Manifesto do Teatro do Possível ou Sete Vivas à Contradição do Discurso
“Faz-se isso porque esse é o teatro possível”
(Zazá Montenegro)
I.
“I have a dream”.
Como o pré-Barack Obama, nós também temos um sonho.
Nós não sabemos qual é o nosso sonho. Mas achamos importante ter um sonho.
II.
Todos os artistas têm um sonho. Portanto o fazer artístico é sagrado.
III.
A arte, além de sagrada, vence as barreiras do tempo e do espaço. Os ideais deste manifesto se prolongarão ad eternum, pois fazem parte da essência humana sagrada.
IV.
Para materializar a sacralidade da arte, celebraremos, como rito de lançamento deste manifesto, uma cerimônia típica: trocaremos fotos de Zé Celso nu, num ritual de oswaldização rusveltiano pós-dramático. Depois, tomaremos cerveja solenemente e complementaremos o evento com cachaça, da qual dedicaremos um gole, não para o santo, mas para a Zazá Montenegro.
V.
Zazá Montenegro é a madrinha absoluta e musa inspiradora do Teatro do Possível.
VI.
Só a Zazá nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Genericamente. Artisticamente. Politicamente. Parcialmente. O bar e a cerveja também nos unem. Mas, neste caso, é só alcoolicamente.
VII.
Nem nós, nem Zazá, sabemos na real o que é Teatro do Possível.
VIII.
Para fazer um manifesto que se prolongue ad eternum é condição não saber algumas coisas. Nós admitimos, Senhor, a nossa pequenez e ignorância. Portanto, manteremos o desconhecimento sobre o significado de Teatro do Possível, também como forma de cultivar sua sacralidade.
IX.
Nos comprometemos a buscar ardentemente o Teatro do Possível em mesas de bares em que possamos repetir o rito de lançamento deste manifesto.
X.
Nos comprometemos a não encontrar o Teatro do Possível, para que ele continue sendo impossível, mesmo que Bradesco Prime e Lei Rouanet se unam para impedir nossa missão. Venceremos!
XI – final ou perto do
“Yes, we can”.
Tal como Martin Luther King Jr. e Obama, nós acreditamos que é possível, sim. Pois a Xuxa disse que “tudo pode ser, só basta acreditar”.
XII.
Não sabemos, hoje, o sentido deste manifesto. Mas o futuro nos dará a luz.
Assinam:
Astier Basílio
Da AOCA e da UJDF – União para a Juventude da Direita Festiva.
Emilliano F., 13 anos, abstêmio e casto
Fabrício Muriana
Filho de Célia Muriana
Maurício Alcântara
Luso-brasileiro
Juliene Codognotto
Com dois “e” e cantando “cadê Zazazazazazá?”



Ei, eu estréio sábado agora lá no X.
As 19h30.
Apareçam lá.
deprimente!
Muito, né?
Desabafo: a Bacante virou a coisa mais chata do mundo, e eu diria isso com mais respeito não fosse o desrespeito com que vocês tratam o pessoal que sempre torceu pela revista, e por isso mesmo dá a sua opinião sincera. Acho patética a forma como as pessoas que discordam das opiniões emitidas são ridicularizadas aqui. Qual a autoridade da Bacante pra isso? Ou eu não entendi direito e o negócio é ser castrador mesmo, fazer crítica de imposição? Vocês viraram tudo aquilo que vocês criticam. Botei a maior fé que isso aqui fosse uma coisa nova pra essa coisa tão cheia de formol que virou a crítica teatral, mas por aqui o que vejo muito é desrespeito com os leitores, piadas de mau gosto ao pior estilo Pânico e opiniões pessoais que, ao contrário do que vocês dizem, não estão aqui para serem debatidas: ou se concorda, ou quem é do contra torna-se inimigo imediato, tratado com piadas sem graça, falta de respeito, desdém, intolerância. Às vezes a coisa melhora um pouco, com tentativas simpáticas de lavagem cerebral.
Vale lembrar que desde a “privatização” disto aqui a coisa toda só piorou. Arrogância com status.
Isso é o que eu gostaria de dizer há tempos, mas não disse na esperança de a revista mudar. Não mudou. Fiquem com a arrogância de vocês e com a meia dúzia de deslumbrados do chopinho.
Amelia
Não posso falar por todos, mas por mim:
1 – É legal ler um desabafo com tanto sangue no zóio. Fica até verossímil em alguns momentos.
2 – Não fomos privatizados (ainda). Na pior das hipóteses, fomos estatizados por um período. Mas passa, logo passa.
3 – Em todos os seus juízos, você não dá nenhum exemplo concreto. Tudo bem, afinal você já desistiu da revista.
4 – É a 97ª vez que sou chamado de arrogante. Mas é a primeira vez que dizem que meu grupo é arrogante.
5 – Peço desculpas pelas piadas sem graça. Não era essa a intenção.
6 – Gostaria de saber mais opiniões suas sobre a Bacante, mas como o e-mail que te enviei voltou e você não existe no orkut, acho que você está brincando de ator iniciante. Tudo bem, já estamos acostumados com isso por aqui.
Abraço e acesse O Globo pra críticas mais interessantes.
Amelia Bassin:
http://findarticles.com/p/articles/mi_hb129/is_200008/ai_n25787204/
Fantasmas?
Desculpa, os dados são anônimos mesmo. Esqueci de mencionar. A intenção não era dar trabalho, apenas não me expor. O número de comentários cada vez menos existentes nas postagens expressa bem essa lógica: as pessoas não gostam de ser ridicularizadas em público. Como não dá pra postar anônimo, tem de se fazer peripécias como essa.
Creio que sua resposta seja bem autoexplicativa das questões todas que apontei, o que dispensa que eu apresente problemas. Falei genericamente de problemas que ocorrem em praticamente todas as postagens de vocês.
Criticar é também sinal de atenção. Se é a proposta da revista perder público – ou até mesmo não tê-lo – que se há de fazer? Comigo, a proposta funcionou.
Não sei o que significa ser ator iniciante. Mas já pensaram no fato de que há pessoas que gostam de teatro e não são atores? E que justamente essas pessoas procuram críticas mais vivas, próximas?
E não vejo a menor perspectiva de achar críticas interessantes no Globo, por isso vim parar aqui. E por isso minhas críticas. Se não serviram, e são só mais um motivo para deboche, queiram desculpar. Pode ser que essa onda de ser mal-educado sob o pretexto de ser autêntico seja a última moda.
Cordialmente,
M.
Oi, M., como vai?
Discordo da sua idéia de postar com o nome de uma pessoa que morreu só para não se expor à nossa falta de educação. Mas, esse nem é o foco do seu comentário, né? A questão é o como respondemos às pessoas que comentam por aqui, certo?
Sim, temos sempre o humor como ponto de partida. Quando o comentário é de alguém com quem é possível conversar, traz algum argumento ou dúvida ou oposição sobre o que é possível conversar, nós estamos totalmente abertos a isso. Quando isso acontece, aliás, é uma realização. E acontece. (Exemplos mais recentes: crítica de Talvez e crítica de Viver sem tempos mortos)
No entanto, quando é só pra dizer que a Bacante ficou chata, que somos deprimentes, enfim, comentários a partir dos quais é impossível estabelecer diálogo, aí recorremos, sim, à piada, que é o que nos resta.
No seu caso, por exemplo, nossa intenção era, inclusive, te mandar um email perguntando mais detalhes da sua percepção, te pedindo exemplos, etc. Mas, veja que surpresa!, alguém fechou as possilidades de diálogo e não fomos nós.
Quanto ao ator iniciante, Fabrício colocou o link no comentário pra vc poder se informar, se quiser.
Acho que é isso. No mais, não acho que sejamos autênticos. Nem mal-educados.
Abraço,
Juli =)
“Trocaremos fotos de Zé Celso nu”. Assim como ocorre com a Nana Gouveia, é mais difícil ver fotos do Zé Celso de roupas do que pelado.