comment-2064</link>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 03:26:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bacante.com.br/revista/?p=1617#comment-2064</guid>
		<description>engraçado, a impressão que tive no final foi a de que o mote central da montagem é ir desmascarando, lentamente, o &#039;denuncismo&#039; social um tanto quanto estereotipado do plínio... a maneira como sua arte adota um engajamento de cima pra baixo e ignora as estruturas materiais que subjazem ao conflito social, etc...

não acho que o folias chega a deslegitimar completamente a obra do autor , mas, no final, o foco da montagem parece ser o de desconstruir o &quot;heroísmo&quot; da &quot;reportagem&quot;.

pelo pouquíssimo que vi até agora, a companhia me parece um grupo bem bretchiano, desses que inclusive leram bretch. acho difícil crer que eles simplesmente reproduziriam uma denúncia social da triste vida dos despaupaerados sem adicionar contradições ao espetáculo (eu não li bretch, mas já ouvi a crítica da crítica).

nesse sentido: a maneira como querô (e os outros menores infratores) passam da desconfiança para indiferença em relação ao repórter; como o coro de marginais e prostitutas vai, aos poucos se desdudando, se entregando, para o público classeartística; a maneira como a mãe de criação de querô se volta contra o repórter na canção final, mas termina a peça se integrando ao coro; o repentino silêncio constrangedor diante do cadáver...

acho que o ponto fraco da montagem está, justamente, em retratar um repórter de terno e microfone de apresentador de auditório, tornando a própria crítica almejada um tanto quanto esteriotipada. talvez fosse contradição demais retratar um jornalisra barbudo intelectual marxista...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>engraçado, a impressão que tive no final foi a de que o mote central da montagem é ir desmascarando, lentamente, o &#8216;denuncismo&#8217; social um tanto quanto estereotipado do plínio&#8230; a maneira como sua arte adota um engajamento de cima pra baixo e ignora as estruturas materiais que subjazem ao conflito social, etc&#8230;</p>
<p>não acho que o folias chega a deslegitimar completamente a obra do autor , mas, no final, o foco da montagem parece ser o de desconstruir o &#8220;heroísmo&#8221; da &#8220;reportagem&#8221;.</p>
<p>pelo pouquíssimo que vi até agora, a companhia me parece um grupo bem bretchiano, desses que inclusive leram bretch. acho difícil crer que eles simplesmente reproduziriam uma denúncia social da triste vida dos despaupaerados sem adicionar contradições ao espetáculo (eu não li bretch, mas já ouvi a crítica da crítica).</p>
<p>nesse sentido: a maneira como querô (e os outros menores infratores) passam da desconfiança para indiferença em relação ao repórter; como o coro de marginais e prostitutas vai, aos poucos se desdudando, se entregando, para o público classeartística; a maneira como a mãe de criação de querô se volta contra o repórter na canção final, mas termina a peça se integrando ao coro; o repentino silêncio constrangedor diante do cadáver&#8230;</p>
<p>acho que o ponto fraco da montagem está, justamente, em retratar um repórter de terno e microfone de apresentador de auditório, tornando a própria crítica almejada um tanto quanto esteriotipada. talvez fosse contradição demais retratar um jornalisra barbudo intelectual marxista&#8230;</p>
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