Crítica | Cruel por Astier Basílio
amor é dançar com facas
prólogo
linear e absurdo. Sobre
os ombros do escombro. Nome
do não dito. Ferimento. Hoje
entre corpos. Cantava e coube
abismo pendurado em um corte:
o coração, víscera, overdose
de opções. Ou não ir. Envolve
e não tem fio. Deborah Colker.
Primeiro ato
O amor de que se fala
é uma figura simulacra
o desenho da chama,
tatuagem do que falta
fantasias de fantasmas
se rasgam, se alastram
não salpica e sangra
Amor é dançar entre facas
Segundo ato
o jogo? É desigual e mesmo.
Amar é recuperar infernos
e duplicar o que é menos.
É ter parte com o que perdemos
É doer em dois, erros e Eros,
e suportar a repetição no espelho
2 atos, 1 prólogo, 6 estrofes, 606 caracteres.
Publicado em 2, September, 2008




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