Crítica | Insônia por Leca Perrechil
Brilha brilha estrelinha
Foto: Divulgação
Motivação: quatro estrelas num guia conhecido de São Paulo (apesar de não acreditarmos nesse tipo de crendice popular, resolvi dar um voto de confiança).
Filmografia básica e referências em geral: Frankenstein, O Bebê de Rosemary, Hannibal, último capítulo da novela Kubanacan, novela O Clone, Peter Sellers, Jim Carrey, Mike Myers, Irmãos Gêmeos, Os Trapalhões, O Brinquedo Assassino, Piratas do Caribe, Leslie Nielsen.
Referências bacantes anteriores: http://www.bacante.com.br/revista/critica/o-poco
Nome da peça: Insônia
História: Irmãs macabras que se alimentam de corpos humanos vivem em um porão, sem nunca dormir. A mãe supostamente desapareceu e o pai ninguém sabe quem é. Então elas descobrem que a mãe na verdade era uma barriga de aluguel, usada pelo pai delas, um cientista, para gerar filhos a partir dos óvulos da assistente gostosa, que não poderia gerar as meninas no útero. E mais! A assistente é um clone de um bebê que apareceu morto no barco do cientista, e foi ressuscitada. O cientista se apaixonou pela ressuscitada, depois a matou, e a partir do vômito dela desenvolveu o clone, que era a assistente.
A mãe barriga de aluguel vira parede.
Conclusão a partir da história: Sim, essa é a história. Sim, contei o final, mas aposto que não esclareceu (nem estragou) nada. Mas disso ninguém pode reclamar, porque o ator que faz o cientista, o carteiro bonachão, a assistente, entre outros, abre espaço para perguntas durante a peça. Ótima oportunidade que não aproveitei.
Cenário: Azulejos de Jogos Mortais I.
Risadas durante a peça: Duas, mas não lembro quando.
O que ficou de lembrança depois de assistir: Atrizes competentes (sabe quando a atuação é melhor do que a peça em si?), partituras físicas, tentativa de criar o cômico a partir de uma história mirabolante, tentativa de fazer uma peça a partir de filmes B - o que lembra Tarantino e Rodriguez no projeto Grindhouse, com os filmes À Prova de Morte e Planeta Terror. Mas a peça se aproxima mais da paródia sem grandes experimentações de linguagem do Robert Rodriguez, do que do brilhantismo do Tarantino.
O que pensei depois da encenação: Os atores parecem ter se divertido muito. Deve ser bom se divertir na peça. Não sou ator da peça.
O que pensei depois de pensar nos atores: Não confiar nunca mais, de uma vez por todas, em estrelas.
10 pessoas na platéia
Publicado em 9, September, 2008


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