“Ói Nóis Aqui Traveiz”
Já no meio de janeiro (e com editores mais cansados do que quando saíram de férias diretamente para uma praia nudista), a Bacante está de volta com muitos objetivos a cumprir. Começo de ano é tempo de fazer resoluções, definir metas. Os gordos prometem emagrecer, os magros prometem engordar, os solteiros prometem se casar, os casados prometem se divorciar… Nós definimos para nós mesmos a meta de superar em 300% os acessos de 2007 – não porque audiência tenha qualquer relevância qualitativa, mas porque a gente gosta de testar alto-falante mesmo.
Para tal, lembramos que de 11 de abril – quando entramos no ar – até 19 de dezembro, último registro desde que nós fomos engolidos pelo WordPress, recebemos 13.613 pessoas diferentes na nossa casa sujinha e mal ajambrada, que ora chamamos de revista, ora de site. Elas passaram em média 3 minutos e 10 segundos de suas vidas na procura de textos, e pra isso exibiram mais de 70 mil vezes as páginas da Bacante. Nem sempre procuravam teatro (méritos de escolher um nome para a revista que lembre bacanal), mas alguma coisa tinha a ver com o que escrevemos.
Conclusão 1: nossos familiares do interior estão acessando a internet loucamente – mas nem eles nos agüentam por mais de 5 minutos.
Objetivo 1: conquistar mais parentes no interior.
Conclusão 2: muitas pessoas entraram sem querer e esqueceram o browser aberto aqui.
Objetivo 2: criar mecanismos para que mais pessoas esqueçam seus browsers abertos na Bacante por mais tempo.
Também contamos com a ajuda de nossos amigos ricos que viajaram pela Europa e acessaram a Bacante de Portugal, como é o caso de nosso correspondente internacional Elder Costa, que realizou a primeira cobertura da Bacante em terras estrangeiras. Além disso, tivemos acesso de países como Irã, Turquia, Emirados Árabes e toda a América Latina (menos das Guianas, Suriname e Equador).
Conclusão 3: Bacante deve significar outra coisa em turco.
Objetivo 3: conseguir um curso de turco avançado na faixa.
Conclusão 4: é sempre bom ter amigos abastados que viajam para o velho mundo.
Objetivo 4: mandar mais amigos pro fim do mundo.
No ano passado, fizemos ao todo 8 entrevistas, 6 especiais (que antes chamávamos de matérias), 6 editoriais, 143 posts no blog e batemos a marca de 200 críticas publicadas até a última semana de dezembro. Colaboraram para esses números, parceiros (e pessoas muito especiais que toparam escrever com humor sem receber um tostão) como Valmir Júnior, Daniele Ávila, Rodolfo Araújo, João Cícero, e Rodolfo Lima. Hoje, somos oficialmente 4 editores na Bacante: Leca Perrechil, Juliene Codognotto, Fabrício Muriana e Maurício Alcântara.
Conclusão 5: mais colaboradores = mais diversidade, porém mais processo de edição.
Objetivo 5: como a idéia é aumentar os acessos e NUNCA o trabalho, migrar pra um sistema que torne as coisas mais fáceis, possibilitando a entrada de mais gente que esteja afim de entrar no projeto com a cara que ele tem.
Os comentários que recebemos foram o que de mais empolgante tiramos dessa revista. Anônimos, perdidos, revoltados, sinceros, puxa-sacos, teve de tudo nesse ano. Vale sempre rever as críticas de José e Seu Manto Technicolor e Les Éphémères, para entender como os comentários podem ganhar muito mais relevância do que o texto original, se aparecer gente realmente a fim de discutir. Não há como não agradecer as participações constantes de Emiliano Freitas, Ronaldo Ventura, Maria Clara e tantos outros que podemos chamar de amigos, dado o conforto com que se instalaram em nossa casa. Hoje eles mijam de porta aberta, pegam a cerveja na geladeira…
Conclusão 6: Bacante e você, tudo a ver!
Objetivo 6: chegar o dia em que não precisaremos mais escrever críticas, nem especiais, nem entrevistas. Estaremos tão conectados com os leitores que eles já vão comentar direto e pronto. É a crítica wi-fi.
Houve ainda quem estabelecesse uma parceria involuntária, também sem fins lucrativos, ajudando a Bacante a ficar mais bonita – caso dos fotógrafos responsáveis pelas fotos de divulgação – e a chegar até um número maior de pessoas – caso do Google (que às vezes trai a parceria e manda a galera pros sites de bacanal), do Orkut e do Overmundo. Além destes, algumas pessoas, cujas intenções não podemos adivinhar, também ajudaram nossas piadas infames a irem mais longe. Com breves citações ou posts inteiros em seus blogs, Nelson de Sá, Alberto Guzik, Sérgio Sálvia Coelho, Mário Bortolotto, Ivam Cabral, entre tantos outros, facilitaram a chegada a esta pequena ilha em meio ao mar da Internet. É claro, não podemos esquecer dos assessores de imprensa, que tanto nos proporcionaram momentos divertidos. Menção honrosa para a queridíssima Sônia Kessar, que já ganhou um editorial em homenagem aos seus lindos e-mails/spam ( que diga-se, pararam) e a Luciana Stabile, que nos ensinou a escrever sobre as peças antes vê-las.
Conclusão 7: Sônia nos abandonou.
Objetivo 7: restabelecer contato com Sônia imediatamente.
Para que a Bacante entrasse em 2008 nova, tiramos férias do conteúdo, mas mexemos na forma – algo mais ou menos parecido com as dietas de shake, sabe? A Bacante finalmente migrou de sistema (por isso você teve tanta dificuldade para acessar enquanto assistia o Show da Virada ou a participação da Camila Pitanga grávida no Especial do Roberto Carlos). Começamos 2008 com novo sistema, mais facilidades para quem acessa, as mesmas piadas de sempre e o despreparo que é nossa marca mais lembrada.
Conclusão 8: quem conheceu a Bacante em dezembro, detestou.
Objetivo 8: corrigir as falhas da migração antes que mais pessoas percebam.
Com vistas a acelerar o cumprimento dos objetivos para 2008, a Bacante institui, inspirada no McDonald’s, a premiação do Funcionário do Mês, para aquele que:
1. Fizer mais parentes novos no interior.
2. Trouxer o maior número de novos colaboradores engraçados.
3. Tiver maior quantidade de comentários em suas críticas.
4. Receber mais emails da Sônia divulgando qualquer coisa que não seja teatro.
5. Encontrar mais links errados na revista.
Em caso de empate, abriremos uma votação popular. Bem vindos a 2008. Bacante, a gente vê por aqui!


Meus amigos que nem conheço, mas leio sempre… sejam bem vindos. E já estava com saudades… boa sorte nesse ano.
Acho que a casa nova tá muito bonita.
Mandaram bem!
Beijos
Daní
Além de bem humorados, vocês são muito gentis… Seriam ´Bacantes´ os Homens Perfeitos? (Segue meu telefone por e-mail. Se vocês ligarem no dia seguinte, a resposta é ´SIM´! rsrsrs.) Beijos cheios de Sucesso para nós em 2008!! E sempre!
Conheci a Bacante há pouco tempo (pelo site do Bortolotto), nunca tinha visto mas acho que sempre amei! Adoro o visual, o estilo, o jeito que escrevem, a simpatia, tudo nessa revista eletrônica! Tenho enorme prazer em ler Teatro aqui. Feliz 08!
Meninas e meninos: sinto informar que ´Bacantes´ não são os Homens Perfeitos… Eles não ligam no dia seguinte. Nem depois.