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	<title>Comments on: Andersen&#8217;s Dream</title>
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	<link>http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream</link>
	<description>Teatro com crítica e humor</description>
	<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 23:15:42 +0000</pubDate>
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		<item>
		<title>By: Ronaldo</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream/comment-page-1#comment-1496</link>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 12:03:00 +0000</pubDate>
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		<description>Poesia para falar de poesia.
Só assim que é.

U.
Quando o Barba falou para a gente que temos que ler o Poeta Artaud e daí se ligar no que ele quer dizer, entendi tudo.


Para mim é dificil falar do que vi. Mesmo.

Porque as vezes eu via e entendia como ele chegou naquele resultado. OUtras, eu via e sentia o que via. 
Em nenhum momento me maravilhei pelas demonstrações de habilidades, pelos virtuosismos...

Tudo o que vi era poesia.

É mais samba que Jazz.

------------------------------------------------------------------

Claro que teve o forte apelo de ver pessoalmente a Iben. Que é a mulher que eu largaria tudo e ia junto.

------------------------------------------------------------------

hehehehehhe</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Poesia para falar de poesia.<br />
Só assim que é.</p>
<p>U.<br />
Quando o Barba falou para a gente que temos que ler o Poeta Artaud e daí se ligar no que ele quer dizer, entendi tudo.</p>
<p>Para mim é dificil falar do que vi. Mesmo.</p>
<p>Porque as vezes eu via e entendia como ele chegou naquele resultado. OUtras, eu via e sentia o que via.<br />
Em nenhum momento me maravilhei pelas demonstrações de habilidades, pelos virtuosismos&#8230;</p>
<p>Tudo o que vi era poesia.</p>
<p>É mais samba que Jazz.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Claro que teve o forte apelo de ver pessoalmente a Iben. Que é a mulher que eu largaria tudo e ia junto.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>hehehehehhe</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Umberto</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream/comment-page-1#comment-1494</link>
		<dc:creator>Umberto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 07:12:38 +0000</pubDate>
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		<description>apontamentos para o meu querido amigo R.

"É das cinzas que nasce o teatro
das cinzas de Brecht, Stanislavski, Grotowski e Barba

é desta tradição morta que por fim brota a Flor
esperança
mas que esperança?

Sherazade não vive mais para nos manter acordados
o Pássaro-Azul já não sabe porque canta

um a um os personagens são assassinados

só restam bonecos
os atores abandonaram o espetáculo

atores-marionetes do diretor
onipresente
cerebralmente pessimista, mas nervosamente otimista
de um otimismo que só acredita na vida.


Uma longa noite de inverno se anuncia depois de uma longa noite de embriagues de verão

um convite ao espectador se entregar à sensação é feito

começa o ritual
lá vem a baiana branca recolhendo as flores vermelhas na neve

lá vai o barquinho
leva o real
deixa o drama-onírico

sonho de Andersen
sonho de Odin
drama de Barba

mas neste sonho os fantasmas são impregnados da realidade
como a memória do passado, a recriar

velhos fantasmas, velhos sonhos
acorrentados

o homem não veio da África?

escravidão, medo-fantasma, desejo-sonho constante de liberdade
falamos ainda em códigos
afinal velhos hábitos são difíceis de serem abandonados

o passado não é passado
o presente não se libertou do passado
o espectro do totalitarismo faz a ronda

tempos difíceis
tempos de Polônia
tempos modernos

sonho-pesadelo
sem concessões a falsas ilusões
sem complacência
indulgência

mas poético
extremamente poético
profético.


É tempo de me perguntar: o que eu faço, quais meus mestres, qual minha tradição
mas não existem mestres nem tradição
então é preciso inventá-los
invisíveis

vejo meus dramas serem atualizados em cena
em algum lugar existe oxigênio para a arte
também respiro

se o teatro pode tornar minhas angústias suportáveis
dinamizá-las, resignificá-las
é preciso começar a fazer teatro seriamente

aumentar a potência do outro
e a minha própria
ir

procurar pelas linhas de fugas das molaridades
procurar incansavelmente pela poética
encontrar o espaço da multiplicidade
buscar o paradoxo

criar, criar, criar
processar, desapegar
compor, compor, compor

fazer da minha vida uma obra de arte
construir um corpo sem órgãos
sempre

para quem sabe um dia não voltar para receber os aplausos do público
porque a cena não é espetáculo
é TESTAMENTO."

U.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>apontamentos para o meu querido amigo R.</p>
<p>&#8220;É das cinzas que nasce o teatro<br />
das cinzas de Brecht, Stanislavski, Grotowski e Barba</p>
<p>é desta tradição morta que por fim brota a Flor<br />
esperança<br />
mas que esperança?</p>
<p>Sherazade não vive mais para nos manter acordados<br />
o Pássaro-Azul já não sabe porque canta</p>
<p>um a um os personagens são assassinados</p>
<p>só restam bonecos<br />
os atores abandonaram o espetáculo</p>
<p>atores-marionetes do diretor<br />
onipresente<br />
cerebralmente pessimista, mas nervosamente otimista<br />
de um otimismo que só acredita na vida.</p>
<p>Uma longa noite de inverno se anuncia depois de uma longa noite de embriagues de verão</p>
<p>um convite ao espectador se entregar à sensação é feito</p>
<p>começa o ritual<br />
lá vem a baiana branca recolhendo as flores vermelhas na neve</p>
<p>lá vai o barquinho<br />
leva o real<br />
deixa o drama-onírico</p>
<p>sonho de Andersen<br />
sonho de Odin<br />
drama de Barba</p>
<p>mas neste sonho os fantasmas são impregnados da realidade<br />
como a memória do passado, a recriar</p>
<p>velhos fantasmas, velhos sonhos<br />
acorrentados</p>
<p>o homem não veio da África?</p>
<p>escravidão, medo-fantasma, desejo-sonho constante de liberdade<br />
falamos ainda em códigos<br />
afinal velhos hábitos são difíceis de serem abandonados</p>
<p>o passado não é passado<br />
o presente não se libertou do passado<br />
o espectro do totalitarismo faz a ronda</p>
<p>tempos difíceis<br />
tempos de Polônia<br />
tempos modernos</p>
<p>sonho-pesadelo<br />
sem concessões a falsas ilusões<br />
sem complacência<br />
indulgência</p>
<p>mas poético<br />
extremamente poético<br />
profético.</p>
<p>É tempo de me perguntar: o que eu faço, quais meus mestres, qual minha tradição<br />
mas não existem mestres nem tradição<br />
então é preciso inventá-los<br />
invisíveis</p>
<p>vejo meus dramas serem atualizados em cena<br />
em algum lugar existe oxigênio para a arte<br />
também respiro</p>
<p>se o teatro pode tornar minhas angústias suportáveis<br />
dinamizá-las, resignificá-las<br />
é preciso começar a fazer teatro seriamente</p>
<p>aumentar a potência do outro<br />
e a minha própria<br />
ir</p>
<p>procurar pelas linhas de fugas das molaridades<br />
procurar incansavelmente pela poética<br />
encontrar o espaço da multiplicidade<br />
buscar o paradoxo</p>
<p>criar, criar, criar<br />
processar, desapegar<br />
compor, compor, compor</p>
<p>fazer da minha vida uma obra de arte<br />
construir um corpo sem órgãos<br />
sempre</p>
<p>para quem sabe um dia não voltar para receber os aplausos do público<br />
porque a cena não é espetáculo<br />
é TESTAMENTO.&#8221;</p>
<p>U.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Fabi Ross</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream/comment-page-1#comment-1488</link>
		<dc:creator>Fabi Ross</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 21:46:30 +0000</pubDate>
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		<description>Oi pessoas...

Como o Ronaldo, gostei da peça e ela realmente me proporcionou momentos bem legais, momentos que até me emocionaram.

Acho q realmente, a falta de uma comunicação em nossa língua atrapalha, além de uma incompreensão do contexto geral da peça, mas mesmo diante disso, gostei bastante, as cenas estavam lindas, alguns recursos cênicos muito bem utilizados, além do que, por mais que eu não entendesse o todo, para mim bastou parecerem pequenas cenas que em vários momentos me proporcionaram coisas diferentes.

E acho q por ser um sonho, é perdoável que seja incompreensível, muitas vezes nós em nosso dia a dia sonhamos coisas incompreensíveis que para nós não faz o menor sentido.

Dou muito valor para peças que me proporcionam sensações e não somente o entendimento. Acho que uma das maravilhas das artes cênicas é justamente isso, essa oscilação entre entendimento, não entendimento, realidade e piração.

Bem, o gosto é intrínseco a cada pessoa, não se discute. Como não manjo muito de teatro e nem conhecia o tal Eugênio Barba, me surpreendeu a "passagem" dos atores por várias formas de artes, as técnicas, imagens, figurino, cenário, música, dança...talvez tenha sido somente um espetáculo visual, mas para mim e muitas pessoas um espetáculo bem executado, já é digno de aplausos.

Bem, é isso aí, minha opinião.

Bjos a todos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoas&#8230;</p>
<p>Como o Ronaldo, gostei da peça e ela realmente me proporcionou momentos bem legais, momentos que até me emocionaram.</p>
<p>Acho q realmente, a falta de uma comunicação em nossa língua atrapalha, além de uma incompreensão do contexto geral da peça, mas mesmo diante disso, gostei bastante, as cenas estavam lindas, alguns recursos cênicos muito bem utilizados, além do que, por mais que eu não entendesse o todo, para mim bastou parecerem pequenas cenas que em vários momentos me proporcionaram coisas diferentes.</p>
<p>E acho q por ser um sonho, é perdoável que seja incompreensível, muitas vezes nós em nosso dia a dia sonhamos coisas incompreensíveis que para nós não faz o menor sentido.</p>
<p>Dou muito valor para peças que me proporcionam sensações e não somente o entendimento. Acho que uma das maravilhas das artes cênicas é justamente isso, essa oscilação entre entendimento, não entendimento, realidade e piração.</p>
<p>Bem, o gosto é intrínseco a cada pessoa, não se discute. Como não manjo muito de teatro e nem conhecia o tal Eugênio Barba, me surpreendeu a &#8220;passagem&#8221; dos atores por várias formas de artes, as técnicas, imagens, figurino, cenário, música, dança&#8230;talvez tenha sido somente um espetáculo visual, mas para mim e muitas pessoas um espetáculo bem executado, já é digno de aplausos.</p>
<p>Bem, é isso aí, minha opinião.</p>
<p>Bjos a todos</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Maurício Alcântara</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream/comment-page-1#comment-1486</link>
		<dc:creator>Maurício Alcântara</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 19:41:00 +0000</pubDate>
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		<description>Basicamente, achei que o grande problema é a falta de uma chave qualquer que permita a abertura de diálogo entre a platéia e o espetáculo. Talvez o idioma pudesse ser uma possível chave, talvez não. Acontece que, apesar das imagens "lindas pra caralho", eu não consegui achar uma forma de dialogar, não consegui ser "pego" pela peça...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Basicamente, achei que o grande problema é a falta de uma chave qualquer que permita a abertura de diálogo entre a platéia e o espetáculo. Talvez o idioma pudesse ser uma possível chave, talvez não. Acontece que, apesar das imagens &#8220;lindas pra caralho&#8221;, eu não consegui achar uma forma de dialogar, não consegui ser &#8220;pego&#8221; pela peça&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Fabrício</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream/comment-page-1#comment-1485</link>
		<dc:creator>Fabrício</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 13:45:22 +0000</pubDate>
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		<description>Po, Ronaldo

Eu tive arrebatamenteo tb. Algumas vezes.
Mas cada vez me questiono mais qdo isso acontece.
Acho que daí que vem a conexão com o oratorio.
Acho inclusive que, para além conceito do sonho, há outros conceitos travalhados. Mas essa conexão não rolou.
Bem, valeu pelo comentário.
Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Po, Ronaldo</p>
<p>Eu tive arrebatamenteo tb. Algumas vezes.<br />
Mas cada vez me questiono mais qdo isso acontece.<br />
Acho que daí que vem a conexão com o oratorio.<br />
Acho inclusive que, para além conceito do sonho, há outros conceitos travalhados. Mas essa conexão não rolou.<br />
Bem, valeu pelo comentário.<br />
Abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Ronaldo</title>
		<link>http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream/comment-page-1#comment-1482</link>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 11:55:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bacante.com.br/revista/critica/andersens-dream#comment-1482</guid>
		<description>Esse é o 2° espetáculo do BArba que assisto... E esse me "pega" muito mais!!

Lindo para caralho... Cenas que carrego dentro de mim (O negão falando que é Dinamarquês - engraçado... o único ator que naõ sei o nome é um brasileiro - , a Ibem cavalgando um cachorro no ar, o mesmo negão dançando Balé.)

Claro que sou suspeito! Estudo o Barba faz muito tempo. 

Bem... resumindo, fiquei encantado com tudo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o 2° espetáculo do BArba que assisto&#8230; E esse me &#8220;pega&#8221; muito mais!!</p>
<p>Lindo para caralho&#8230; Cenas que carrego dentro de mim (O negão falando que é Dinamarquês - engraçado&#8230; o único ator que naõ sei o nome é um brasileiro - , a Ibem cavalgando um cachorro no ar, o mesmo negão dançando Balé.)</p>
<p>Claro que sou suspeito! Estudo o Barba faz muito tempo. </p>
<p>Bem&#8230; resumindo, fiquei encantado com tudo!</p>
]]></content:encoded>
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