Desistentes
É! Nós desistimos do editorial. Aliás, nós desistimos da revista. Ou não. A real é que a atualização semanal caducou. Não nos serve. Então, por enquanto, o que você vai ver atualizado toda terça não é mais a idéia romântica-abobada do início da revista, em que pensávamos em publicar, semanalmente, cinco críticas de peças nunca dantes criticadas em terras bacantianas. A verdade nos dói (oh!) mas não queremos mais escrever só das peças que ainda não foram criticadas – até porque estas somam quase 450. Queremos mastigar e digerir ainda mais as peças que nos afetam de verdade.
Portanto, está derrubado o compromisso de uma edição com 5 críticas de peças inéditas toda terça. Em comemoração a esse fato, fazemos a semana da crítica no atacado – mas continuamos atualizando às terças-feiras. Isso porque somos teimosos (e porque foi fortemente recomendado pela nossa numeróloga – era isso ou mudar o nome da revista para Bakhanty).
A Bacante vai mudar. No nosso último editorial, em abril, tínhamos acabado de mudar tudo. And now for something completely different… Não somos apenas aqueles quatro. Em contagem recente, pelos cálculos da polícia militar, já somos mais de 12 colaboradores, espalhados pelo Brasil, sem ganhar um puto (ok, talvez uma ou outra cortesia ou um sofá-cama emprestado por uns dias), que escrevem sobre teatro pelas razões mais diversas. Ai, que orgulho nossas mães devem estar sentindo! (Isso, claro, não em relação ao ‘sem ganhar um puto’, mas com relação à diversidade de visões e referências num único site. Uau.)
Mas o fato é que o Brasil, esse gigante adormecido, é um país em que ainda hoje estão rodando muitas peças que criticamos desde as primeiras semanas da Bacante (e desde muito antes disso, porque não somos tão velhos assim). E não dá pra pedir pros nossos colaboradores do Acre que escrevam somente de peças que ainda não foram criticadas. Ok, ainda estamos buscando colaboradores no Acre, mas quando eles chegarem já estaremos prontos. A propósito, se por acaso você quiser inaugurar a sucursal da Bacante no Acre, essa é sua chance: por favor, mande um e-mail agora mesmo para bacante_sem_fronteiras@bacante.com.br. E invente outra palavra, porque “sucursal” é feio pra dedéu.
Calma, isso tudo não quer dizer que a crise chegou pra nós. Não estamos dando mais prejuízo agora do que no começo. Se a coisa apertar de verdade, o pior que pode acontecer é que não vamos conseguir recursos financeiros para adquirir os bottons para o Segundo Prêmio Bacante AOCA. Mas tudo bem, ainda não entregamos os bottons da primeira edição do prêmio, portanto ainda nos sobram alguns…
Mesmo sem crise financeira além do usual, desistimos de mais coisas. Abdicamos, por exemplo, da missão de revolucionar a crítica, mas isso não quer dizer que nos rendemos ao jeitinho Babi Heliodora de ser. Continuaremos não nos levando a sério, brincando com formatos que podem levar a críticas – até só com imagens e não escrevendo necessariamente da peça. Mas a idade vem chegando e às vezes você vai encontrar críticas completamente sem criatividade, conformistas, preconceituosas, preguiçosas, mal-escritas ou mal-editadas. Nada que você não tenha lido antes por aí. Mas, por favor, não se conforme. Reclame! É um direito seu e fica logo ali, nos comentários.
Ao reclamar, porém, você corre o risco de ouvir de nós que as críticas são apenas uma desculpa pra gente conhecer pessoas, peças e lugares especiais. Não era assim, mas começa a ser quando percebemos que essa história de ficar dando pitaco na produção artística dos outros é uma puta oportunidade para encontros potentes, que podem não produzir nada, mas podem render sobremesas tão gostosas como uma cartola, jantares com permuta na Piolin e – até – ótimas conversas sobre teatro, crítica e outros. Então, até pensamos em um slogan fixo: “Bacante, a revista em que se faz amigos” e depois desistimos, porque é brega demais até pra quem quer rir de si mesmo.
A boa nova é que, depois da desilusão de descobrir que não temos o sonho de nos tornar grandes críticos teatrais famosos e distantes, você pode começar a pensar em não ser isso também, ou seja, em colaborar para a Bacante e ter uma vida repleta de pitacos coloridos. Quem sabe sobra uma cartola pra você? Ou você vai pro Festival de Guaramiranga e descobre que um novo mundo festivaleiro é possível? Que tal, hein? Bem-vindo à Bacante e pode ignorar nosso manual de redação – a gente sabe que é muito grande (mas que a gente gosta dele, ah, a gente gosta…).
Bem, o ano acabou e tivemos pouco sucesso nas nossas promessas de Ano Novo de 2007: não arrumamos mais parentes no interior, não criamos mecanismos para que mais pessoas esquecessem seus browsers abertos na Bacante por mais tempo, não aprendemos turco, não corrigimos todas as falhas (ao contrário, criamos novas), não desenvolvemos a crítica wi-fi e, o mais grave, não retomamos o contato com a Sônia Kessar! Então, numa tentativa apelona de reaproximação, resolvemos desejar – a todos – mas principalmente à Sô, um Feliz 2009 antecipado:


hahahahhaahahahhahahahahahahaahhaahaha… esse vídeo é TUDOOOOOOOOO!!!!!
Eu sou fã incodicional da Bacante!
MeRDA para nós!