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Críticas

Simbá, o marujo

por Emilliano Freitas

1 Comentário 06 May 2008

Seguindo a fórmula mágica do teatro infanto-juvenil

Fotos: Divulgação

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O programa informa que o processo de “montagem da peça Simbá, o marujo segue a linha de investigação da Trupe de Truões no universo infanto-juvenil”. Enquanto os atores entravam para dar os três sinais tradicionais do teatro, balançando sininhos e cantando, fiquei esperando que a linha que costuraria a nova montagem fosse de outra marca da já usada nas outras peças infantis do repertório do grupo. O que me deixava atiçado em minha cadeira (após um longo atraso), era o que tinha ouvido falar, pelos corredores obscuros do teatro uberlandense, sobre o fato dessa montagem usar – além da já tradicional narrativa com o auxílio de objetos – sombras contando com a assessoria (conforme o programa da peça) de “um dos grupos mais conceituados do país na área: o Giramundo“.

Arestas metálicas de um cubo, tendo ao fundo um painel com várias bacias verdes e azuis, sobre um colchonete com listras da cor do mar, aparentemente delimitariam o espaço cênico. Os seis atores, usando figurinos trabalhados com toalhas e roupas de banho, desmentem a minha imaginação e tomam o espaço além do delimitado pelo cenário.

Já começam o espetáculo cantando, o que faz abrir sorrisos nas caras da “galerinha de teatro” que estava na platéia (inclusive desse crítico) confiantes na preparação vocal que não deixaria nenhuma velhinha surda perder parte da história se estivesse sentada na última fileira. Desempolgo quando percebo que a música ao vivo, com o desnivelamento dos gêneros (meninas na sombra dos meninos), no decorrer da peça divide espaço com o som mecânico. Uma pena, porque nos momentos em que o som das caixas entra, os próprios atores em cena poderiam dar melhores soluções e, conseqüentemente, concisão à linguagem.

Assim como a última montagem da trupe, Ali Babá e os quarenta ladrões, a história do marujo Simbá é também um conto de As mil e uma noites. Sem querer ensinar que devemos respeitar o meio ambiente ou as leis de trânsito, as aventuras do marinheiro abordam assuntos que deixaria uma pedagoga de cabelos em pé só por citá-los em um teatro para criança, como a morte (maridos sendo enterrados vivos com as esposas mortas), caçadas (matando manadas de elefantes para tirarem os marfins) e até sexo (com direito a acasalamento de cavalos), tratados com ludicidade.

Adaptado pelos próprios atores, o texto ágil é intercalado com cenas poético-visuais, que além de utilizar a sombra, explora as possibilidades imagéticas do corpo. A precisão técnica destas dita as variações do ritmo, em que acrobacias transmitem signos genéricos (fazendo com que cada criança especifique de seu jeito) e promovem a cumplicidade entre atores e público. As sombras e uso de objetos parecem ficar em segundo plano, visto que a manipulação não tem a mesma precisão dos corpos e o caráter ilustrativo específico cai em maniqueísmos de teatrinho infantil (tão combatido em discursos festivalóides).

Fora as acrobacias e sombras, a linha de investigação que o programa informa cheira aos outros três espetáculos infantis já montados pela companhia. Uns poderiam dizer que isso é um ponto forte do grupo, visto que está consolidando uma linguagem que lhe dá identidade. Os atores narram a história à maneira já vista na trajetória do grupo (com as mesmas intenções, olhos arregalados e gracejos), com pouquíssimas variações na narrativa (como a dança-canção-narração da atriz-manifestante Maria de Maria). A busca por uma marca acaba levando à falta de surpresa, e os novos elementos incorporados em cena soam alegóricos.

Às vezes são apenas fantasias de um crítico chato, acreditando que após aprenderem a fórmula mágica de fazer um espetáculo que agrada crianças, adultos e curadores (e com certeza, os festivais de teatro infantil do país terão em sua programação o grupo uberlandense), cumprem a tabela preferindo continuar na zona de conforto a arriscar num teatro cercado por educadores controlando o que as suas inocentes crianças podem ver (e não se importam em ver cavalos namorando, desde que seja com acrobacias).

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3 adultos para cada criança na platéia.

O que a galera acha

1 comentário

  1. Julee says:

    eu adoreiii .. foi a 1 vez q fui num teatro e putss
    foi mto mto engraçadoo e mto beem feitooo…
    bacana d+++
    estao d parabeensss ^^
    bjokss


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