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	<title>Comments on: Viver sem Tempos Mortos</title>
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		<title>By: Stace</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2320</link>
		<dc:creator>Stace</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 12:43:54 +0000</pubDate>
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		<description>mas nada paga o &quot;...quase uma caneta Montblanc...&quot;. Golpe de mestre! um bjo Mau!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mas nada paga o &#8220;&#8230;quase uma caneta Montblanc&#8230;&#8221;. Golpe de mestre! um bjo Mau!</p>
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		<title>By: Valmir Jr.</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2302</link>
		<dc:creator>Valmir Jr.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 19:34:34 +0000</pubDate>
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		<description>Opaaaaaaaaa, beijos na minha bunda? Possível ou não?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Opaaaaaaaaa, beijos na minha bunda? Possível ou não?</p>
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		<title>By: Juli =)</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2299</link>
		<dc:creator>Juli =)</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 18:52:38 +0000</pubDate>
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		<description>Depois de longo período de exílio em paralelepípedos mineiros, venho dar uma de Caetano... gente &#039;eu acho lindo&#039; essa gente linda aqui discutindo e marcando a cerveja. Que bom que existe internet! Imaginem como faríamos pra marcar o buteco pelas Cartas do Leitor da Folha!!!

Agora, queridos, tenho algumas sugestões sérias:

1. Adotar o codinome Zazá, em homenagem ao comentário da Marilia (Sim, Marília, pra nós vc pode falar! Fique à vontade), principalmente porque eu também tenho essa imagem horrível nos meus pesadelos.
2. Fazer uma gincana em homenagem ao Otávio. Adorei a comparação - que me pareceu, em si, uma bela crítica à nossa maneira às vezes tão &quot;surdinha&quot; de discutir.
3. Butecos semanais (ou duas, três vezes por semana...) com Original e outras pra nos prepararmos pra vinda do Astieca. Nestas reuniões poderemos mandar os outros tomarem no cú e depois considerá-los pra caralho - ou não; discutiremos de novo o FHC, as CPIs e as greves da USP; obrigaremos o Valmir e o Marco (este colaborador lacônico) e tomar a cerveja possível; daremos beijos na bunda do Valmir; nos chamaremos de &quot;amor&quot; e nos daremos novos apelidos cada vez mais carinhosos e escreveremos manifestos que rasgaremos em seguida por nunca serem suficientemente completos.

Beijos,
Juli =)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de longo período de exílio em paralelepípedos mineiros, venho dar uma de Caetano&#8230; gente &#8216;eu acho lindo&#8217; essa gente linda aqui discutindo e marcando a cerveja. Que bom que existe internet! Imaginem como faríamos pra marcar o buteco pelas Cartas do Leitor da Folha!!!</p>
<p>Agora, queridos, tenho algumas sugestões sérias:</p>
<p>1. Adotar o codinome Zazá, em homenagem ao comentário da Marilia (Sim, Marília, pra nós vc pode falar! Fique à vontade), principalmente porque eu também tenho essa imagem horrível nos meus pesadelos.<br />
2. Fazer uma gincana em homenagem ao Otávio. Adorei a comparação &#8211; que me pareceu, em si, uma bela crítica à nossa maneira às vezes tão &#8220;surdinha&#8221; de discutir.<br />
3. Butecos semanais (ou duas, três vezes por semana&#8230;) com Original e outras pra nos prepararmos pra vinda do Astieca. Nestas reuniões poderemos mandar os outros tomarem no cú e depois considerá-los pra caralho &#8211; ou não; discutiremos de novo o FHC, as CPIs e as greves da USP; obrigaremos o Valmir e o Marco (este colaborador lacônico) e tomar a cerveja possível; daremos beijos na bunda do Valmir; nos chamaremos de &#8220;amor&#8221; e nos daremos novos apelidos cada vez mais carinhosos e escreveremos manifestos que rasgaremos em seguida por nunca serem suficientemente completos.</p>
<p>Beijos,<br />
Juli =)</p>
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	<item>
		<title>By: Mau Alcântara</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2296</link>
		<dc:creator>Mau Alcântara</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 02:50:37 +0000</pubDate>
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		<description>Eu achei que ela era estrábica, durante a peça. Mas depois percebi que, na verdade, eu é que sou míope e ela estava com um daqueles &quot;elegantes&quot; microfones minúsculos pregado no rosto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu achei que ela era estrábica, durante a peça. Mas depois percebi que, na verdade, eu é que sou míope e ela estava com um daqueles &#8220;elegantes&#8221; microfones minúsculos pregado no rosto.</p>
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	<item>
		<title>By: Fabricio Muriana</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2295</link>
		<dc:creator>Fabricio Muriana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 02:48:03 +0000</pubDate>
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		<description>Depois de alguns dias olhando pra foto da Fernandoca na home, reparei que ela é ligeiramente estrábica.
Ou o fotógrafo mandou muito mal no cotoxó.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de alguns dias olhando pra foto da Fernandoca na home, reparei que ela é ligeiramente estrábica.<br />
Ou o fotógrafo mandou muito mal no cotoxó.</p>
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	<item>
		<title>By: Marilia Ferreira</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2293</link>
		<dc:creator>Marilia Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 20:50:09 +0000</pubDate>
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		<description>Antes de tudo só queria comentar sobre a questão da Zazá...não posso falar isso pra qualquer um, se não me marcariam a testa com um louca! Mas, sempre que eu vejo a Fernanda me remete a este personagem; detalhe que odiei a novela e tudo que tem a ver com ela.

Quero mais assistir este espetáculo pra confirmar, ou não, minhas suspeitas para com Fernanda. Dessa ótima atriz que ouço dizer as quatro cantos, mas que não pude comprovar com os meus olhos.

To na batalha pra conseguir um ingresso; batalha quase perdida, mas...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de tudo só queria comentar sobre a questão da Zazá&#8230;não posso falar isso pra qualquer um, se não me marcariam a testa com um louca! Mas, sempre que eu vejo a Fernanda me remete a este personagem; detalhe que odiei a novela e tudo que tem a ver com ela.</p>
<p>Quero mais assistir este espetáculo pra confirmar, ou não, minhas suspeitas para com Fernanda. Dessa ótima atriz que ouço dizer as quatro cantos, mas que não pude comprovar com os meus olhos.</p>
<p>To na batalha pra conseguir um ingresso; batalha quase perdida, mas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: Paulo Bio</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2292</link>
		<dc:creator>Paulo Bio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 02:26:10 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Astier,
Sobre a frase do FHC, vc tem razão, suas origens são bem obscuras. Ele nega. Uns contam essa versão. Outros o contrário. Mas é uma frase-emblema, como vc disse, que representa um período histórico e, particularmente, a postura política de um cara com ideias, no papel, tão díspares de sua prática neoliberal. Não quis denegrir a imagem do FHC, mas retomar a questão do seu governo que rompeu com toda e qualquer pensamento &quot;a esquerda&quot; contido em sua obra. Foi só a maneira de contrapor-se a afirmação de que ele era &quot;o ápice da esquerda&quot;. A frase, real ou não, carrega um sentido bem claro de que o PSDB já havia rompido com qualquer tendência de esquerda muito antes da aliança com o PFL pra vencer as eleições de 94. Ou seja, não procurei julgar o cara pela frase, usei a frase justamente pelo emblema que ela representa. (eu acredito bastante que a frase é real; pois a coincidencia para com o desenrolar histórico é imensa)

Sobre o congresso não quis dizer que há polarização. Mas quis dizer que não há &quot;horizontalização&quot; nenhuma. (mas vc tem razao que a frase parece outra coisa).

Sobre a desilução com as esquerdas. Eu não apenas entendo como compactuo firmemente com vc Astier. Eu ainda faço parte do ME e vejo violências tremendas dos grupos aparelhados pelos partidos, PSTU, PCO, PT, PMDB.... (o PC do B, felizmente, mantém-se inerte e satidfeito com seu palácio na UNE)
Não procurei com o comentário polarizar as coisas, mas simplesmente afirmar que os lados (por mais diluidos que possam parecer) existem e atuam. Negá-los me soa sempre como a reprodução desse disseminado &quot;niilismo político&quot; 

Mas eu acho que a reprodução ideológica do PT no governo não pode ser vista como a prova cabal do &quot;tudo farinha do mesmo saco&quot;. (embora sempre digam isso) Existe ainda pensamento político diverso; há diferença substancial no discurso do DEM para o PT (mesmo aliado do PL), por exemplo (mesmo estando defendendo praticamente a mesma ideologia de mercado). Quando surgiu o escandalo do mensalao o Jorge Bornhausen (PFL, na época) disse sobre o PT:&quot;essa raça vai acabar&quot; (vê? Há oposições tão grandes, ideológicas, que quase raças... )

Essa homogeneização que fazem (tipo, o PT que sempre prezou pela ética fez o mensalão, que sempre disse contra isso mas fez tbm etc etc etc) é uma tentativa de sempre diluir o pensamento político e colocar tudo no nível da prática contraditória. Mas as diferenças são enormes! 
A Folha disse que vivemos uma ditabranda (e não existe direita?).
Por mais desetimulador que possa parecer o jogo político há diferenças muito amplas e consideráveis.

E o pensamento de esquerda não pode ser diminuido a partir da prática, muitas vezes medíocre, de grupos e partidos que levantam suas bandeiras.
Isso é o que querem que façamos. 

É tipo dizer que o marxismo é uma merda pois Stalin matou milhões. Há pensamento, e há eternas hipocrisias.

me agrada muito esse assunto e eu realmente entendo tua posição Astier, mas vamos mesmo precisar de horas no bar pra aprofundar tudo isso, como eu acho que merece. 
E só vamos conseguir quando estivermos bebados demais pra lembrar no outro dia...

abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Astier,<br />
Sobre a frase do FHC, vc tem razão, suas origens são bem obscuras. Ele nega. Uns contam essa versão. Outros o contrário. Mas é uma frase-emblema, como vc disse, que representa um período histórico e, particularmente, a postura política de um cara com ideias, no papel, tão díspares de sua prática neoliberal. Não quis denegrir a imagem do FHC, mas retomar a questão do seu governo que rompeu com toda e qualquer pensamento &#8220;a esquerda&#8221; contido em sua obra. Foi só a maneira de contrapor-se a afirmação de que ele era &#8220;o ápice da esquerda&#8221;. A frase, real ou não, carrega um sentido bem claro de que o PSDB já havia rompido com qualquer tendência de esquerda muito antes da aliança com o PFL pra vencer as eleições de 94. Ou seja, não procurei julgar o cara pela frase, usei a frase justamente pelo emblema que ela representa. (eu acredito bastante que a frase é real; pois a coincidencia para com o desenrolar histórico é imensa)</p>
<p>Sobre o congresso não quis dizer que há polarização. Mas quis dizer que não há &#8220;horizontalização&#8221; nenhuma. (mas vc tem razao que a frase parece outra coisa).</p>
<p>Sobre a desilução com as esquerdas. Eu não apenas entendo como compactuo firmemente com vc Astier. Eu ainda faço parte do ME e vejo violências tremendas dos grupos aparelhados pelos partidos, PSTU, PCO, PT, PMDB&#8230;. (o PC do B, felizmente, mantém-se inerte e satidfeito com seu palácio na UNE)<br />
Não procurei com o comentário polarizar as coisas, mas simplesmente afirmar que os lados (por mais diluidos que possam parecer) existem e atuam. Negá-los me soa sempre como a reprodução desse disseminado &#8220;niilismo político&#8221; </p>
<p>Mas eu acho que a reprodução ideológica do PT no governo não pode ser vista como a prova cabal do &#8220;tudo farinha do mesmo saco&#8221;. (embora sempre digam isso) Existe ainda pensamento político diverso; há diferença substancial no discurso do DEM para o PT (mesmo aliado do PL), por exemplo (mesmo estando defendendo praticamente a mesma ideologia de mercado). Quando surgiu o escandalo do mensalao o Jorge Bornhausen (PFL, na época) disse sobre o PT:&#8221;essa raça vai acabar&#8221; (vê? Há oposições tão grandes, ideológicas, que quase raças&#8230; )</p>
<p>Essa homogeneização que fazem (tipo, o PT que sempre prezou pela ética fez o mensalão, que sempre disse contra isso mas fez tbm etc etc etc) é uma tentativa de sempre diluir o pensamento político e colocar tudo no nível da prática contraditória. Mas as diferenças são enormes!<br />
A Folha disse que vivemos uma ditabranda (e não existe direita?).<br />
Por mais desetimulador que possa parecer o jogo político há diferenças muito amplas e consideráveis.</p>
<p>E o pensamento de esquerda não pode ser diminuido a partir da prática, muitas vezes medíocre, de grupos e partidos que levantam suas bandeiras.<br />
Isso é o que querem que façamos. </p>
<p>É tipo dizer que o marxismo é uma merda pois Stalin matou milhões. Há pensamento, e há eternas hipocrisias.</p>
<p>me agrada muito esse assunto e eu realmente entendo tua posição Astier, mas vamos mesmo precisar de horas no bar pra aprofundar tudo isso, como eu acho que merece.<br />
E só vamos conseguir quando estivermos bebados demais pra lembrar no outro dia&#8230;</p>
<p>abraço!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Mau Alcântara</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-2/#comment-2291</link>
		<dc:creator>Mau Alcântara</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 02:06:25 +0000</pubDate>
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		<description>Mas gente, calma!
Cadê a festividade?? Não tinha um lado que tinha isso??
Hahahaha</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas gente, calma!<br />
Cadê a festividade?? Não tinha um lado que tinha isso??<br />
Hahahaha</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Astier Basílio</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-1/#comment-2289</link>
		<dc:creator>Astier Basílio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 00:56:03 +0000</pubDate>
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		<description>engraçado, tava lembrando, Paulo que vc achou &quot;escroto&quot; o Fábio por retirar uma palavra do contexto que a Veja fazia isso e tal. E, qdo fui beber água na geladeira esses dias, fiquei pensando q a esquerda morreu de fazer isso com FHC sobretudo nessa frase q ele cita; eu tenho a impressão - não é certeza - de que quando a frase foi dita, dentro de uma situação em que o interlocutor evocava uma passagem do livro dele referente a algo bem específico, FHC disse &quot;esqueça o q eu escrevi&quot; para responder aquela questão. 
De qualquer forma, não vou defender FHC. Eu enchi o saco de dizer palavra de ordem contra ele no meu tempo de movimento estudantil. Sobretudo no congresso da UNE de Goiânia onde eu vi o nascedouro da corrupção dos partidos de esquerda, o vestibular pra bandido e ludibriador - eu tava lá, vi gente do movimento punk ser agredido com violência; vi o PC do B fraudar delegado - eu fui eleito no meu curso, concorri com 5 chapas, venci e o meu curso teve dois delegados porque o DCE dominado pelos comunistas fraudou o processo e colocou &quot;uma deles&quot; lá. Não vou dar a ficha corrida do q eu eu vi no Congresso pq não vale a pena. 
Em seguida trabalhei dentro do gabinete de dois parlamentares, um vereador outro deputado, do Partido dos Trabalhadores. Eu falo de um contexto histórico que eu testemunhei, que eu vi. 
Mas, voltando: o &quot;esqueçam o escrevi&quot; fora ou dentro do contexto mereceu mesmo ser colada nas costas de FHC pq é uma &quot;frase-sintoma&quot;, uma &quot;frase-emblema&quot; que emblematiza bem o espírito FHC e todo o seu funesto primeiro e segundo mandato,

Não sei se entendi bem o que você quis dizer Paulo, do fundo do coração quando você diz 

&quot;Se você der uma pequena olhadela no plenário nacional assistirá discursos corroídos do mais arcaico coronelismo provinciano, e, de outro lado, da mais radical postura socialista&quot;.

Não quero pecar por descontextualizá-la, mas pensar a partir dela me faz ter um outro ponto de vista. Sinceramente e com toda a admiração que tenho por você, eu não consigo enxergar o &quot;outro lado&quot; com discursos da &quot;da mais radical postura socialista&quot;. Embora concorde plenamente quando você diz que o discurso quando você fala que é um discurso conservador achar anacrônico a questão &quot;direita e esquerda&quot; 

Pensando além. O que vejo - minha memória é boa: lembro vagamente de Figueiredo - uma ou duas imagens só; lembro bem de Sarney, passei minha infância sonhando com o fim da inflação e a cura da Aids; lembro melhor ainda de Collor, sai de mãos dadas com meu pai gritando Collor, pus o adesivo da campanha dele no meu caderno, e anos depois sai sozinho com meus colegas de curso mandando ele ir pra rua, sim, eu fui cara pintada - lembro que levei uma surra da minha mãe quando cheguei em casa: até hoje me orgulho dessa surra de corda; de Lula I, sai nas ruas, fiz campanha, distribui santinho...
O q eu vejo não é a polarização direita esquerda no plenário - 
Minha &quot;retinas fatigadas&quot; não conseguem.
Eu, à medida do possível acompanho tv Câmara e tv senado - não é mas sim a mesma peça mambembe sendo encenada; o mesmo mau teatro sendo encenado; a diferença é que rolou um sistema coringa e os que diziam antes que instalar CPIs era um instrumento legítimo democrático e espaço para transparência política, agora diz que CPI é instrumento eleitoreiro, que quem quer CPI é contra o Brasil - pra ficarmos num contexto bem de agora, como é o caso da CPI da Petrobras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>engraçado, tava lembrando, Paulo que vc achou &#8220;escroto&#8221; o Fábio por retirar uma palavra do contexto que a Veja fazia isso e tal. E, qdo fui beber água na geladeira esses dias, fiquei pensando q a esquerda morreu de fazer isso com FHC sobretudo nessa frase q ele cita; eu tenho a impressão &#8211; não é certeza &#8211; de que quando a frase foi dita, dentro de uma situação em que o interlocutor evocava uma passagem do livro dele referente a algo bem específico, FHC disse &#8220;esqueça o q eu escrevi&#8221; para responder aquela questão.<br />
De qualquer forma, não vou defender FHC. Eu enchi o saco de dizer palavra de ordem contra ele no meu tempo de movimento estudantil. Sobretudo no congresso da UNE de Goiânia onde eu vi o nascedouro da corrupção dos partidos de esquerda, o vestibular pra bandido e ludibriador &#8211; eu tava lá, vi gente do movimento punk ser agredido com violência; vi o PC do B fraudar delegado &#8211; eu fui eleito no meu curso, concorri com 5 chapas, venci e o meu curso teve dois delegados porque o DCE dominado pelos comunistas fraudou o processo e colocou &#8220;uma deles&#8221; lá. Não vou dar a ficha corrida do q eu eu vi no Congresso pq não vale a pena.<br />
Em seguida trabalhei dentro do gabinete de dois parlamentares, um vereador outro deputado, do Partido dos Trabalhadores. Eu falo de um contexto histórico que eu testemunhei, que eu vi.<br />
Mas, voltando: o &#8220;esqueçam o escrevi&#8221; fora ou dentro do contexto mereceu mesmo ser colada nas costas de FHC pq é uma &#8220;frase-sintoma&#8221;, uma &#8220;frase-emblema&#8221; que emblematiza bem o espírito FHC e todo o seu funesto primeiro e segundo mandato,</p>
<p>Não sei se entendi bem o que você quis dizer Paulo, do fundo do coração quando você diz </p>
<p>&#8220;Se você der uma pequena olhadela no plenário nacional assistirá discursos corroídos do mais arcaico coronelismo provinciano, e, de outro lado, da mais radical postura socialista&#8221;.</p>
<p>Não quero pecar por descontextualizá-la, mas pensar a partir dela me faz ter um outro ponto de vista. Sinceramente e com toda a admiração que tenho por você, eu não consigo enxergar o &#8220;outro lado&#8221; com discursos da &#8220;da mais radical postura socialista&#8221;. Embora concorde plenamente quando você diz que o discurso quando você fala que é um discurso conservador achar anacrônico a questão &#8220;direita e esquerda&#8221; </p>
<p>Pensando além. O que vejo &#8211; minha memória é boa: lembro vagamente de Figueiredo &#8211; uma ou duas imagens só; lembro bem de Sarney, passei minha infância sonhando com o fim da inflação e a cura da Aids; lembro melhor ainda de Collor, sai de mãos dadas com meu pai gritando Collor, pus o adesivo da campanha dele no meu caderno, e anos depois sai sozinho com meus colegas de curso mandando ele ir pra rua, sim, eu fui cara pintada &#8211; lembro que levei uma surra da minha mãe quando cheguei em casa: até hoje me orgulho dessa surra de corda; de Lula I, sai nas ruas, fiz campanha, distribui santinho&#8230;<br />
O q eu vejo não é a polarização direita esquerda no plenário &#8211;<br />
Minha &#8220;retinas fatigadas&#8221; não conseguem.<br />
Eu, à medida do possível acompanho tv Câmara e tv senado &#8211; não é mas sim a mesma peça mambembe sendo encenada; o mesmo mau teatro sendo encenado; a diferença é que rolou um sistema coringa e os que diziam antes que instalar CPIs era um instrumento legítimo democrático e espaço para transparência política, agora diz que CPI é instrumento eleitoreiro, que quem quer CPI é contra o Brasil &#8211; pra ficarmos num contexto bem de agora, como é o caso da CPI da Petrobras.</p>
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	</item>
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		<title>By: Paulo Bio</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/critica/viver-sem-tempos-mortos-2/comment-page-1/#comment-2288</link>
		<dc:creator>Paulo Bio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 00:18:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bacante.com.br/revista/?p=1827#comment-2288</guid>
		<description>É botar a palavra &quot;direita&quot; que lá vem lenha.

Caro Tiago,
Não acho nada &quot;fora de moda&quot; falar em direita e esquerda. (Quem acha isso fora de moda e vive dizendo por aí são os grandes conservadores editorialistas da Folha e do Estado e os geniais articulistas da Veja). Quem acompanha o mínimo da política nacional sabe disso. Seu exemplo é bem ruim. FHC nunca foi ápice de esquerda; foi um sociólogo importante que com uma semana no poder disse &quot;esqueçam o que escrevi&quot; (e por que? justamente porque rompia com qualquer valor &quot;de esquerda&quot; que porventura teve). Serra e Kassab (e Lula, diga-se de passagem) são veneráveis defensores do liberalismo (vide o projeto educacional para o ensino superior do Serra, por exemplo: contra a &quot;construção&quot; de conhecimento; pelo &quot;funcionalismo de mercado&quot; do ensino superior); o  que, na conjuntura histórica atual, caracteriza uma postura de manutenção do establishment. E reflete um longo posicionamento político conservador no Estado de SP (que não vota neles a toa). 

Se você der uma pequena olhadela no plenário nacional assistirá discursos corroídos do mais arcaico coronelismo provinciano, e, de outro lado, da mais radical postura socialista. 
Mas nós, brasileiros, insistimos na manutenção dessa postura apolítica. Que faz de todos pretensiosos comentaristas políticos sem o menor conhecimento de história ou mesmo de conjuntura. Papagaiando por aí besteiras do tipo &quot;o anacronismo das categorias esquerda/direita&quot;

Em nenhum momento Tiago, defendi a reforma da Lei Rouanet. Mas critico sim a campanha de oposição que se faz a ela. 
Por que dessa campanha? Por que quem encabeça são justamente os grandes produtores, e os &quot;artistas famosos&quot; (sem contar as grandes corporações de mídia)?
Porque a reforma começa a tocar nas contradições intrínsecas que é o financiamento privado (principalmente nas declarações do Juca Ferreira, pois na prática muda muito pouco). Começa a esboçar um questionamento sobre esse perveso casamento entre arte e marketing. E isso deixa esse pessoal com os pelos arrepiados porque eles vivem disso: da Cultura-mercadoria. 

Sobre o Nietzsche, eu recomendaria que você lesse a obra dele a fundo,observasse em que período histórico ele estava escrevendo, entendesse com que ele estava dialogando antes de sair por aí usurpando frases soltas como se fossem lições de moral e de ética(Nietzsche é o oposto disso).

Por último Tiago, dê uma olhada no quanto seu comentário se parece com 200 outros pela Bacante que só dizem a mesma coisa: &quot;vcs tem inveja! inveja!&quot;. 

Ou tudo isso (as críticas, a Bacante etc) é uma válvula de escape de nossa dor de cotovelo edipiana (aliás já disseram pro Fabricio ir resolver os problemas com o pai, ao invés de escrever críticas! eheh), ou teu comentário junta-se aos 200  na prática mais &quot;normal&quot;, infantil e repetitiva de rebater uma crítica desqualificando seu autor com simplificações moralistas do tipo: &quot;invejoso!&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É botar a palavra &#8220;direita&#8221; que lá vem lenha.</p>
<p>Caro Tiago,<br />
Não acho nada &#8220;fora de moda&#8221; falar em direita e esquerda. (Quem acha isso fora de moda e vive dizendo por aí são os grandes conservadores editorialistas da Folha e do Estado e os geniais articulistas da Veja). Quem acompanha o mínimo da política nacional sabe disso. Seu exemplo é bem ruim. FHC nunca foi ápice de esquerda; foi um sociólogo importante que com uma semana no poder disse &#8220;esqueçam o que escrevi&#8221; (e por que? justamente porque rompia com qualquer valor &#8220;de esquerda&#8221; que porventura teve). Serra e Kassab (e Lula, diga-se de passagem) são veneráveis defensores do liberalismo (vide o projeto educacional para o ensino superior do Serra, por exemplo: contra a &#8220;construção&#8221; de conhecimento; pelo &#8220;funcionalismo de mercado&#8221; do ensino superior); o  que, na conjuntura histórica atual, caracteriza uma postura de manutenção do establishment. E reflete um longo posicionamento político conservador no Estado de SP (que não vota neles a toa). </p>
<p>Se você der uma pequena olhadela no plenário nacional assistirá discursos corroídos do mais arcaico coronelismo provinciano, e, de outro lado, da mais radical postura socialista.<br />
Mas nós, brasileiros, insistimos na manutenção dessa postura apolítica. Que faz de todos pretensiosos comentaristas políticos sem o menor conhecimento de história ou mesmo de conjuntura. Papagaiando por aí besteiras do tipo &#8220;o anacronismo das categorias esquerda/direita&#8221;</p>
<p>Em nenhum momento Tiago, defendi a reforma da Lei Rouanet. Mas critico sim a campanha de oposição que se faz a ela.<br />
Por que dessa campanha? Por que quem encabeça são justamente os grandes produtores, e os &#8220;artistas famosos&#8221; (sem contar as grandes corporações de mídia)?<br />
Porque a reforma começa a tocar nas contradições intrínsecas que é o financiamento privado (principalmente nas declarações do Juca Ferreira, pois na prática muda muito pouco). Começa a esboçar um questionamento sobre esse perveso casamento entre arte e marketing. E isso deixa esse pessoal com os pelos arrepiados porque eles vivem disso: da Cultura-mercadoria. </p>
<p>Sobre o Nietzsche, eu recomendaria que você lesse a obra dele a fundo,observasse em que período histórico ele estava escrevendo, entendesse com que ele estava dialogando antes de sair por aí usurpando frases soltas como se fossem lições de moral e de ética(Nietzsche é o oposto disso).</p>
<p>Por último Tiago, dê uma olhada no quanto seu comentário se parece com 200 outros pela Bacante que só dizem a mesma coisa: &#8220;vcs tem inveja! inveja!&#8221;. </p>
<p>Ou tudo isso (as críticas, a Bacante etc) é uma válvula de escape de nossa dor de cotovelo edipiana (aliás já disseram pro Fabricio ir resolver os problemas com o pai, ao invés de escrever críticas! eheh), ou teu comentário junta-se aos 200  na prática mais &#8220;normal&#8221;, infantil e repetitiva de rebater uma crítica desqualificando seu autor com simplificações moralistas do tipo: &#8220;invejoso!&#8221;.</p>
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